Fechamento de escolas da Rede Estadual gera protestos

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Publicada em 19/01/2019 às 07:51:00

 

Milton Alves Júnior
Mediante a proposta de otimizar a educação pública o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), oficializou o fim das atividades até o último mês de dezembro realizadas nas instituições: Lourival Batista, localizada no bairro Castelo Branco, os colégios Lourival Fontes e São José, no Santo Antonio, Coelho Neto, no bairro Santa Maria, e a Escola Estadual 15 de Outubro, no bairro Getúlio Vargas. Conforme esclarecido pela Seduc, essa ação se fez necessária após o Estado se deparar com a baixa procura por matrículas. Todos os alunos pertencentes a uma dessas escolas serão transferidos para outras unidades, preferencialmente, as mais próximas das desativadas.
Conforme previsto administrativamente pela secretaria, medidas semelhantes às adotadas em escolas instaladas na capital sergipana também podem ser aplicadas em unidades que ainda seguem funcionando sem alterações nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. Por se tratar de uma análise com futuro ainda indefinido a Seduc optou por não citar o nome das escolas. Neste momento, o monitoramento fica por conta do índice de matrículas protocoladas, caso não atinjam a média mínima, a fusão pode ocorrer ainda neste início de ano letivo. Ainda de acordo com a Secretaria de Estado da Educação, atualmente 40 mil vagas seguem abertas à espera de alunos.
Apesar das alegações, em contraponto à ideologia administrativa do Estado, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), alegou na manhã de ontem que esta medida resulta diretamente no desmonte da rede pública. Na tentativa e reverter a medida, o sindicato informou ao JORNAL DO DIA que está convocando a classe trabalhadora, pais e estudantes para se unir em uma mobilização unificada já programada para ocorre na próxima quarta-feira, 23, a partir das 8h. Segundo a professora e presidente do Sintese, Ivonete Cruz, antes de adotar medidas dessa natureza é preciso reunir as comunidades, os servidores e debater o assunto de forma multipolarizada.
 "Está mais que claro e evidente que antes de se adotar uma medida como essa de fechar escolas é mais que necessário promover uma chamada pública, conversar com representantes de todos os setores envolvidos e, em especial, com os professores e pais dos alunos. Não se pode fechar uma escola e remanejar alunos sem diálogo. Se assim for feito, teremos o aprofundamento do caos já instalado", declarou a sindicalista que concluiu dizendo: "teremos uma reunião com o secretário da educação professor Josué Passos justamente para tratar desse assunto. Esperamos que ao final do encontro possamos ser informados que essa ideia de suspensão das atividades seja descartada".
Reunião - Este encontro informado pelo Sintese está previsto para acontecer já na próxima segunda-feira, dia 21, a partir das 16h na sede da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, em Aracaju. A Seduc confirmou a reunião. Sobre a manutenção do ato público o Sindicato dos Professores não informou se será mantida caso o motivo do impasse seja desfeito pelo poder executivo estadual.

Milton Alves Júnior

Mediante a proposta de otimizar a educação pública o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), oficializou o fim das atividades até o último mês de dezembro realizadas nas instituições: Lourival Batista, localizada no bairro Castelo Branco, os colégios Lourival Fontes e São José, no Santo Antonio, Coelho Neto, no bairro Santa Maria, e a Escola Estadual 15 de Outubro, no bairro Getúlio Vargas. Conforme esclarecido pela Seduc, essa ação se fez necessária após o Estado se deparar com a baixa procura por matrículas. Todos os alunos pertencentes a uma dessas escolas serão transferidos para outras unidades, preferencialmente, as mais próximas das desativadas.
Conforme previsto administrativamente pela secretaria, medidas semelhantes às adotadas em escolas instaladas na capital sergipana também podem ser aplicadas em unidades que ainda seguem funcionando sem alterações nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. Por se tratar de uma análise com futuro ainda indefinido a Seduc optou por não citar o nome das escolas. Neste momento, o monitoramento fica por conta do índice de matrículas protocoladas, caso não atinjam a média mínima, a fusão pode ocorrer ainda neste início de ano letivo. Ainda de acordo com a Secretaria de Estado da Educação, atualmente 40 mil vagas seguem abertas à espera de alunos.
Apesar das alegações, em contraponto à ideologia administrativa do Estado, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), alegou na manhã de ontem que esta medida resulta diretamente no desmonte da rede pública. Na tentativa e reverter a medida, o sindicato informou ao JORNAL DO DIA que está convocando a classe trabalhadora, pais e estudantes para se unir em uma mobilização unificada já programada para ocorre na próxima quarta-feira, 23, a partir das 8h. Segundo a professora e presidente do Sintese, Ivonete Cruz, antes de adotar medidas dessa natureza é preciso reunir as comunidades, os servidores e debater o assunto de forma multipolarizada.
 "Está mais que claro e evidente que antes de se adotar uma medida como essa de fechar escolas é mais que necessário promover uma chamada pública, conversar com representantes de todos os setores envolvidos e, em especial, com os professores e pais dos alunos. Não se pode fechar uma escola e remanejar alunos sem diálogo. Se assim for feito, teremos o aprofundamento do caos já instalado", declarou a sindicalista que concluiu dizendo: "teremos uma reunião com o secretário da educação professor Josué Passos justamente para tratar desse assunto. Esperamos que ao final do encontro possamos ser informados que essa ideia de suspensão das atividades seja descartada".

Reunião - Este encontro informado pelo Sintese está previsto para acontecer já na próxima segunda-feira, dia 21, a partir das 16h na sede da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, em Aracaju. A Seduc confirmou a reunião. Sobre a manutenção do ato público o Sindicato dos Professores não informou se será mantida caso o motivo do impasse seja desfeito pelo poder executivo estadual.