Os primeiros dias de Bolsonaro

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Publicada em 24/01/2019 às 06:12:00

 

O senhor Jair Bolsonaro assumiu 
a presidência da República há 
pouco mais de 20 dias, tempo de sobra para descobrir que governar não é fácil como fazer campanha. Avesso ao diálogo franco, inimigo da controvérsia, o presidente brasileiro está sendo obrigado a colocar a própria competência à prova. A sucessão de escândalos, somada a sua notória ausência de habilidade política, no entanto, começam a fazer água no barco governista.
Ontem, no desespero de criar uma agenda positiva, o ministro chefe da Casa Civil estabeleceu 35 metas de maneira arbitrária. São propostas mais ou menos vagas, pecam por falta de consequências práticas ou objetividade. Mas, segundo Onyx Lorenzoni, ao completar cem dias de governo, a gestão Bolsonaro terá enfrentado boa parte das questões mais urgentes do País.
Entre as metas fixadas pelo ministro não consta, por exemplo, a aprovação da Reforma da Previdência, uma questão delicada, com o potencial de minar as bases do governo, o maior desafio colocado desde o início do governo Bolsonaro. A necessidade de gerar empregos também foi ignorada. E, no entanto, nas palavras de Lorenzoni, o aspecto dos passaportes brasileiros, uma campanha nacional de combate ao suicídio e à automutilação de jovens e crianças, por exemplo, são prioridades.
Bolsonaro não gosta de dar entrevistas, prefere se pronunciar pelas redes sociais. Desde a campanha, foge de todos os debates. Até agora, o hábito de falar somente aos próprios convertidos, insuflando uma revanche ideológica, poderia ser parte de uma estratégia. Na condição de presidente da República, entretanto, ele terá de ampliar o seu repertório, lidar com questões práticas, abandonar a retórica inflamada e oferecer respostas razoáveis. Como o próprio presidente já deve ter percebido, a vida não é um mar de rosas no Palácio do Planalto.

O senhor Jair Bolsonaro assumiu  a presidência da República há  pouco mais de 20 dias, tempo de sobra para descobrir que governar não é fácil como fazer campanha. Avesso ao diálogo franco, inimigo da controvérsia, o presidente brasileiro está sendo obrigado a colocar a própria competência à prova. A sucessão de escândalos, somada a sua notória ausência de habilidade política, no entanto, começam a fazer água no barco governista.
Ontem, no desespero de criar uma agenda positiva, o ministro chefe da Casa Civil estabeleceu 35 metas de maneira arbitrária. São propostas mais ou menos vagas, pecam por falta de consequências práticas ou objetividade. Mas, segundo Onyx Lorenzoni, ao completar cem dias de governo, a gestão Bolsonaro terá enfrentado boa parte das questões mais urgentes do País.
Entre as metas fixadas pelo ministro não consta, por exemplo, a aprovação da Reforma da Previdência, uma questão delicada, com o potencial de minar as bases do governo, o maior desafio colocado desde o início do governo Bolsonaro. A necessidade de gerar empregos também foi ignorada. E, no entanto, nas palavras de Lorenzoni, o aspecto dos passaportes brasileiros, uma campanha nacional de combate ao suicídio e à automutilação de jovens e crianças, por exemplo, são prioridades.
Bolsonaro não gosta de dar entrevistas, prefere se pronunciar pelas redes sociais. Desde a campanha, foge de todos os debates. Até agora, o hábito de falar somente aos próprios convertidos, insuflando uma revanche ideológica, poderia ser parte de uma estratégia. Na condição de presidente da República, entretanto, ele terá de ampliar o seu repertório, lidar com questões práticas, abandonar a retórica inflamada e oferecer respostas razoáveis. Como o próprio presidente já deve ter percebido, a vida não é um mar de rosas no Palácio do Planalto.