Fecha-se o cerco: ligações perigosas do clã Bolsonaro com suspeitos de matar Marielle

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Publicada em 23/01/2019 às 06:41:00

 

* Ricardo Kotscho 
Para quem se assustou com o título, estas são as manchetes do portal O Globo na manhã desta terça-feira, quando o presidente Jair Bolsonaro fará seu discurso sobre o "novo Brasil" em Davos, na Suíça, daqui a pouco:
"Flávio Bolsonaro emprega mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete".
"Ação contra milícia prende suspeitos de ligação com assassinato de Marielle Franco".
Desde antes da eleição, é bom lembrar, circulavam comentários no sub-mundo carioca sobre as relações perigosas do clã Bolsonaro com as milícias.
Diante dos fatos novos agora revelados pelo jornal O Globo, o escândalo do Coaf, envolvendo as movimentações bancárias de Flávio Bolsonaro e do ex-assessor Fabrício Queiroz, até perderam importância, tanto que Sergio Moro nem tratou do assunto em seu discurso de Davos nesta manhã.
O ex-juiz Sergio Moro agora é o ministro da Justiça e da Segurança, responsável pelo Coaf e o combate ao crime organizado.
As duas matérias saíram separadas na capa do portal, mas são complementares e tratam do mesmo assunto.
Em reportagem de Bruno Abbud, Igor Mello e Vera Araújo, O Globo informa:
"O gabinete do senador eleito e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou até novembro do ano passado a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco.
O policial foi alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira e ainda não foi encontrado pela polícia. Ele é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Adriano e outro integrante da quadrilha foram homenageados por Flávio Bolsonaro na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro".
Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro,  e está sendo investigado sob suspeita de recolher parte dos salários de funcionários do político. Teria sido Queiroz _ amigo também do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980 _ o responsável pelas indicações dos familiares de Adriano".
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrou nesta terça-feira a Operação Os Intocáveis, em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. Foram presos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
Rio das Pedras é o principal reduto do Escritório do Crime e foi lá que Fabrício Queiroz se escondeu quando estourou o escândalo do Coaf, segundo o colunista Lauro Jardim informou na segunda-feira.
Adriano Magalhães da Nóbrega é o chefe do Escritório do Crime em Rio das Pedras, uma das milícias mais antigas e violentas da cidade. Os principais clientes da organização criminosa são contraventores e políticos.
Facha-se dessa forma o cerco às ligações perigosas do clã Bolsonaro com as milícias suspeitas do assassinato de Marielle Franco no ano passado.
A Operação Os Intocáveis ocorre no mesmo momento em que o presidente Jair Bolsonaro faz a sua primeira viagem internacional depois da posse.
A volta de Bolsonaro está prevista para sexta-feira, mas diante dos últimos acontecimentos poderá ser antecipada.
Vida que segue.
* Ricardo Kotscho é jornalista e integra o Jornalistas pela Democracia

* Ricardo Kotscho 

Para quem se assustou com o título, estas são as manchetes do portal O Globo na manhã desta terça-feira, quando o presidente Jair Bolsonaro fará seu discurso sobre o "novo Brasil" em Davos, na Suíça, daqui a pouco:
"Flávio Bolsonaro emprega mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete".
"Ação contra milícia prende suspeitos de ligação com assassinato de Marielle Franco".
Desde antes da eleição, é bom lembrar, circulavam comentários no sub-mundo carioca sobre as relações perigosas do clã Bolsonaro com as milícias.
Diante dos fatos novos agora revelados pelo jornal O Globo, o escândalo do Coaf, envolvendo as movimentações bancárias de Flávio Bolsonaro e do ex-assessor Fabrício Queiroz, até perderam importância, tanto que Sergio Moro nem tratou do assunto em seu discurso de Davos nesta manhã.
O ex-juiz Sergio Moro agora é o ministro da Justiça e da Segurança, responsável pelo Coaf e o combate ao crime organizado.
As duas matérias saíram separadas na capa do portal, mas são complementares e tratam do mesmo assunto.
Em reportagem de Bruno Abbud, Igor Mello e Vera Araújo, O Globo informa:
"O gabinete do senador eleito e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou até novembro do ano passado a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco.
O policial foi alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira e ainda não foi encontrado pela polícia. Ele é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Adriano e outro integrante da quadrilha foram homenageados por Flávio Bolsonaro na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro".
Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro,  e está sendo investigado sob suspeita de recolher parte dos salários de funcionários do político. Teria sido Queiroz _ amigo também do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980 _ o responsável pelas indicações dos familiares de Adriano".
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrou nesta terça-feira a Operação Os Intocáveis, em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. Foram presos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
Rio das Pedras é o principal reduto do Escritório do Crime e foi lá que Fabrício Queiroz se escondeu quando estourou o escândalo do Coaf, segundo o colunista Lauro Jardim informou na segunda-feira.
Adriano Magalhães da Nóbrega é o chefe do Escritório do Crime em Rio das Pedras, uma das milícias mais antigas e violentas da cidade. Os principais clientes da organização criminosa são contraventores e políticos.
Facha-se dessa forma o cerco às ligações perigosas do clã Bolsonaro com as milícias suspeitas do assassinato de Marielle Franco no ano passado.
A Operação Os Intocáveis ocorre no mesmo momento em que o presidente Jair Bolsonaro faz a sua primeira viagem internacional depois da posse.
A volta de Bolsonaro está prevista para sexta-feira, mas diante dos últimos acontecimentos poderá ser antecipada.
Vida que segue.

* Ricardo Kotscho é jornalista e integra o Jornalistas pela Democracia