O raciocínio torto de Bolsonaro

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Publicada em 22/01/2019 às 06:56:00

 

A reforma trabalhista de Michel Te
mer não deu conta de criar os 
empregos necessários para absorver a mão de obra ociosa no Brasil, mas abriu a porteira para a precarização do trabalho. Por onde passa boi passa boiada. Tão logo tomou posse, o presidente Jair Bolsonaro declarou a intenção de aprofundar o fosso cavado pelo seu antecessor. Bastaria haver clima. Restava saber se os trabalhadores aceitariam novas investidas contra os próprios direitos de braços cruzados.
Ontem, juízes, advogados trabalhistas e outros servidores do poder judiciário se manifestaram em alto e bom som, nos quatro cantos do País. Em Sergipe, a Ordem dos Advogados do Brasil, mais os membros do Ministério Público do Trabalho, sindicatos e associações de magistrados estiveram reunidos para deixar claro que não aceitarão a extinção da Justiça do Trabalho.
Na óptica do presidente Bolsonaro, a Justiça do Trabalho é um instrumento de perseguição dos empregadores brasileiros. Segundo ele, há excesso de proteção aos trabalhadores. Nada mais falso. A Justiça do Trabalho trata de conciliar eventuais impasses entre empregados e patrões. Trata-se, no fim das contas, de uma instância mediadora, destinada a resguardar a igualdade entre as partes.
A impressão de que as garantias oferecidas aos trabalhadores brasileiros explicam o alto índice de desempregados está no cerne do raciocínio torto do presidente Bolsonaro. Nada mais falso. Fosse assim, a reforma trabalhista promovida pelo seu antecessor teria resultado na criação de milhões de empregos. Não foi exatamente o que ocorreu, como bem sabem mais de 12 milhões de desempregados.

A reforma trabalhista de Michel Te mer não deu conta de criar os  empregos necessários para absorver a mão de obra ociosa no Brasil, mas abriu a porteira para a precarização do trabalho. Por onde passa boi passa boiada. Tão logo tomou posse, o presidente Jair Bolsonaro declarou a intenção de aprofundar o fosso cavado pelo seu antecessor. Bastaria haver clima. Restava saber se os trabalhadores aceitariam novas investidas contra os próprios direitos de braços cruzados.
Ontem, juízes, advogados trabalhistas e outros servidores do poder judiciário se manifestaram em alto e bom som, nos quatro cantos do País. Em Sergipe, a Ordem dos Advogados do Brasil, mais os membros do Ministério Público do Trabalho, sindicatos e associações de magistrados estiveram reunidos para deixar claro que não aceitarão a extinção da Justiça do Trabalho.
Na óptica do presidente Bolsonaro, a Justiça do Trabalho é um instrumento de perseguição dos empregadores brasileiros. Segundo ele, há excesso de proteção aos trabalhadores. Nada mais falso. A Justiça do Trabalho trata de conciliar eventuais impasses entre empregados e patrões. Trata-se, no fim das contas, de uma instância mediadora, destinada a resguardar a igualdade entre as partes.
A impressão de que as garantias oferecidas aos trabalhadores brasileiros explicam o alto índice de desempregados está no cerne do raciocínio torto do presidente Bolsonaro. Nada mais falso. Fosse assim, a reforma trabalhista promovida pelo seu antecessor teria resultado na criação de milhões de empregos. Não foi exatamente o que ocorreu, como bem sabem mais de 12 milhões de desempregados.