Suspeito de matar vizinho por vaga tem a prisão decretada

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 19/01/2019 às 07:47:00

 

Gabriel Damásio
Antônio Bispo Gui-
marães, acusado 
pelo assassinato de seu vizinho, o taxista Natan Ramos da Silva, 37 anos, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz José Antônio de Novais Magalhães, da 3ª Vara Criminal de Nossa Senhora do Socorro. Ele tinha sido preso em flagrante no dia do crime, em 7 de janeiro deste ano, mas tinha sido colocado em liberdade no dia seguinte, após uma audiência de custódia. A prisão foi pedida pela Polícia Civil, que também decidiu indiciá-lo pelo crime de homicídio doloso qualificado. 
Em seu despacho, o magistrado citou ainda que o pedido da polícia foi reforçado pelo Ministério Público, que relatou ameaças que teriam sido feitas pelo acusado contra familiares do taxista. "mostra-se imperiosa a necessidade de o acusado permanecer custodiado preventivamente também com o objetivo de resguardar a integridade de testemunhas de futura ação penal, uma vez que, conforme relatado pelo irmão da vítima, Natanael Ramos da Silva, logo após o crime sofreu uma lesão na mão, decorrente de um golpe de faca perpetrado pelo acusado", diz a decisão. 
Magalhães diz também em seu despacho que considerou os "fortes indícios" de que Antônio Bispo matou o taxista Natan com duas facadas na barriga, depois de se envolver em uma discussão com ele, por causa do estacionamento de um carro que ficou encostado no de sua propriedade, em frente à sua residência, no Conjunto Albano Franco, em Socorro. O crime causou grande revolta entre a comunidade, a ponto de um grupo de moradores invadir, depredar e atear fogo na casa do acusado. O tumulto, na ocasião, foi controlado após a chegada da Polícia Militar.  
"(...) a vítima chegou ao local em seu veículo e o estacionou no local, sendo que metade do carro ficou na frente da residência da testemunha e a outra metade na frente da residência do acusado. Em seguida, este chegou a sua residência e estacionou o seu automóvel bem próximo ao veículo da vítima dificultando a saída deste. Em seguida, a vítima precisou sair do local, no entanto, estava impossibilitado porque a distância dos veículos não permitia. Ato contínuo, a testemunha entrou em sua residência para pegar a chave do seu veículo e facilitar a saída da vítima. Quando retornou esta já tinha sido golpeada pelo representado. Desta forma, entendo presentes os pressupostos da prisão preventiva, ante a necessidade da medida para assegurar a garantia da ordem pública, a fim de se evitar novas investidas criminais por parte do representado", diz a decisão do juiz. Até o fechamento desta edição, o acusado não tinha sido localizado pela polícia. O caso é investigado pela equipe do delegado Luiz Carlos Xavier, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A defesa de Antônio Bispo informou que vai contestar o pedido de prisão, alegando que ele estava cumprindo fielmente as medidas cautelares determinadas pela Justiça no momento em que ele foi colocado em liberdade. 

Gabriel Damásio

Antônio Bispo Guimarães, acusado  pelo assassinato de seu vizinho, o taxista Natan Ramos da Silva, 37 anos, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz José Antônio de Novais Magalhães, da 3ª Vara Criminal de Nossa Senhora do Socorro. Ele tinha sido preso em flagrante no dia do crime, em 7 de janeiro deste ano, mas tinha sido colocado em liberdade no dia seguinte, após uma audiência de custódia. A prisão foi pedida pela Polícia Civil, que também decidiu indiciá-lo pelo crime de homicídio doloso qualificado. 
Em seu despacho, o magistrado citou ainda que o pedido da polícia foi reforçado pelo Ministério Público, que relatou ameaças que teriam sido feitas pelo acusado contra familiares do taxista. "mostra-se imperiosa a necessidade de o acusado permanecer custodiado preventivamente também com o objetivo de resguardar a integridade de testemunhas de futura ação penal, uma vez que, conforme relatado pelo irmão da vítima, Natanael Ramos da Silva, logo após o crime sofreu uma lesão na mão, decorrente de um golpe de faca perpetrado pelo acusado", diz a decisão. 
Magalhães diz também em seu despacho que considerou os "fortes indícios" de que Antônio Bispo matou o taxista Natan com duas facadas na barriga, depois de se envolver em uma discussão com ele, por causa do estacionamento de um carro que ficou encostado no de sua propriedade, em frente à sua residência, no Conjunto Albano Franco, em Socorro. O crime causou grande revolta entre a comunidade, a ponto de um grupo de moradores invadir, depredar e atear fogo na casa do acusado. O tumulto, na ocasião, foi controlado após a chegada da Polícia Militar.  
"(...) a vítima chegou ao local em seu veículo e o estacionou no local, sendo que metade do carro ficou na frente da residência da testemunha e a outra metade na frente da residência do acusado. Em seguida, este chegou a sua residência e estacionou o seu automóvel bem próximo ao veículo da vítima dificultando a saída deste. Em seguida, a vítima precisou sair do local, no entanto, estava impossibilitado porque a distância dos veículos não permitia. Ato contínuo, a testemunha entrou em sua residência para pegar a chave do seu veículo e facilitar a saída da vítima. Quando retornou esta já tinha sido golpeada pelo representado. Desta forma, entendo presentes os pressupostos da prisão preventiva, ante a necessidade da medida para assegurar a garantia da ordem pública, a fim de se evitar novas investidas criminais por parte do representado", diz a decisão do juiz. Até o fechamento desta edição, o acusado não tinha sido localizado pela polícia. O caso é investigado pela equipe do delegado Luiz Carlos Xavier, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A defesa de Antônio Bispo informou que vai contestar o pedido de prisão, alegando que ele estava cumprindo fielmente as medidas cautelares determinadas pela Justiça no momento em que ele foi colocado em liberdade.