Vigilantes continuam manifestações de protesto

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Nova manifestação dos vigilantes terceirizados do Estado
Nova manifestação dos vigilantes terceirizados do Estado

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 17/01/2019 às 08:04:00

 

Milton Alves Júnior
Pelo segundo dia consecutivo membros do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe realizaram em Aracaju manifestações unificadas com a proposta de denunciar os sucessivos atrasos salariais sofridos pela categoria. Depois de pressionar a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, na manhã de ontem foi a vez de os vigilantes terceirizados que prestam serviços à Secretaria de Estado de Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), intensificarem as críticas. De acordo com a direção sindical os profissionais estão desde o mês de novembro sem receber os respectivos vencimentos.
De forma semelhante à nota apresentada oficialmente pela Secretaria de Educação, a direção da Emdagro informou que está em conversa com a Secretaria da Fazenda (Sefaz) para tentar chegar a um acordo para resolver a situação. Conforme ocorre há mais de dois anos, o fluxo de pagamento de fornecedores em janeiro segue fechada. Essa retomada de pagamentos por parte dos órgãos e secretarias estaduais deve ocorrer após a abertura do exercício financeiro 2019, que deve ocorrer até fevereiro. Conforme destacado na edição de ontem por parte do JORNAL DO DIA, em 2017 e 2018 esse processo apenas se fez disponível aos gestores após o dia 25 de janeiro.
Com o sistema bloqueado para novas transições, a perspectiva, de fato, é que as empresas permaneçam sem receber parte dos débitos, e os funcionários sem salário. "Lamentavelmente se isso acontece não é simplesmente porque o sistema de janeiro está fechado, mas sim porque o Estado não fez a parte deles e não realizou o pagamento das empresas no ano passado. Nós temos em mãos relatórios de empresas que estão desde o mês de setembro sem receber o repasse do Estado. No final das contas quem também acaba sendo prejudicado são os trabalhadores que mesmo assim são orientados a continuar trabalhando", lamentou o sindicalista Genilson Pereira.
Greve - Justamente em virtude desse atraso, os vigilantes que atuam em unidades escolares estão de greve, e apenas devem reestabelecer as atividades após pagamento, ao menos, do mês de novembro. Caso o atraso chegue até a primeira semana de fevereiro a reivindicação se estende ainda para o mês de dezembro. Sem respeitar a essa exigência a categoria não descarta a possibilidade de seguir com o movimento grevista por tempo indeterminado. A pasta da educação informou que, assim que o sistema permitir a transição financeira, gradativamente as demandas em aberto serão quitadas, incluindo as empresas Multiseg, SVN e NC.

Milton Alves Júnior

Pelo segundo dia consecutivo membros do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe realizaram em Aracaju manifestações unificadas com a proposta de denunciar os sucessivos atrasos salariais sofridos pela categoria. Depois de pressionar a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, na manhã de ontem foi a vez de os vigilantes terceirizados que prestam serviços à Secretaria de Estado de Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), intensificarem as críticas. De acordo com a direção sindical os profissionais estão desde o mês de novembro sem receber os respectivos vencimentos.
De forma semelhante à nota apresentada oficialmente pela Secretaria de Educação, a direção da Emdagro informou que está em conversa com a Secretaria da Fazenda (Sefaz) para tentar chegar a um acordo para resolver a situação. Conforme ocorre há mais de dois anos, o fluxo de pagamento de fornecedores em janeiro segue fechada. Essa retomada de pagamentos por parte dos órgãos e secretarias estaduais deve ocorrer após a abertura do exercício financeiro 2019, que deve ocorrer até fevereiro. Conforme destacado na edição de ontem por parte do JORNAL DO DIA, em 2017 e 2018 esse processo apenas se fez disponível aos gestores após o dia 25 de janeiro.
Com o sistema bloqueado para novas transições, a perspectiva, de fato, é que as empresas permaneçam sem receber parte dos débitos, e os funcionários sem salário. "Lamentavelmente se isso acontece não é simplesmente porque o sistema de janeiro está fechado, mas sim porque o Estado não fez a parte deles e não realizou o pagamento das empresas no ano passado. Nós temos em mãos relatórios de empresas que estão desde o mês de setembro sem receber o repasse do Estado. No final das contas quem também acaba sendo prejudicado são os trabalhadores que mesmo assim são orientados a continuar trabalhando", lamentou o sindicalista Genilson Pereira.

Greve - Justamente em virtude desse atraso, os vigilantes que atuam em unidades escolares estão de greve, e apenas devem reestabelecer as atividades após pagamento, ao menos, do mês de novembro. Caso o atraso chegue até a primeira semana de fevereiro a reivindicação se estende ainda para o mês de dezembro. Sem respeitar a essa exigência a categoria não descarta a possibilidade de seguir com o movimento grevista por tempo indeterminado. A pasta da educação informou que, assim que o sistema permitir a transição financeira, gradativamente as demandas em aberto serão quitadas, incluindo as empresas Multiseg, SVN e NC.