Felizola reforça necessidade de ajustes drásticos para o reequilíbrio financeiro do Estado

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O secretário Felizola durante a entrevista
O secretário Felizola durante a entrevista

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Publicada em 26/01/2019 às 06:58:00

 

O secretário Geral do Governo, José Carlos Felizola, concedeu entrevista na manha desta sexta-feira (25), à Rádio Nova Brasil. O secretário fez uma análise das ações do governo do Estado, comentou sobre os ajustes para sanar as contas públicas e devolver o reequilíbrio financeiro e relatou os investimentos na saúde pública estadual. Além disso, Felizola destacou as ações implementadas para o melhoramento no atendimento aos pacientes com câncer no estado.
"Não existe um estado que possa investir seja em segurança, infraestrutura, saúde, educação e gerar com isso desenvolvimento, sem que tenha as condições financeiras combalidas, com dificuldades. Então, a primeira coisa que pode fazer é reequilibrar as suas contas. É melhorar essa questão entre arrecadação e gasto, ou seja, é ser equilibrado naquilo que arrecada e naquilo que gasta. Assim, o Estado só poderá se desenvolver se  fizer o dever de casa no sentido de ajustes fiscais. O governador está muito preocupado com o crescimento vegetativo da folha. Vai entrando gente, pessoas que são essenciais ao funcionamento da máquina, em contrapartida, outros servidores vão se aposentando, com isso, causa uma bola de neve e um déficit anual de R$ 1 bilhão". 
Questionado sobre a possibilidade de decreto de calamidade financeira, o secretário frisou que o governador quis passar uma radiografia e deixar um alerta para a sociedade e para os poderes.
"O Estado está tomando medidas drásticas, duras, para que a gente possa reerguer e estancar a sangria. Com essas medidas, esperamos que o governador não precise decretar estado de calamidade financeira. Já são setes estados que já decretaram, o último foi  Goiás. Uma situação crítica, que gera instabilidade institucional. Se não fizermos esse encontro de contas e essa transparência total com a sociedade, não conseguiremos  implementar as medidas necessárias".
Investimentos na saúde pública estadual - "A saúde tem sido o carro chefe da gestão do governador Belivaldo Chagas, ao lado da transparência absoluta das ações do governo do Estado e também na questão da reestruturação financeira. Mesmo com muitos desafios, a saúde em Sergipe tem avançado. Você acaba com a fila no Huse, melhorando a gestão e o atendimento. Por exemplo, na Oncologia, aumentamos um turno. Fomos para o terceiro turno e isso fez com que a fila andasse. Se comparamos os números de atendimentos no setor de radioterapia de 2017 para 2018, esses números dobraram. Ontem, o governador esteve no Hospital de Cirurgia para conhecer as futuras instalações do novo Centro de Imagens e Radioterapia da unidade. Ele vai até onde está o problema. O Corpo da saúde pública em Sergipe está no Huse e nos hospitais regionais, mas o coração está no Hospital Cirurgia. Quando o Hospital de Cirurgia está bem, desafoga toda a rede pública estadual, porque ele possui serviços especializados, na parte de ortopedia, cardiologia, enfim, pequenas cirurgias e no atendimento mais célere, mais eficiente, porque ele não é somente público, e possui um viés também privado".

O secretário Geral do Governo, José Carlos Felizola, concedeu entrevista na manha desta sexta-feira (25), à Rádio Nova Brasil. O secretário fez uma análise das ações do governo do Estado, comentou sobre os ajustes para sanar as contas públicas e devolver o reequilíbrio financeiro e relatou os investimentos na saúde pública estadual. Além disso, Felizola destacou as ações implementadas para o melhoramento no atendimento aos pacientes com câncer no estado.
"Não existe um estado que possa investir seja em segurança, infraestrutura, saúde, educação e gerar com isso desenvolvimento, sem que tenha as condições financeiras combalidas, com dificuldades. Então, a primeira coisa que pode fazer é reequilibrar as suas contas. É melhorar essa questão entre arrecadação e gasto, ou seja, é ser equilibrado naquilo que arrecada e naquilo que gasta. Assim, o Estado só poderá se desenvolver se  fizer o dever de casa no sentido de ajustes fiscais. O governador está muito preocupado com o crescimento vegetativo da folha. Vai entrando gente, pessoas que são essenciais ao funcionamento da máquina, em contrapartida, outros servidores vão se aposentando, com isso, causa uma bola de neve e um déficit anual de R$ 1 bilhão". 
Questionado sobre a possibilidade de decreto de calamidade financeira, o secretário frisou que o governador quis passar uma radiografia e deixar um alerta para a sociedade e para os poderes.
"O Estado está tomando medidas drásticas, duras, para que a gente possa reerguer e estancar a sangria. Com essas medidas, esperamos que o governador não precise decretar estado de calamidade financeira. Já são setes estados que já decretaram, o último foi  Goiás. Uma situação crítica, que gera instabilidade institucional. Se não fizermos esse encontro de contas e essa transparência total com a sociedade, não conseguiremos  implementar as medidas necessárias".

Investimentos na saúde pública estadual - "A saúde tem sido o carro chefe da gestão do governador Belivaldo Chagas, ao lado da transparência absoluta das ações do governo do Estado e também na questão da reestruturação financeira. Mesmo com muitos desafios, a saúde em Sergipe tem avançado. Você acaba com a fila no Huse, melhorando a gestão e o atendimento. Por exemplo, na Oncologia, aumentamos um turno. Fomos para o terceiro turno e isso fez com que a fila andasse. Se comparamos os números de atendimentos no setor de radioterapia de 2017 para 2018, esses números dobraram. Ontem, o governador esteve no Hospital de Cirurgia para conhecer as futuras instalações do novo Centro de Imagens e Radioterapia da unidade. Ele vai até onde está o problema. O Corpo da saúde pública em Sergipe está no Huse e nos hospitais regionais, mas o coração está no Hospital Cirurgia. Quando o Hospital de Cirurgia está bem, desafoga toda a rede pública estadual, porque ele possui serviços especializados, na parte de ortopedia, cardiologia, enfim, pequenas cirurgias e no atendimento mais célere, mais eficiente, porque ele não é somente público, e possui um viés também privado".