Prefeitura não reabre Upa do Augusto Franco

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Desde o início do ano o chamado hospital da Zona Sul está sem funcionar
Desde o início do ano o chamado hospital da Zona Sul está sem funcionar

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Publicada em 23/01/2019 às 07:17:00

 

Milton Alves Júnior
Usuários do Sistema 
Único de Saúde que 
necessitam de assistência médica na Unidade de Pronto Atendimento Fernando Franco, zona Sul de Aracaju, permanecem recebendo a orientação de buscar acolhimento em outra unidade administrada pela Prefeitura de Aracaju, ou no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Conforme denúncia apresentada pelos pacientes, apesar das garantias de busca pela regularização do serviço público, apresentadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o serviço permanece sob interdição ética aplicada pelo Conselho Regional de Medicina. Além da ausência de profissionais de variadas especialidades, a falta de medicamentos também tem provocado a precarização do serviço.
Para o auxiliar de serviços gerais, Anderson dos Santos, é preciso que os órgãos estaduais e federais de fiscalização multipliquem as abordagens a fim de pressionar o poder publico municipal a intensificar as ações progressistas. Sentindo dores no abdômen, apesar de tentar minimizar o desconforto se automedicando, Anderson disse ter ido ao Fernando Franco e não conseguiu ser atendido. Indisposto a retornar à residência sem avaliação médica, ele disse ao JORNAL DO DIA que se dirigiu até o Huse. "No mesmo instante foi eu e mais duas pessoas que decidimos, mesmo sem a gente se conhecer, dividir um táxi porque nem um carro ou uma ambulância o posto de saúde tinha a nos oferecer", lamentou.
Apesar das criticas em torno da falta de assistência, o crítico garante que os raros servidores ainda em atuação buscam esclarecer os fatos com a proposta de transparecer o respeito às ordens recebidas. "Algumas pessoas que lá trabalham tentam ao máximo atender a gente da melhor forma possível, mas como não tem muito o que fazer pela falta de médicos e enfermeiros, fazem de tudo para mostrar que eles não têm culpa do descaso que a gente sofre. Infelizmente a situação segue caótica, pacientes sofrem, os poucos servidores que estão por lá, que parecem ser vigilantes, reclamam das dificuldades e mesmo assim ninguém toma atitude nenhuma para mudar isso. Por isso pedimos o apoio do Ministério Público e do Tribunal de Justiça", afirmou.
Contraponto - Por meio de nota a Secretaria Municipal de Saúde informou que: "está adotando diversas estratégias para recompor as escalas médicas e, com isso,  conseguir a desinterdição decretada pelo CRM. Uma dessas estratégias, adotadas na última sexta-feira, 18, foi o aumento da hora paga aos profissionais que aderirem ao credenciamento via PJ, para R$100 (semana) e R$120 (finais de semana e feriados). A SMS reforça que continua dialogando com profissionais da categoria a fim de mobilizar uma maior adesão ao novo processo de vínculo com a prefeitura, e que assim que as escalas estiverem completas, irá acionar o Conselho Regional de Medicina para que o Fernando Franco volte a prestar assistência à população".

Milton Alves Júnior

Usuários do Sistema  Único de Saúde que  necessitam de assistência médica na Unidade de Pronto Atendimento Fernando Franco, zona Sul de Aracaju, permanecem recebendo a orientação de buscar acolhimento em outra unidade administrada pela Prefeitura de Aracaju, ou no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Conforme denúncia apresentada pelos pacientes, apesar das garantias de busca pela regularização do serviço público, apresentadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o serviço permanece sob interdição ética aplicada pelo Conselho Regional de Medicina. Além da ausência de profissionais de variadas especialidades, a falta de medicamentos também tem provocado a precarização do serviço.
Para o auxiliar de serviços gerais, Anderson dos Santos, é preciso que os órgãos estaduais e federais de fiscalização multipliquem as abordagens a fim de pressionar o poder publico municipal a intensificar as ações progressistas. Sentindo dores no abdômen, apesar de tentar minimizar o desconforto se automedicando, Anderson disse ter ido ao Fernando Franco e não conseguiu ser atendido. Indisposto a retornar à residência sem avaliação médica, ele disse ao JORNAL DO DIA que se dirigiu até o Huse. "No mesmo instante foi eu e mais duas pessoas que decidimos, mesmo sem a gente se conhecer, dividir um táxi porque nem um carro ou uma ambulância o posto de saúde tinha a nos oferecer", lamentou.
Apesar das criticas em torno da falta de assistência, o crítico garante que os raros servidores ainda em atuação buscam esclarecer os fatos com a proposta de transparecer o respeito às ordens recebidas. "Algumas pessoas que lá trabalham tentam ao máximo atender a gente da melhor forma possível, mas como não tem muito o que fazer pela falta de médicos e enfermeiros, fazem de tudo para mostrar que eles não têm culpa do descaso que a gente sofre. Infelizmente a situação segue caótica, pacientes sofrem, os poucos servidores que estão por lá, que parecem ser vigilantes, reclamam das dificuldades e mesmo assim ninguém toma atitude nenhuma para mudar isso. Por isso pedimos o apoio do Ministério Público e do Tribunal de Justiça", afirmou.

Contraponto - Por meio de nota a Secretaria Municipal de Saúde informou que: "está adotando diversas estratégias para recompor as escalas médicas e, com isso,  conseguir a desinterdição decretada pelo CRM. Uma dessas estratégias, adotadas na última sexta-feira, 18, foi o aumento da hora paga aos profissionais que aderirem ao credenciamento via PJ, para R$100 (semana) e R$120 (finais de semana e feriados). A SMS reforça que continua dialogando com profissionais da categoria a fim de mobilizar uma maior adesão ao novo processo de vínculo com a prefeitura, e que assim que as escalas estiverem completas, irá acionar o Conselho Regional de Medicina para que o Fernando Franco volte a prestar assistência à população".