Com que proveito, Edvaldo?

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O melhor desfecho possível, sem final feliz
O melhor desfecho possível, sem final feliz

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Publicada em 19/01/2019 às 07:32:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Lá se vão mais de seis 
meses. Se o descabi-
do intervalo entre a apresentação dos artistas sergipanos no Forró Caju 2018 e o pagamento devido não servir de argumento contrário às proporções insensatas da festa, nada mais servirá.
Ontem, depois de muito disse me disse, o prefeito Edvaldo Nogueira botou a boca no mundo e anunciou aos quatro ventos que o dinheiro prometido pelo Governo Federal deve cair na conta dos suplicantes até segunda-feira (ver nesta página). O melhor desfecho possível a essa altura do campeonato, no entanto, não tem a menor parecença com um final feliz.
O Forró Caju precisa ser repensado, desde há muito. Do modo como é promovido hoje, o evento serve a tudo, Deus e o mundo, menos à celebração dos santos juninos e a sanfona cansada dos forrozeiros de verdade. 
Há sinais muito claros, advertindo sobre o desgaste do formato adquirido pela festa. O estudo prometido pelo extinto Ministério da Cultura, com o fim de apurar se o investimento realizado pelo poder público tem mesmo o alegado retorno financeiro, capaz de movimentar a roda emperrada da economia local, contudo, jamais foi divulgado. Sem o documento em mãos, sem a tal diferença discriminada tim tim por tim tim, na ponta do lápis, torra-se milhões de reais em um gesto de boa vontade.
Com que proveito? Esta é a pergunta atravessada na garganta dos mais atentos, sem esperança de resposta, a única que não pode calar. Os artistas recompensados com o próprio peso em barras de ouro, os seus empresários, têm todos os motivos para reclamar a importância do Forró Caju e evocar o sorriso sem dentes do povo. "A alegria tem cheiro de suor", segundo um achado espantoso do jornalista Reinaldo Azevedo. Sabidos como eles só, os donos do mundo não perdem oportunidade de encher os bolsos com a euforia breve do populacho.

Lá se vão mais de seis  meses. Se o descabi- do intervalo entre a apresentação dos artistas sergipanos no Forró Caju 2018 e o pagamento devido não servir de argumento contrário às proporções insensatas da festa, nada mais servirá.
Ontem, depois de muito disse me disse, o prefeito Edvaldo Nogueira botou a boca no mundo e anunciou aos quatro ventos que o dinheiro prometido pelo Governo Federal deve cair na conta dos suplicantes até segunda-feira (ver nesta página). O melhor desfecho possível a essa altura do campeonato, no entanto, não tem a menor parecença com um final feliz.
O Forró Caju precisa ser repensado, desde há muito. Do modo como é promovido hoje, o evento serve a tudo, Deus e o mundo, menos à celebração dos santos juninos e a sanfona cansada dos forrozeiros de verdade. 
Há sinais muito claros, advertindo sobre o desgaste do formato adquirido pela festa. O estudo prometido pelo extinto Ministério da Cultura, com o fim de apurar se o investimento realizado pelo poder público tem mesmo o alegado retorno financeiro, capaz de movimentar a roda emperrada da economia local, contudo, jamais foi divulgado. Sem o documento em mãos, sem a tal diferença discriminada tim tim por tim tim, na ponta do lápis, torra-se milhões de reais em um gesto de boa vontade.
Com que proveito? Esta é a pergunta atravessada na garganta dos mais atentos, sem esperança de resposta, a única que não pode calar. Os artistas recompensados com o próprio peso em barras de ouro, os seus empresários, têm todos os motivos para reclamar a importância do Forró Caju e evocar o sorriso sem dentes do povo. "A alegria tem cheiro de suor", segundo um achado espantoso do jornalista Reinaldo Azevedo. Sabidos como eles só, os donos do mundo não perdem oportunidade de encher os bolsos com a euforia breve do populacho.