Warning: getimagesize(http://www.jornaldodiase.com.br/supremo/images/modulos/noticias/g_p1d22434jg1ra9fst58ddm31i884.jpg) [function.getimagesize]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /var/www/jornaldodiase/site/noticias_ler.php on line 53
Os atos e ofícios da gestão Bolsonaro - Jornal do Dia

Os atos e ofícios da gestão Bolsonaro

Opinião



 

Eleito com a promessa de promo
ver um combate sem descanso 
contra a corrupção, o presidente Jair Bolsonaro tem se comportado de maneira francamente negligente em relação à principal bandeira de sua campanha. Não bastassem os escândalos emporcalhando o nome de sua família, sobre os quais não pronuncia uma palavra, Bolsonaro ainda investe contra a transparência. Assim, entre o silêncio que sugere culpa e artimanhas próprias de quem planeja malfeitos, o presidente começa a ser visto com desconfiança pelos próprios eleitores, além de municiar a oposição.
O decreto que investe contra a transparência, alterando os marcos da Lei de Acesso à Informação, foi assinado pelo interino Hamilton Mourão. É perfeitamente razoável supor, no entanto, que uma canetada com tamanha repercussão no dia a dia da República jamais seria desferida sem o conhecimento e anuência do presidente.
O decreto em questão amplia a lista de autoridades com a competência de impor sigilo sobre os dados do governo, hoje restrita a poucas autoridades, tais como o presidente e o chefe das forças armadas. A nova determinação caminha na mesma direção de recente proposição do Banco Central, segundo a qual os parentes de políticos deveriam ser excluídos da lista de monitoramento obrigatório das instituições financeiras.
Os atos e ofícios da gestão Bolsonaro nestes primeiros dias de governo dão a entender que País sem corrupção é País sem transparência. Aparentemente, o principal esforço da presidência é o de levantar uma cortina bem grossa sobre os documentos oficiais e os rendimentos dos poderosos, com o fim de impedir a vigilância da imprensa e a reação da opinião pública.

Eleito com a promessa de promo ver um combate sem descanso  contra a corrupção, o presidente Jair Bolsonaro tem se comportado de maneira francamente negligente em relação à principal bandeira de sua campanha. Não bastassem os escândalos emporcalhando o nome de sua família, sobre os quais não pronuncia uma palavra, Bolsonaro ainda investe contra a transparência. Assim, entre o silêncio que sugere culpa e artimanhas próprias de quem planeja malfeitos, o presidente começa a ser visto com desconfiança pelos próprios eleitores, além de municiar a oposição.
O decreto que investe contra a transparência, alterando os marcos da Lei de Acesso à Informação, foi assinado pelo interino Hamilton Mourão. É perfeitamente razoável supor, no entanto, que uma canetada com tamanha repercussão no dia a dia da República jamais seria desferida sem o conhecimento e anuência do presidente.
O decreto em questão amplia a lista de autoridades com a competência de impor sigilo sobre os dados do governo, hoje restrita a poucas autoridades, tais como o presidente e o chefe das forças armadas. A nova determinação caminha na mesma direção de recente proposição do Banco Central, segundo a qual os parentes de políticos deveriam ser excluídos da lista de monitoramento obrigatório das instituições financeiras.
Os atos e ofícios da gestão Bolsonaro nestes primeiros dias de governo dão a entender que País sem corrupção é País sem transparência. Aparentemente, o principal esforço da presidência é o de levantar uma cortina bem grossa sobre os documentos oficiais e os rendimentos dos poderosos, com o fim de impedir a vigilância da imprensa e a reação da opinião pública.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS