Sem receber, vigilantes terceirizadas da Seed entram em greve

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Protesto dos vigilantes na entrada da Secretaria da Educação do Estado: sem salários
Protesto dos vigilantes na entrada da Secretaria da Educação do Estado: sem salários

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Publicada em 16/01/2019 às 06:44:00

 

Milton Alves Júnior
Na manhã de ontem 
dezenas de vigilan-
tes de três empresas que prestam serviço de segurança em escolas estaduais de Sergipe se reuniram em frente à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, em Aracaju, a fim de pressionar os gestores da pasta a buscar soluções em torno dos atrasos salariais sofridos pelos trabalhadores. De acordo com os profissionais, em virtude de conflitos financeiros entre o Governo do Estado e empresas terceirizadas, desde o mês de novembro do ano passado os funcionários seguem sem receber os vencimentos. A categoria informou que a categoria segue em greve até que as pendências sejam devidamente regularizadas.
Liderando o movimento, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe, Genilson Pereira, informou ao JORNAL DO DIA que as empresas Multiseg, SVN e NC estão sem receber parcelas firmadas em contrato desde o mês de agosto do ano passado. Em virtude do atraso que alcança seis prestações neste mês de janeiro, os grupos empresariais optaram por suspender o repasse dos respectivos caixas até que a Secretaria de Estado da Fazenda volte a repassar os devidos valores. Na concepção do sindicalista, apesar de os trabalhadores desejarem retornar aos pontos de atuação, o cenário enfrentado é 'conflitante' e de 'difícil' reestabelecimento caso os direitos trabalhistas não sejam garantidos.
"Infelizmente mais uma vez nos deparamos com a necessidade de deflagrar uma greve na esperança de o governo compreender as nossas dificuldades e articular em caráter emergencial o pagamento dos débitos ainda em aberto. Dois meses, prestes a completar três, sem salários é realmente uma situação que nos gera problemas e não havia outra forma de protestar a não ser deflagrando greve", declarou o presidente sindical. Questionado sobre os diálogos administrativos antes de se botar em votação a proposta de greve Genilson Pereira concluiu dizendo: "houve conversas como sempre ocorrem, mas dessa vez sequer perspectiva de data para solução deste caso existe".
Sistema - De acordo com a direção da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, todos os meses de janeiro o sistema de pagamento do Governo costuma ser aberto apenas no final da segunda quinzena. Reconhecendo a veracidade das denúncias, a pasta informou que, assim que o sistema permitir a transição financeira, gradativamente as demandas em aberto serão quitadas, incluindo as três empresas de vigilância terceirizada. Não existe uma data específica e previamente apresentada pela Secretaria de Estado da Fazenda. Nos últimos dois anos esse processo se tornou possível após o dia 25.

Milton Alves Júnior

Na manhã de ontem  dezenas de vigilan- tes de três empresas que prestam serviço de segurança em escolas estaduais de Sergipe se reuniram em frente à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, em Aracaju, a fim de pressionar os gestores da pasta a buscar soluções em torno dos atrasos salariais sofridos pelos trabalhadores. De acordo com os profissionais, em virtude de conflitos financeiros entre o Governo do Estado e empresas terceirizadas, desde o mês de novembro do ano passado os funcionários seguem sem receber os vencimentos. A categoria informou que a categoria segue em greve até que as pendências sejam devidamente regularizadas.
Liderando o movimento, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe, Genilson Pereira, informou ao JORNAL DO DIA que as empresas Multiseg, SVN e NC estão sem receber parcelas firmadas em contrato desde o mês de agosto do ano passado. Em virtude do atraso que alcança seis prestações neste mês de janeiro, os grupos empresariais optaram por suspender o repasse dos respectivos caixas até que a Secretaria de Estado da Fazenda volte a repassar os devidos valores. Na concepção do sindicalista, apesar de os trabalhadores desejarem retornar aos pontos de atuação, o cenário enfrentado é 'conflitante' e de 'difícil' reestabelecimento caso os direitos trabalhistas não sejam garantidos.
"Infelizmente mais uma vez nos deparamos com a necessidade de deflagrar uma greve na esperança de o governo compreender as nossas dificuldades e articular em caráter emergencial o pagamento dos débitos ainda em aberto. Dois meses, prestes a completar três, sem salários é realmente uma situação que nos gera problemas e não havia outra forma de protestar a não ser deflagrando greve", declarou o presidente sindical. Questionado sobre os diálogos administrativos antes de se botar em votação a proposta de greve Genilson Pereira concluiu dizendo: "houve conversas como sempre ocorrem, mas dessa vez sequer perspectiva de data para solução deste caso existe".

Sistema - De acordo com a direção da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, todos os meses de janeiro o sistema de pagamento do Governo costuma ser aberto apenas no final da segunda quinzena. Reconhecendo a veracidade das denúncias, a pasta informou que, assim que o sistema permitir a transição financeira, gradativamente as demandas em aberto serão quitadas, incluindo as três empresas de vigilância terceirizada. Não existe uma data específica e previamente apresentada pela Secretaria de Estado da Fazenda. Nos últimos dois anos esse processo se tornou possível após o dia 25.