Vereadores visitam Nestor Piva e questionam atendimento

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Publicada em 24/01/2019 às 06:51:00

 

Os vereadores que 
integram a CPI da 
Saúde na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) fizeram ontem uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva, no 18 do Forte (zona norte). Eles visitaram o local durante cerca de duas horas e avaliaram como ruim a situação do atendimento prestado atualmente, mesmo com a entrega da gestão da unidade à empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda, desde o dia 7 de janeiro. A comissão apontou falhas no local, como a superlotação em alguns setores, a demora do atendimento e problemas na refrigeração. 
Na visita, os usuários conversaram com os vereadores e se queixaram principalmente da demora no atendimento e do não funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado. Uma das usuárias, a auxiliar de serviços gerais Daiana Conceição Queiroz, que faz companhia à mãe idosa enquanto ela está internada no Nestor Piva, definiu o serviço como "precário da higiene ao médico". Ela reclama que os médicos demoram para visitar os pacientes. "Desde ontem que não vem um médico. Eles só passam a medicação e pronto, e mesmo assim, nós que temos que procurá-los. É um absurdo. E ainda vêm dizer que a saúde está boa", criticou. 
O presidente da CPI da Saúde, o vereador Seu Marcos (PHS), fez uma avaliação negativa do atendimento do Nestor Piva, mesmo com a mudança na gestão. "Eu pelo menos percebi a insatisfação dos pacientes com o que está havendo aqui. A demanda aumentou, hoje o fluxo de pacientes está muito grande, temos vários deles nos leitos e na observação. Há relato, inclusive, de falta de medicação, inclusive insulina. E tem aparelhos que as pessoas estão precisando trazer de casa. A situação não está boa e a gente espera que a situação melhore o mais rápido possível, porque até agora não estamos vendo nenhum avanço com essa nova empresa que está aqui", disse ele. 
A visita foi marcada por um início de irritação entre os representantes da empresa gestora, que reclamaram da chegada dos vereadores sem qualquer aviso e do livre acesso que eles estavam tendo aos pacientes. O diretor clínico da empresa, Marco Aurélio, chegou ao local após o início da fiscalização e disse que ficou surpreendido. "O conselho de saúde já tem nos visitado, esta é a terceira vez que eles estão aqui. O que me surpreendeu é que eles vieram com uma comitiva de cerca de 50 pessoas para entrarem no hospital, passarem por leitos com pacientes graves e fazer interrogações, tirando fotos. Isso não é permitido pelo nosso Conselho de Medicina que é bem taxativo. Com isso, estamos querendo que eles venham a nossa sala conversem conosco e apontem quem são os responsáveis, para que aí sim eles possam fiscalizar, e não da forma como eles querem fazer", criticou ele, em entrevista à rádio CBN. 
A coordenadora da unidade, Camila Beatriz Oliveira, afirmou que a empresa está sendo instalada no Nestor Piva em partes, havendo um prazo de pelo menos um mês para que o processo de transição seja concluído e que os problemas detectados possam ser sanados. Já o secretário adjunto de comunicação da Prefeitura de Aracaju, Elton Coelho, informou que a unidade prestou 15 mil atendimentos nos últimos 15 dias, mas a situação deverá se normalizar nos próximos 60 dias e todos os pacientes que precisarem de internamento estão seguindo para a reserva técnica conveniada do Hospital São José.

Os vereadores que  integram a CPI da  Saúde na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) fizeram ontem uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva, no 18 do Forte (zona norte). Eles visitaram o local durante cerca de duas horas e avaliaram como ruim a situação do atendimento prestado atualmente, mesmo com a entrega da gestão da unidade à empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda, desde o dia 7 de janeiro. A comissão apontou falhas no local, como a superlotação em alguns setores, a demora do atendimento e problemas na refrigeração. 
Na visita, os usuários conversaram com os vereadores e se queixaram principalmente da demora no atendimento e do não funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado. Uma das usuárias, a auxiliar de serviços gerais Daiana Conceição Queiroz, que faz companhia à mãe idosa enquanto ela está internada no Nestor Piva, definiu o serviço como "precário da higiene ao médico". Ela reclama que os médicos demoram para visitar os pacientes. "Desde ontem que não vem um médico. Eles só passam a medicação e pronto, e mesmo assim, nós que temos que procurá-los. É um absurdo. E ainda vêm dizer que a saúde está boa", criticou. 
O presidente da CPI da Saúde, o vereador Seu Marcos (PHS), fez uma avaliação negativa do atendimento do Nestor Piva, mesmo com a mudança na gestão. "Eu pelo menos percebi a insatisfação dos pacientes com o que está havendo aqui. A demanda aumentou, hoje o fluxo de pacientes está muito grande, temos vários deles nos leitos e na observação. Há relato, inclusive, de falta de medicação, inclusive insulina. E tem aparelhos que as pessoas estão precisando trazer de casa. A situação não está boa e a gente espera que a situação melhore o mais rápido possível, porque até agora não estamos vendo nenhum avanço com essa nova empresa que está aqui", disse ele. 
A visita foi marcada por um início de irritação entre os representantes da empresa gestora, que reclamaram da chegada dos vereadores sem qualquer aviso e do livre acesso que eles estavam tendo aos pacientes. O diretor clínico da empresa, Marco Aurélio, chegou ao local após o início da fiscalização e disse que ficou surpreendido. "O conselho de saúde já tem nos visitado, esta é a terceira vez que eles estão aqui. O que me surpreendeu é que eles vieram com uma comitiva de cerca de 50 pessoas para entrarem no hospital, passarem por leitos com pacientes graves e fazer interrogações, tirando fotos. Isso não é permitido pelo nosso Conselho de Medicina que é bem taxativo. Com isso, estamos querendo que eles venham a nossa sala conversem conosco e apontem quem são os responsáveis, para que aí sim eles possam fiscalizar, e não da forma como eles querem fazer", criticou ele, em entrevista à rádio CBN. 
A coordenadora da unidade, Camila Beatriz Oliveira, afirmou que a empresa está sendo instalada no Nestor Piva em partes, havendo um prazo de pelo menos um mês para que o processo de transição seja concluído e que os problemas detectados possam ser sanados. Já o secretário adjunto de comunicação da Prefeitura de Aracaju, Elton Coelho, informou que a unidade prestou 15 mil atendimentos nos últimos 15 dias, mas a situação deverá se normalizar nos próximos 60 dias e todos os pacientes que precisarem de internamento estão seguindo para a reserva técnica conveniada do Hospital São José.