Foro antecipado

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Publicada em 18/01/2019 às 06:59:00

 

Os carros velhos supostamente 
negociados pelo policial militar 
Fabrício Queiroz, homem de confiança da família Bolsonaro, custaram muito caro para a biografia do presidente. Eleito com a promessa de promover um combate sem descanso contra a corrupção, Bolsonaro ainda não apresentou nenhuma explicação para os recursoss movimentados por alguém tão próximo, bem embaixo de seu nariz.
Por enquanto, impera o silêncio. Ninguém responde pela suspeitíssima fortuna de Queiroz. Nem o presidente, nem o próprio Queiroz, nem ninguém. As interrogações levantadas pelo Coaf, no entanto, permanecem. O incômodo é tamanho, a ponto de o senador eleito Flávio Bolsonaro, de quem o suspeito foi motorista, ter ido à barra do Supremo Tribunal Federal com o fim de se opor à intromissão do Ministério Público, munido de um argumento francamente esdrúxulo: O de gozar de foro privilegiado preventivo e antecipado.
O argumento é falho por diversas razões. Em primeiro lugar, Flávio Bolsonaro não é alvo de investigação oficial, nem tomou posse no Senado. Ademais, o STF decidiu endurecer as regras do foro privilegiado, em maio do ano passado. Desde então, a Alta Corte se ocupa exclusivamente dos deputados federais e senadores suspeitos de malfeitos cometidos no exercício do mandato.
O mais estranho de tudo é o ministro plantonista Luiz Fux ignorar o entendimento do próprio STF e determinar a suspensão das investigações, até que o relator natural do processo possa se pronunciar, ao fim do recesso judiciário. Bolsonaro, pai e filho, ganham assim algum tempo. Mas, igual o gato do dito popular, parecem estar escondidos com o rabo de fora.

Os carros velhos supostamente  negociados pelo policial militar  Fabrício Queiroz, homem de confiança da família Bolsonaro, custaram muito caro para a biografia do presidente. Eleito com a promessa de promover um combate sem descanso contra a corrupção, Bolsonaro ainda não apresentou nenhuma explicação para os recursoss movimentados por alguém tão próximo, bem embaixo de seu nariz.
Por enquanto, impera o silêncio. Ninguém responde pela suspeitíssima fortuna de Queiroz. Nem o presidente, nem o próprio Queiroz, nem ninguém. As interrogações levantadas pelo Coaf, no entanto, permanecem. O incômodo é tamanho, a ponto de o senador eleito Flávio Bolsonaro, de quem o suspeito foi motorista, ter ido à barra do Supremo Tribunal Federal com o fim de se opor à intromissão do Ministério Público, munido de um argumento francamente esdrúxulo: O de gozar de foro privilegiado preventivo e antecipado.
O argumento é falho por diversas razões. Em primeiro lugar, Flávio Bolsonaro não é alvo de investigação oficial, nem tomou posse no Senado. Ademais, o STF decidiu endurecer as regras do foro privilegiado, em maio do ano passado. Desde então, a Alta Corte se ocupa exclusivamente dos deputados federais e senadores suspeitos de malfeitos cometidos no exercício do mandato.
O mais estranho de tudo é o ministro plantonista Luiz Fux ignorar o entendimento do próprio STF e determinar a suspensão das investigações, até que o relator natural do processo possa se pronunciar, ao fim do recesso judiciário. Bolsonaro, pai e filho, ganham assim algum tempo. Mas, igual o gato do dito popular, parecem estar escondidos com o rabo de fora.