Alvo fácil

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Publicada em 19/01/2019 às 07:12:00

 

Entre todos os brasileiros com ra-
zões perfeitamente razoáveis 
para se opor à posse de armas de fogo nos termos irresponsáveis autorizados pela gestão Bolsonaro, as mulheres têm motivos particulares para temer o pior. Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, elas são um alvo fácil para os brutamontes protegidos pelo refúgio doméstico de quatro paredes.
O balanço mencionado mostra que dos 46.881 homens mortos por armas de fogo em 2017, 10,6% morreram dentro de casa. No caso das 2.796 mulheres mortas da mesma forma, 25% foram vitimadas em domicílio. Significa dizer que com o acesso facilitado a revólveres, pistolas e outros instrumentos do mesmo gênero, ao menos em tese, há a tendência de a violência doméstica redundar em assassinato com frequência muito maior.
Já se sabe que a maioria das vítimas de feminicídio sofre com a violência cometida por seus próprios companheiros, esta é uma realidade estatística. O agressor, via de regra, faz parte do seu convívio. O temor dos especialistas e agentes públicos que lidam diretamente com o problema é de a multiplicação das armas de fogo em circulação no País encurtar o caminho entre o abuso e o homicídio.
Por enquanto, é impossível estabelecer um nexo de causa e efeito entre o aumento de armas legalizadas em circulação e os casos de feminicídio. Esta seria uma abordagem inédita. De todo modo, as mulheres vítimas de violência doméstica certamente dispensariam o privilégio de figurar como cobaias em uma experiência tão absurda sem pensar duas vezes, de bom grado.

Entre todos os brasileiros com ra- zões perfeitamente razoáveis  para se opor à posse de armas de fogo nos termos irresponsáveis autorizados pela gestão Bolsonaro, as mulheres têm motivos particulares para temer o pior. Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, elas são um alvo fácil para os brutamontes protegidos pelo refúgio doméstico de quatro paredes.
O balanço mencionado mostra que dos 46.881 homens mortos por armas de fogo em 2017, 10,6% morreram dentro de casa. No caso das 2.796 mulheres mortas da mesma forma, 25% foram vitimadas em domicílio. Significa dizer que com o acesso facilitado a revólveres, pistolas e outros instrumentos do mesmo gênero, ao menos em tese, há a tendência de a violência doméstica redundar em assassinato com frequência muito maior.
Já se sabe que a maioria das vítimas de feminicídio sofre com a violência cometida por seus próprios companheiros, esta é uma realidade estatística. O agressor, via de regra, faz parte do seu convívio. O temor dos especialistas e agentes públicos que lidam diretamente com o problema é de a multiplicação das armas de fogo em circulação no País encurtar o caminho entre o abuso e o homicídio.
Por enquanto, é impossível estabelecer um nexo de causa e efeito entre o aumento de armas legalizadas em circulação e os casos de feminicídio. Esta seria uma abordagem inédita. De todo modo, as mulheres vítimas de violência doméstica certamente dispensariam o privilégio de figurar como cobaias em uma experiência tão absurda sem pensar duas vezes, de bom grado.