Mar de lama

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Publicada em 27/01/2019 às 07:09:00

 

Quem acredita que a legislação 
ambiental brasileira é muito ri-
gorosa, chegando a ponto de atravancar o desenvolvimento econômico do País - como, aliás, foi sugerido pelo próprio presidente da República, durante breve discurso em Davos -, precisa visitar Minas Gerais, com urgência. Ali, onde grandes mineradoras cavoucam a terra sem descanso, cidades inteiras são sepultadas embaixo de lama.
Se a legislação fosse mesmo rígida como é alardeado sem nenhum escrúpulo, a Companhia Vale do Rio Doce já teria interrompido as atividades em território nacional. A tragédia de Mariana, como ficou conhecido um episódio criminoso, resultado de negligência continuada, no entanto, jamais recebeu punição a altura. O rompimento da barragem de Fundão, em 2015, sob a tutela da Companhia Vale do Rio Doce, foi tratado pelas autoridades competentes como uma espécie de fatalidade. Dezenas morreram, mas ninguém foi preso, nem pessoalmente responsabilizado.
Sem punição dura, nada mais natural do que a reincidência. Anteontem, uma barragem localizada em Brumadinho, no mesmo estado, sob a responsabilidade da mesma mineradora, rompeu, transbordando lama e rejeito pelo município inteiro. Horas depois do ocorrido, pelo menos 200 pessoas estavam desaparecidas.
Importante mencionar que já há alerta sobre o estado de barragens espalhadas pelo Brasil inteiro, Sergipe incluído. De acordo com o cadastro nacional de barragens, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA) a partir de informações repassadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), há 45 barragens com risco de rompimento. A barragem de Brumadinho era considerada de baixo risco.

Quem acredita que a legislação  ambiental brasileira é muito ri- gorosa, chegando a ponto de atravancar o desenvolvimento econômico do País - como, aliás, foi sugerido pelo próprio presidente da República, durante breve discurso em Davos -, precisa visitar Minas Gerais, com urgência. Ali, onde grandes mineradoras cavoucam a terra sem descanso, cidades inteiras são sepultadas embaixo de lama.
Se a legislação fosse mesmo rígida como é alardeado sem nenhum escrúpulo, a Companhia Vale do Rio Doce já teria interrompido as atividades em território nacional. A tragédia de Mariana, como ficou conhecido um episódio criminoso, resultado de negligência continuada, no entanto, jamais recebeu punição a altura. O rompimento da barragem de Fundão, em 2015, sob a tutela da Companhia Vale do Rio Doce, foi tratado pelas autoridades competentes como uma espécie de fatalidade. Dezenas morreram, mas ninguém foi preso, nem pessoalmente responsabilizado.
Sem punição dura, nada mais natural do que a reincidência. Anteontem, uma barragem localizada em Brumadinho, no mesmo estado, sob a responsabilidade da mesma mineradora, rompeu, transbordando lama e rejeito pelo município inteiro. Horas depois do ocorrido, pelo menos 200 pessoas estavam desaparecidas.
Importante mencionar que já há alerta sobre o estado de barragens espalhadas pelo Brasil inteiro, Sergipe incluído. De acordo com o cadastro nacional de barragens, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA) a partir de informações repassadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), há 45 barragens com risco de rompimento. A barragem de Brumadinho era considerada de baixo risco.