Dez categorias da Saúde farão greve contra terceirização

Geral


  • Servidores da Saúde durante manifestação no Hospital Nestor Piva

  • DEZ CATEGORIAS FARÃO NOVA PARALISAÇÃO CONTRA ENTREGA DO HOSPITAL NESTOR PIVA PARA EMPRESA PRIVADA

 

Milton Alves Júnior
Profissionais de dez 
categorias da área 
da saúde que prestam serviços para a Prefeitura de Aracaju vão cruzar os braços por 24 horas. O ato que será realizado na próxima quarta-feira, 30, tem como propósito reforçar as críticas contra a terceirização das atividades no Nestor Piva, zona Norte da capital sergipana. Com um custo mensal orçado em dois milhões de reais, pelos próximos seis meses a empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda. será responsável, por exemplo, pela contratação de médicos, enfermeiros, agentes de limpeza, atendentes, compra de medicamentos e marcação de consultas e exames. Apesar de ser apontado como critica central, os servidores apresentam lamentações paralelas.
Para o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a ausência de investimentos nas 42 unidades de saúde administradas pelo poder executivo municipal, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), tem contribuído diretamente para o retrocesso dos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São queixas envolvendo ausência de medicamentos, utensílios básicos - como luvas, máscaras, algodão e álcool -, além de conforto nas acomodações, sistema de informações interligadas via computadores, e pagamento defasado para cada hora de trabalho. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), também reforça às críticas.
Para a presidente sindical, Shirley Morales: "a partir do momento em que investimentos reais não são aplicados, o prefeito não convida os representantes das categorias para dialogar, e concursos públicos não são realizados, valorizando apenas o processo de terceirização dos serviços públicos, a tendência dos fatos negativos realmente é de declínio na qualidade. Sofrem os profissionais da área pela falta de boas condições de trabalho, e mais ainda os aracajuanos que precisam de uma assistência decente". Sobre a contratação da empresa Centro Médico do Trabalhador, Morales protesta contra o processo de transferência dos servidores concursados para outras unidades a serem escolhidas pela própria Prefeitura de Aracaju.
"O que nos deixa ainda mais tristes e indignados é que a secretária de saúde (Wanessa Barboza) adentrou no Nestor Piva e disse que todo mundo seria remanejado para os lugares onde a gestão julgasse a necessidade. O que não pode acontecer, pois esses trabalhadores fizeram concurso específico para rede de urgência e, portanto, só podem ser lotados em unidades de saúde ligados a essa rede", declarou. Ainda na primeira quinzena desse mês a PMA informou que até o final desse mês todos os profissionais da saúde que prestavam atendimentos no Nestor Piva - mesmo contra a vontade da maioria -, passarão a atender em outras unidades de urgência e emergência, a exemplo do Hospital Fernando Franco, situado no Conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju.
A perspectiva é que já à partir da primeira semana de fevereiro todos os profissionais estejam devidamente locados nos novos pontos de atuação. Agora, com o anúncio da paralisação, a SMS enalteceu que, conforme prometido ao JORNAL DO DIA, realizou reuniões com os servidores e posteriormente com os sindicatos para tratar da terceirização e consequente remanejamento do efetivo. A SMS garantiu ainda que o remanejamento está sendo realizado de maneira que causa o mínimo de impacto à rotina dos servidores. Sobre as condições de trabalho a pasta esclareceu que a readequação das unidades já estava prevista nas ações da Saúde, que as unidades recebem manutenções periódicas.
Em caso de quadros clínicos mais críticos a PMA destacou que existe um aditivo no contrato com o Hospital São José para a oferta de 12 leitos de UTI. A paralisação será integrado inicialmente por servidores das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva e Fernando Franco, e tem previsão de começar às 7h.

Milton Alves Júnior

Profissionais de dez  categorias da área  da saúde que prestam serviços para a Prefeitura de Aracaju vão cruzar os braços por 24 horas. O ato que será realizado na próxima quarta-feira, 30, tem como propósito reforçar as críticas contra a terceirização das atividades no Nestor Piva, zona Norte da capital sergipana. Com um custo mensal orçado em dois milhões de reais, pelos próximos seis meses a empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda. será responsável, por exemplo, pela contratação de médicos, enfermeiros, agentes de limpeza, atendentes, compra de medicamentos e marcação de consultas e exames. Apesar de ser apontado como critica central, os servidores apresentam lamentações paralelas.
Para o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a ausência de investimentos nas 42 unidades de saúde administradas pelo poder executivo municipal, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), tem contribuído diretamente para o retrocesso dos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São queixas envolvendo ausência de medicamentos, utensílios básicos - como luvas, máscaras, algodão e álcool -, além de conforto nas acomodações, sistema de informações interligadas via computadores, e pagamento defasado para cada hora de trabalho. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), também reforça às críticas.
Para a presidente sindical, Shirley Morales: "a partir do momento em que investimentos reais não são aplicados, o prefeito não convida os representantes das categorias para dialogar, e concursos públicos não são realizados, valorizando apenas o processo de terceirização dos serviços públicos, a tendência dos fatos negativos realmente é de declínio na qualidade. Sofrem os profissionais da área pela falta de boas condições de trabalho, e mais ainda os aracajuanos que precisam de uma assistência decente". Sobre a contratação da empresa Centro Médico do Trabalhador, Morales protesta contra o processo de transferência dos servidores concursados para outras unidades a serem escolhidas pela própria Prefeitura de Aracaju.
"O que nos deixa ainda mais tristes e indignados é que a secretária de saúde (Wanessa Barboza) adentrou no Nestor Piva e disse que todo mundo seria remanejado para os lugares onde a gestão julgasse a necessidade. O que não pode acontecer, pois esses trabalhadores fizeram concurso específico para rede de urgência e, portanto, só podem ser lotados em unidades de saúde ligados a essa rede", declarou. Ainda na primeira quinzena desse mês a PMA informou que até o final desse mês todos os profissionais da saúde que prestavam atendimentos no Nestor Piva - mesmo contra a vontade da maioria -, passarão a atender em outras unidades de urgência e emergência, a exemplo do Hospital Fernando Franco, situado no Conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju.
A perspectiva é que já à partir da primeira semana de fevereiro todos os profissionais estejam devidamente locados nos novos pontos de atuação. Agora, com o anúncio da paralisação, a SMS enalteceu que, conforme prometido ao JORNAL DO DIA, realizou reuniões com os servidores e posteriormente com os sindicatos para tratar da terceirização e consequente remanejamento do efetivo. A SMS garantiu ainda que o remanejamento está sendo realizado de maneira que causa o mínimo de impacto à rotina dos servidores. Sobre as condições de trabalho a pasta esclareceu que a readequação das unidades já estava prevista nas ações da Saúde, que as unidades recebem manutenções periódicas.
Em caso de quadros clínicos mais críticos a PMA destacou que existe um aditivo no contrato com o Hospital São José para a oferta de 12 leitos de UTI. A paralisação será integrado inicialmente por servidores das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva e Fernando Franco, e tem previsão de começar às 7h.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS