Servidor do Nestor Piva começa a ser transferido

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A reunião foi realizada na Secretaria da Saúde e os servidores não descartam uma greve geral
A reunião foi realizada na Secretaria da Saúde e os servidores não descartam uma greve geral

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Publicada em 18/01/2019 às 07:47:00

 

Milton Alves Júnior
Profissionais da área 
da saúde que presta
vam serviços na Unidade de Pronto Atendimento Nestor Paiva, zona Norte de Aracaju, começam a ser transferidos para outras unidades administradas pela Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Essa mudança administrativa faz parte do processo de reestruturação assistencial adotada nesta primeira quinzena de 2019 pelo poder executivo municipal após optar pela terceirização de todos os serviços antes prestado apenas por profissionais concursados. Apesar da decisão ser irreversível, ao menos para este momento, os funcionários seguem lamentando as mudanças apontada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) como: 'antidemocráticas'.
Conforme lamentado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), durante o movimento dos médicos até então contratados por intermédio de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), nenhum representante sindical foi convidado pela administração da capital para se debater as medidas a serem adotadas pensando exclusivamente na qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o presidente do Sintasa, Augusto Couto, a contratação 'relâmpago' da empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda. apresenta irregularidades e por este motivo o CMS vai provocar o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE), para que se análise os trâmites de forma minuciosa.
"Além dos transtornos causados pela transferência dos servidores, algo que não é de interesse da grandiosa maioria, já pedimos inúmeras vezes os documentos relacionados a esse contrato terceirizado e somente foi apresentado minutos antes da reunião do conselho, na última terça-feira. Infelizmente a palavra, os interesses e a vida dos profissionais que compõem uma das dez categorias que fazem parte do sistema parece não ter vez com a prefeitura. Um verdadeiro desrespeito com os funcionários e com os pacientes que dependem do SUS", declarou Couto, que também responde pela presidência do Conselho Municipal de Saúde.
Sem minimizar nas críticas à presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, também reivindica intervenção imediata por parte dos órgãos de fiscalização. Conforme avaliado pela sindicalista, mesmo se tratando de uma contratação emergencial a Prefeitura de Aracaju desrespeitou etapas legais enquanto supostamente o prefeito Edvaldo Nogueira segue sem se reunir com representantes das classes trabalhadoras. 
Contraponto - A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue disponível para dialogar com os representantes sindicais, inclusive, se prontificando a participar de reuniões do CMS. Sobre o processo de transferências dos profissionais do Nestor Paiva para outras unidades a SMS informou que esse remanejamento: "já começou, porém temos o prazo de 30 a 60 dias para fazer toda a transferência dos servidores para outras unidades da rede de urgência, principalmente para o Fernando Franco. Entretanto, ainda estamos com problemas de fechamento das escalas médicas, mas agora essa é a nossa maior prioridade nesse caso dos hospitais. Uma boa notícia é que já a partir de sábado o serviço de urgência odontológica que funcionava no Nestor Piva voltará a funcionar no Fernando Franco".
Já na manhã de ontem representantes de cinco categorias voltaram a se reunir com representantes da SMS, quando exigiram melhorias para os servidores. Sem sucesso, os funcionários não descartaram a possibilidade de deflagrar greve geral por tempo indeterminado. "Diante de uma gestão que não valoriza os funcionários e os pacientes, a greve é apresentada como uma possibilidade real. Essa situação também já foi repassada para a própria diretoria administrativa da Secretaria de Saúde", informou Shirley Morales. A próxima reunião do CMS acontece na próxima terça-feira, 22.

Milton Alves Júnior

Profissionais da área  da saúde que presta vam serviços na Unidade de Pronto Atendimento Nestor Paiva, zona Norte de Aracaju, começam a ser transferidos para outras unidades administradas pela Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Essa mudança administrativa faz parte do processo de reestruturação assistencial adotada nesta primeira quinzena de 2019 pelo poder executivo municipal após optar pela terceirização de todos os serviços antes prestado apenas por profissionais concursados. Apesar da decisão ser irreversível, ao menos para este momento, os funcionários seguem lamentando as mudanças apontada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) como: 'antidemocráticas'.
Conforme lamentado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), durante o movimento dos médicos até então contratados por intermédio de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), nenhum representante sindical foi convidado pela administração da capital para se debater as medidas a serem adotadas pensando exclusivamente na qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o presidente do Sintasa, Augusto Couto, a contratação 'relâmpago' da empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda. apresenta irregularidades e por este motivo o CMS vai provocar o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE), para que se análise os trâmites de forma minuciosa.
"Além dos transtornos causados pela transferência dos servidores, algo que não é de interesse da grandiosa maioria, já pedimos inúmeras vezes os documentos relacionados a esse contrato terceirizado e somente foi apresentado minutos antes da reunião do conselho, na última terça-feira. Infelizmente a palavra, os interesses e a vida dos profissionais que compõem uma das dez categorias que fazem parte do sistema parece não ter vez com a prefeitura. Um verdadeiro desrespeito com os funcionários e com os pacientes que dependem do SUS", declarou Couto, que também responde pela presidência do Conselho Municipal de Saúde.
Sem minimizar nas críticas à presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, também reivindica intervenção imediata por parte dos órgãos de fiscalização. Conforme avaliado pela sindicalista, mesmo se tratando de uma contratação emergencial a Prefeitura de Aracaju desrespeitou etapas legais enquanto supostamente o prefeito Edvaldo Nogueira segue sem se reunir com representantes das classes trabalhadoras. 

Contraponto - A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue disponível para dialogar com os representantes sindicais, inclusive, se prontificando a participar de reuniões do CMS. Sobre o processo de transferências dos profissionais do Nestor Paiva para outras unidades a SMS informou que esse remanejamento: "já começou, porém temos o prazo de 30 a 60 dias para fazer toda a transferência dos servidores para outras unidades da rede de urgência, principalmente para o Fernando Franco. Entretanto, ainda estamos com problemas de fechamento das escalas médicas, mas agora essa é a nossa maior prioridade nesse caso dos hospitais. Uma boa notícia é que já a partir de sábado o serviço de urgência odontológica que funcionava no Nestor Piva voltará a funcionar no Fernando Franco".
Já na manhã de ontem representantes de cinco categorias voltaram a se reunir com representantes da SMS, quando exigiram melhorias para os servidores. Sem sucesso, os funcionários não descartaram a possibilidade de deflagrar greve geral por tempo indeterminado. "Diante de uma gestão que não valoriza os funcionários e os pacientes, a greve é apresentada como uma possibilidade real. Essa situação também já foi repassada para a própria diretoria administrativa da Secretaria de Saúde", informou Shirley Morales. A próxima reunião do CMS acontece na próxima terça-feira, 22.