Omito

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Publicada em 25/01/2019 às 05:56:00

 

* Lelê Teles
O mito virou omito. 
Flavius Omissus, o filho pródigo de Bolsonaro, tem usado duas táticas para tentar se livrar da enrascada em que se meteu: omitir e mentir. 
Aquele bisonho choro sem lágrimas foi uma mentira deslavada, disso todos o sabemos.
Dizer que fracionar depósitos, em dezenas de envelopes, é mais prático que juntar a bufunfa toda e depositar na boca do caixa é outra descarada mentira.
Aquele que está mentindo, geralmente está omitindo alguma coisa. 
Vai vendo. 
Mostrar um suposto contrato de compra e venda de imóvel e não deixar ninguém dar uma olhada, não é mentir, mas é omitir, sonegar informação. 
O que vimos, nas "entrevistas" chapa branca que Flávio Bolsonaro deu (ou comprou, vai saber) a algumas emissoras de TV, foi uma folha de papel com a logo da Caixa.  
Pode ter alguma coisa ali, como pode não ter nada. 
Collor ia aos debates presidenciais com algumas pastas coloridas debaixo do sovaco. 
Dizia que eram dossiês que revelavam falcatruas de seus adversários. 
Soube-se depois que tratava-se de um catatau de folhas em branco. 
Mostrar, muitas vezes, é uma forma de esconder. 
Ao dizer que teve o sigilo bancário quebrado, Flávio mentiu novamente.
E omitiu a seus eleitores que empregava em seu gabinete, pagando com dinheiro público, parentes de um chefe da mais longeva e perigosa milícia do Ridjanêro. 
Flávio mentiu no plenário, ao discursar defendendo as milícias, afirmando que os criminosos traziam segurança e paz aos territórios que dominavam. 
A milícia é o terror!
O pauerpôintico Dallagnol, ubíquo paladino da moral, sempre tão falante no twitter, cala-se diante de canglorosas evidências criminosas.
Omissão.
Moro, que outrora trabalhava até em férias, falando sem parar, igualmente se omite em falar sobre o Escritório do Crime que parece ter se tornado o gabinete do deputado Bolsonaro. 
A suspeita mais inocente é que faziam rachadinha com verba pública.
Ali está empregada, também, a filha de Queiróz, o Calvo; os registros informam que ela pega no batente 40 horas por semana. 
O diabo é que a moça trabalha como personal de personalidades, atividade estranha à qual está registrada no gabinete. 
Omitiram que ela tinha outro emprego e mentiram sobre a sua assiduidade.
Terraplanistas e sugadores de mamadeira de piroca estão despirocados com a bunda de fora do moralista sem moral.
"Não vou te visitar na Papuda", disse Bolsonaro certa vez em uma mensagem enigmática para o filho enrolado até a medula em tenebrosas transações. 
Até hoje não sabemos do que se tratava. 
Mas descobrimos que o garoto não é flor que se cheire. 
A história de Flávio Bolsonaro é merda em estado puro, quanto mais se mexe,  mais fede.
Palavra da salvação.
* Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista

* Lelê Teles

O mito virou omito. 
Flavius Omissus, o filho pródigo de Bolsonaro, tem usado duas táticas para tentar se livrar da enrascada em que se meteu: omitir e mentir. 
Aquele bisonho choro sem lágrimas foi uma mentira deslavada, disso todos o sabemos.
Dizer que fracionar depósitos, em dezenas de envelopes, é mais prático que juntar a bufunfa toda e depositar na boca do caixa é outra descarada mentira.
Aquele que está mentindo, geralmente está omitindo alguma coisa. 
Vai vendo. 
Mostrar um suposto contrato de compra e venda de imóvel e não deixar ninguém dar uma olhada, não é mentir, mas é omitir, sonegar informação. 
O que vimos, nas "entrevistas" chapa branca que Flávio Bolsonaro deu (ou comprou, vai saber) a algumas emissoras de TV, foi uma folha de papel com a logo da Caixa.  
Pode ter alguma coisa ali, como pode não ter nada. 
Collor ia aos debates presidenciais com algumas pastas coloridas debaixo do sovaco. 
Dizia que eram dossiês que revelavam falcatruas de seus adversários. 
Soube-se depois que tratava-se de um catatau de folhas em branco. 
Mostrar, muitas vezes, é uma forma de esconder. 
Ao dizer que teve o sigilo bancário quebrado, Flávio mentiu novamente.
E omitiu a seus eleitores que empregava em seu gabinete, pagando com dinheiro público, parentes de um chefe da mais longeva e perigosa milícia do Ridjanêro. 
Flávio mentiu no plenário, ao discursar defendendo as milícias, afirmando que os criminosos traziam segurança e paz aos territórios que dominavam. 
A milícia é o terror!
O pauerpôintico Dallagnol, ubíquo paladino da moral, sempre tão falante no twitter, cala-se diante de canglorosas evidências criminosas.
Omissão.
Moro, que outrora trabalhava até em férias, falando sem parar, igualmente se omite em falar sobre o Escritório do Crime que parece ter se tornado o gabinete do deputado Bolsonaro. 
A suspeita mais inocente é que faziam rachadinha com verba pública.
Ali está empregada, também, a filha de Queiróz, o Calvo; os registros informam que ela pega no batente 40 horas por semana. 
O diabo é que a moça trabalha como personal de personalidades, atividade estranha à qual está registrada no gabinete. 
Omitiram que ela tinha outro emprego e mentiram sobre a sua assiduidade.
Terraplanistas e sugadores de mamadeira de piroca estão despirocados com a bunda de fora do moralista sem moral.
"Não vou te visitar na Papuda", disse Bolsonaro certa vez em uma mensagem enigmática para o filho enrolado até a medula em tenebrosas transações. 
Até hoje não sabemos do que se tratava. 
Mas descobrimos que o garoto não é flor que se cheire. 
A história de Flávio Bolsonaro é merda em estado puro, quanto mais se mexe,  mais fede.
Palavra da salvação.

* Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista