O luau manjado de Nando Reis

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Nando Reis e um violão, com a cara e a coragem
Nando Reis e um violão, com a cara e a coragem

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Publicada em 17/01/2019 às 07:38:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
O ar rarefeito do ma
instream não está 
fazendo bem à criatividade e a saúde financeira da meia dúzia que o habita. Ou é isso, ou o cantor e compositor Nando Reis caiu de bunda, enfeitiçado por algum rabo de saia nas esquinas de Aracaju. No início de fevereiro, o ex-Titãs volta a pisar em nossos palcos com o mesmo show apresentado tantas vezes na aldeia. Ele e um violão, com a cara e a coragem. Aparentemente, há quem não se importe de ouvir sempre o mesmo disco arranhado.
Ninguém lembrava mais de Nando Reis, parecia até que o brother de Cássia Eller tinha partido dessa pra melhor. Isso, até outro dia, quando o ruivo apareceu com um disco novo embaixo do braço. Novo, apenas por assim dizer. O lançamento de 'Sei' (2012) deveria celebrar três décadas de carreira, mas não passou de um investimento seguro na própria preguiça do artista: Mais do mesmo. Feijão com arroz. Nenhuma novidade. 
Desde então, Nando Reis parece ter assumido a missão de provar por A mais B, sem sombra de dúvida, que a música de roqueiro velho não dá caldo. Aliás, os próprios Titãs não deveriam ter sobrevivido ao lançamento de 'Cabeça Dinossauro' (1986). 'Jesus não tem dentes no país dos banguelas' (1987), 'Õ Blésq Blom' (1989) e 'Titanomaquia' (1993) ainda seguraram a onda, após o ápice criativo da banda. Depois disso, seduzida por um êxito comercial dos mais duvidosos, a turma despencou em queda livre, ladeira abaixo.
As baladas açucaradas de Nando Reis talvez sejam o produto mais conhecido e bem sucedido gerado pela derrocada dos Titãs. A fórmula inaugurada ainda em companhia da banda com 'Os cegos dos castelos', o maior sucesso do 'Acústico MTV' (1997), foi aprimorada na já citada parceria com Cássia Eller. Deu tão certo, a ponto de o cantor e compositor ter se tornado uma vítima do próprio sucesso e insistir até hoje no mesmo repertório de luau manjado.
Roqueiro velho é mesmo uma contradição em termos, Nando Reis é a maior prova. Nesta seara, recomenda-se morrer aos 27. Ou se resignar à irrelevância, a decadência ou o anonimato.

O ar rarefeito do ma instream não está  fazendo bem à criatividade e a saúde financeira da meia dúzia que o habita. Ou é isso, ou o cantor e compositor Nando Reis caiu de bunda, enfeitiçado por algum rabo de saia nas esquinas de Aracaju. No início de fevereiro, o ex-Titãs volta a pisar em nossos palcos com o mesmo show apresentado tantas vezes na aldeia. Ele e um violão, com a cara e a coragem. Aparentemente, há quem não se importe de ouvir sempre o mesmo disco arranhado.
Ninguém lembrava mais de Nando Reis, parecia até que o brother de Cássia Eller tinha partido dessa pra melhor. Isso, até outro dia, quando o ruivo apareceu com um disco novo embaixo do braço. Novo, apenas por assim dizer. O lançamento de 'Sei' (2012) deveria celebrar três décadas de carreira, mas não passou de um investimento seguro na própria preguiça do artista: Mais do mesmo. Feijão com arroz. Nenhuma novidade. 
Desde então, Nando Reis parece ter assumido a missão de provar por A mais B, sem sombra de dúvida, que a música de roqueiro velho não dá caldo. Aliás, os próprios Titãs não deveriam ter sobrevivido ao lançamento de 'Cabeça Dinossauro' (1986). 'Jesus não tem dentes no país dos banguelas' (1987), 'Õ Blésq Blom' (1989) e 'Titanomaquia' (1993) ainda seguraram a onda, após o ápice criativo da banda. Depois disso, seduzida por um êxito comercial dos mais duvidosos, a turma despencou em queda livre, ladeira abaixo.
As baladas açucaradas de Nando Reis talvez sejam o produto mais conhecido e bem sucedido gerado pela derrocada dos Titãs. A fórmula inaugurada ainda em companhia da banda com 'Os cegos dos castelos', o maior sucesso do 'Acústico MTV' (1997), foi aprimorada na já citada parceria com Cássia Eller. Deu tão certo, a ponto de o cantor e compositor ter se tornado uma vítima do próprio sucesso e insistir até hoje no mesmo repertório de luau manjado.
Roqueiro velho é mesmo uma contradição em termos, Nando Reis é a maior prova. Nesta seara, recomenda-se morrer aos 27. Ou se resignar à irrelevância, a decadência ou o anonimato.