Vai ser um imenso cabaré?

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Publicada em 17/01/2019 às 07:18:00

 

* Rômulo Rodrigues
O ano começou com uma comemoração histórica; a revolução cubana completou 60 anos e isso, por si só, mostra que é possível resistir a todo tipo de ataque do imperialismo bélico, financeiro e midiático e ainda apresentar um enorme saldo positivo de conquistas fundamentais de um povo soberano.
O fato histórico trouxe à mostra que uma pequena Ilha do Caribe, pela força de seu povo, foi capaz de deixar de ser um imenso Cabaré onde a burguesia moralista, sem moral, dos EUA, ia fazer suas orgias sexuais, jogatinas e consumir drogas longe dos olhos de suas tradicionais famílias moralmente decadentes.
Pois é, por ironia do destino, nosso imenso País continental, caminha para ser uma nova Cuba, mais de 60 anos depois da libertação da Ilha, com a substituição do Sargento Fulgêncio Baptista pelo ex-Capitão Jair Bolsonaro, rodeado de ex-Generais, que servem a um só propósito; fazer o brasil regredir até chegar ao que era Cuba antes da revolução; um Cabaré para as grandes orgias sexuais, de jogatinas e de consumo de drogas, não só para a elite financeira dos EUA mas, também da Europa e do próprio Brasil.
Consequência de médio prazo; o que vai prosperar vai ser a indústria do turismo sexual e o resto que se dane.
O xis da questão vai ser transformar o Brasil num exportador de Commodities e paraíso turístico.
O terreno já está praticamente limpo; o desmonte da Petrobras; o fim do salto tecnológico na fabricação do Submarino nuclear; o desmonte da indústria de engenharia pesada; a venda da Embraer; e mais recente: o desmonte da Indústria da Fertilizante, com os fechamentos da FAFEN'S. Tudo isto, com total entrega de toda a tecnologia Pátria.
Para chegar ao estágio atual do golpe, que ainda vai se aprofundar muito, foram cunhadas nas mentes dos descerebrados; muitas mentiras.
Mentiram e continuam mentindo sobre a Lei Rouanet, cujo imenso contingente desconhecem a própria lei, seu autor, quando foi promulgada e por quem; desconhecem também, a lei do auxilio reclusão e, dizem que o Estado paga salários a vagabundos e bandidos presos.
Repetem as asneiras como quem tem imenso conhecimento sobre o assunto e, portanto, é justificável sua revolta moral e, no meio da inflamação dizem: tudo culpa do PT.
Também, para se posicionarem bem ao estilo do que precisa a burguesia para se apossar de vez do Estado, alardeiam: o problema do Brasil é o tamanho do Estado, aceitando a falsa verdade sem contestar; pois, suas fontes de informação estão na mídia corporativa e, se ela diz, é porque é verdade.
Como tem muitos funcionários públicos nos três entes federativos, que vão ser dizimados, bebendo do seu próprio veneno, até se embriagarem, para que todos os esqueçam; porque fazem parte da imensa geração "T", repetem os mantras se achando bem informados; sem saber que a realidade do mundo que vai desfrutar das maravilhas do futuro Cabaré é, exatamente o oposto.
No Brasil, enquanto 11% da PEA trabalham no setor público; nos EUA, são 16%; na Alemanha, são 22% e na Suécia, 33%.
O que ocorre é que essa plebe ignara que vai pagar caro pelo retrocesso ainda vai demorar muito tempo para entender que está muito perto de ficar pobre; muito longe de ficar rica e muito alienada para saber o que realmente está acontecendo.
Dentro de um cenário tão aterrador como o que está postado no horizonte é imperativo que todos entendam que é preciso enfrentar o Fascismo.
Para começar, o caminho deve ser estudar o que de fato aconteceu para que um político tão medíocre, ex-capitão exonerado do Exército por insuficiência, por ser a única figura pública, seja ungido por Generais ressentidos, como único que dispunham para ocuparem as posições estratégicas na guerra contra o povo e a soberania do País e chegarem tão próximos da inauguração do futuro Cabaré de luxo.
Quem aponta um Norte no sentido dessa compreensão é o Sociólogo Emir Sater em recente artigo: "a eleição de Bolsonaro foi fruto de três fenômenos que se combinaram; 1) a prisão, condenação e proibição da candidatura de Lula; 2) o fracasso de não encontrarem um candidato anti-político do tipo Joaquim Barbosa e Luciano Huck e, 3) o derretimento do PSDB.
O Sociólogo vai mais fundo e dá o Mapa com o caminho das pedras e passa a régua alertando para o perigo: "o bloco vitorioso se sustenta no Tripé; militares (coturnos); econômico (Chicago boys) e Ministério da Justiça (Delegados de Polícia)".
A palavra de ordem do coturno foi dada por Mourão: o povo quer hierarquia, respeito, ordem e progresso, no juramento em tom mais alto do que de um simples capitão; a do grupo de Chicago veio com a avalanche de destruição do que ainda resta do Estado Social e das suas Instituições garantidoras de conquistas e do Estado policial, vem com autorização de matar integrantes dos Movimentos Sociais que lutam pela Soberania do País. A dança de Queiroz é quem dita o ritmo.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O ano começou com uma comemoração histórica; a revolução cubana completou 60 anos e isso, por si só, mostra que é possível resistir a todo tipo de ataque do imperialismo bélico, financeiro e midiático e ainda apresentar um enorme saldo positivo de conquistas fundamentais de um povo soberano.
O fato histórico trouxe à mostra que uma pequena Ilha do Caribe, pela força de seu povo, foi capaz de deixar de ser um imenso Cabaré onde a burguesia moralista, sem moral, dos EUA, ia fazer suas orgias sexuais, jogatinas e consumir drogas longe dos olhos de suas tradicionais famílias moralmente decadentes.
Pois é, por ironia do destino, nosso imenso País continental, caminha para ser uma nova Cuba, mais de 60 anos depois da libertação da Ilha, com a substituição do Sargento Fulgêncio Baptista pelo ex-Capitão Jair Bolsonaro, rodeado de ex-Generais, que servem a um só propósito; fazer o brasil regredir até chegar ao que era Cuba antes da revolução; um Cabaré para as grandes orgias sexuais, de jogatinas e de consumo de drogas, não só para a elite financeira dos EUA mas, também da Europa e do próprio Brasil.
Consequência de médio prazo; o que vai prosperar vai ser a indústria do turismo sexual e o resto que se dane.
O xis da questão vai ser transformar o Brasil num exportador de Commodities e paraíso turístico.
O terreno já está praticamente limpo; o desmonte da Petrobras; o fim do salto tecnológico na fabricação do Submarino nuclear; o desmonte da indústria de engenharia pesada; a venda da Embraer; e mais recente: o desmonte da Indústria da Fertilizante, com os fechamentos da FAFEN'S. Tudo isto, com total entrega de toda a tecnologia Pátria.
Para chegar ao estágio atual do golpe, que ainda vai se aprofundar muito, foram cunhadas nas mentes dos descerebrados; muitas mentiras.
Mentiram e continuam mentindo sobre a Lei Rouanet, cujo imenso contingente desconhecem a própria lei, seu autor, quando foi promulgada e por quem; desconhecem também, a lei do auxilio reclusão e, dizem que o Estado paga salários a vagabundos e bandidos presos.
Repetem as asneiras como quem tem imenso conhecimento sobre o assunto e, portanto, é justificável sua revolta moral e, no meio da inflamação dizem: tudo culpa do PT.
Também, para se posicionarem bem ao estilo do que precisa a burguesia para se apossar de vez do Estado, alardeiam: o problema do Brasil é o tamanho do Estado, aceitando a falsa verdade sem contestar; pois, suas fontes de informação estão na mídia corporativa e, se ela diz, é porque é verdade.
Como tem muitos funcionários públicos nos três entes federativos, que vão ser dizimados, bebendo do seu próprio veneno, até se embriagarem, para que todos os esqueçam; porque fazem parte da imensa geração "T", repetem os mantras se achando bem informados; sem saber que a realidade do mundo que vai desfrutar das maravilhas do futuro Cabaré é, exatamente o oposto.
No Brasil, enquanto 11% da PEA trabalham no setor público; nos EUA, são 16%; na Alemanha, são 22% e na Suécia, 33%.
O que ocorre é que essa plebe ignara que vai pagar caro pelo retrocesso ainda vai demorar muito tempo para entender que está muito perto de ficar pobre; muito longe de ficar rica e muito alienada para saber o que realmente está acontecendo.
Dentro de um cenário tão aterrador como o que está postado no horizonte é imperativo que todos entendam que é preciso enfrentar o Fascismo.
Para começar, o caminho deve ser estudar o que de fato aconteceu para que um político tão medíocre, ex-capitão exonerado do Exército por insuficiência, por ser a única figura pública, seja ungido por Generais ressentidos, como único que dispunham para ocuparem as posições estratégicas na guerra contra o povo e a soberania do País e chegarem tão próximos da inauguração do futuro Cabaré de luxo.
Quem aponta um Norte no sentido dessa compreensão é o Sociólogo Emir Sater em recente artigo: "a eleição de Bolsonaro foi fruto de três fenômenos que se combinaram; 1) a prisão, condenação e proibição da candidatura de Lula; 2) o fracasso de não encontrarem um candidato anti-político do tipo Joaquim Barbosa e Luciano Huck e, 3) o derretimento do PSDB.
O Sociólogo vai mais fundo e dá o Mapa com o caminho das pedras e passa a régua alertando para o perigo: "o bloco vitorioso se sustenta no Tripé; militares (coturnos); econômico (Chicago boys) e Ministério da Justiça (Delegados de Polícia)".
A palavra de ordem do coturno foi dada por Mourão: o povo quer hierarquia, respeito, ordem e progresso, no juramento em tom mais alto do que de um simples capitão; a do grupo de Chicago veio com a avalanche de destruição do que ainda resta do Estado Social e das suas Instituições garantidoras de conquistas e do Estado policial, vem com autorização de matar integrantes dos Movimentos Sociais que lutam pela Soberania do País. A dança de Queiroz é quem dita o ritmo.

* Rômulo Rodrigues é militante político