Os atos e ofícios da gestão Bolsonaro

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Publicada em 25/01/2019 às 06:00:00

 

Eleito com a promessa de promo
ver um combate sem descanso 
contra a corrupção, o presidente Jair Bolsonaro tem se comportado de maneira francamente negligente em relação à principal bandeira de sua campanha. Não bastassem os escândalos emporcalhando o nome de sua família, sobre os quais não pronuncia uma palavra, Bolsonaro ainda investe contra a transparência. Assim, entre o silêncio que sugere culpa e artimanhas próprias de quem planeja malfeitos, o presidente começa a ser visto com desconfiança pelos próprios eleitores, além de municiar a oposição.
O decreto que investe contra a transparência, alterando os marcos da Lei de Acesso à Informação, foi assinado pelo interino Hamilton Mourão. É perfeitamente razoável supor, no entanto, que uma canetada com tamanha repercussão no dia a dia da República jamais seria desferida sem o conhecimento e anuência do presidente.
O decreto em questão amplia a lista de autoridades com a competência de impor sigilo sobre os dados do governo, hoje restrita a poucas autoridades, tais como o presidente e o chefe das forças armadas. A nova determinação caminha na mesma direção de recente proposição do Banco Central, segundo a qual os parentes de políticos deveriam ser excluídos da lista de monitoramento obrigatório das instituições financeiras.
Os atos e ofícios da gestão Bolsonaro nestes primeiros dias de governo dão a entender que País sem corrupção é País sem transparência. Aparentemente, o principal esforço da presidência é o de levantar uma cortina bem grossa sobre os documentos oficiais e os rendimentos dos poderosos, com o fim de impedir a vigilância da imprensa e a reação da opinião pública.

Eleito com a promessa de promo ver um combate sem descanso  contra a corrupção, o presidente Jair Bolsonaro tem se comportado de maneira francamente negligente em relação à principal bandeira de sua campanha. Não bastassem os escândalos emporcalhando o nome de sua família, sobre os quais não pronuncia uma palavra, Bolsonaro ainda investe contra a transparência. Assim, entre o silêncio que sugere culpa e artimanhas próprias de quem planeja malfeitos, o presidente começa a ser visto com desconfiança pelos próprios eleitores, além de municiar a oposição.
O decreto que investe contra a transparência, alterando os marcos da Lei de Acesso à Informação, foi assinado pelo interino Hamilton Mourão. É perfeitamente razoável supor, no entanto, que uma canetada com tamanha repercussão no dia a dia da República jamais seria desferida sem o conhecimento e anuência do presidente.
O decreto em questão amplia a lista de autoridades com a competência de impor sigilo sobre os dados do governo, hoje restrita a poucas autoridades, tais como o presidente e o chefe das forças armadas. A nova determinação caminha na mesma direção de recente proposição do Banco Central, segundo a qual os parentes de políticos deveriam ser excluídos da lista de monitoramento obrigatório das instituições financeiras.
Os atos e ofícios da gestão Bolsonaro nestes primeiros dias de governo dão a entender que País sem corrupção é País sem transparência. Aparentemente, o principal esforço da presidência é o de levantar uma cortina bem grossa sobre os documentos oficiais e os rendimentos dos poderosos, com o fim de impedir a vigilância da imprensa e a reação da opinião pública.