Dez categorias da Saúde farão greve contra terceirização

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DEZ CATEGORIAS FARÃO NOVA PARALISAÇÃO CONTRA ENTREGA DO HOSPITAL NESTOR PIVA PARA EMPRESA PRIVADA
DEZ CATEGORIAS FARÃO NOVA PARALISAÇÃO CONTRA ENTREGA DO HOSPITAL NESTOR PIVA PARA EMPRESA PRIVADA

Servidores da Saúde durante manifestação no Hospital Nestor Piva
Servidores da Saúde durante manifestação no Hospital Nestor Piva

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Publicada em 27/01/2019 às 07:57:00

 

Milton Alves Júnior
Profissionais de dez 
categorias da área 
da saúde que prestam serviços para a Prefeitura de Aracaju vão cruzar os braços por 24 horas. O ato que será realizado na próxima quarta-feira, 30, tem como propósito reforçar as críticas contra a terceirização das atividades no Nestor Piva, zona Norte da capital sergipana. Com um custo mensal orçado em dois milhões de reais, pelos próximos seis meses a empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda. será responsável, por exemplo, pela contratação de médicos, enfermeiros, agentes de limpeza, atendentes, compra de medicamentos e marcação de consultas e exames. Apesar de ser apontado como critica central, os servidores apresentam lamentações paralelas.
Para o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a ausência de investimentos nas 42 unidades de saúde administradas pelo poder executivo municipal, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), tem contribuído diretamente para o retrocesso dos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São queixas envolvendo ausência de medicamentos, utensílios básicos - como luvas, máscaras, algodão e álcool -, além de conforto nas acomodações, sistema de informações interligadas via computadores, e pagamento defasado para cada hora de trabalho. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), também reforça às críticas.
Para a presidente sindical, Shirley Morales: "a partir do momento em que investimentos reais não são aplicados, o prefeito não convida os representantes das categorias para dialogar, e concursos públicos não são realizados, valorizando apenas o processo de terceirização dos serviços públicos, a tendência dos fatos negativos realmente é de declínio na qualidade. Sofrem os profissionais da área pela falta de boas condições de trabalho, e mais ainda os aracajuanos que precisam de uma assistência decente". Sobre a contratação da empresa Centro Médico do Trabalhador, Morales protesta contra o processo de transferência dos servidores concursados para outras unidades a serem escolhidas pela própria Prefeitura de Aracaju.
"O que nos deixa ainda mais tristes e indignados é que a secretária de saúde (Wanessa Barboza) adentrou no Nestor Piva e disse que todo mundo seria remanejado para os lugares onde a gestão julgasse a necessidade. O que não pode acontecer, pois esses trabalhadores fizeram concurso específico para rede de urgência e, portanto, só podem ser lotados em unidades de saúde ligados a essa rede", declarou. Ainda na primeira quinzena desse mês a PMA informou que até o final desse mês todos os profissionais da saúde que prestavam atendimentos no Nestor Piva - mesmo contra a vontade da maioria -, passarão a atender em outras unidades de urgência e emergência, a exemplo do Hospital Fernando Franco, situado no Conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju.
A perspectiva é que já à partir da primeira semana de fevereiro todos os profissionais estejam devidamente locados nos novos pontos de atuação. Agora, com o anúncio da paralisação, a SMS enalteceu que, conforme prometido ao JORNAL DO DIA, realizou reuniões com os servidores e posteriormente com os sindicatos para tratar da terceirização e consequente remanejamento do efetivo. A SMS garantiu ainda que o remanejamento está sendo realizado de maneira que causa o mínimo de impacto à rotina dos servidores. Sobre as condições de trabalho a pasta esclareceu que a readequação das unidades já estava prevista nas ações da Saúde, que as unidades recebem manutenções periódicas.
Em caso de quadros clínicos mais críticos a PMA destacou que existe um aditivo no contrato com o Hospital São José para a oferta de 12 leitos de UTI. A paralisação será integrado inicialmente por servidores das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva e Fernando Franco, e tem previsão de começar às 7h.

Milton Alves Júnior

Profissionais de dez  categorias da área  da saúde que prestam serviços para a Prefeitura de Aracaju vão cruzar os braços por 24 horas. O ato que será realizado na próxima quarta-feira, 30, tem como propósito reforçar as críticas contra a terceirização das atividades no Nestor Piva, zona Norte da capital sergipana. Com um custo mensal orçado em dois milhões de reais, pelos próximos seis meses a empresa Centro Médico do Trabalhador Ltda. será responsável, por exemplo, pela contratação de médicos, enfermeiros, agentes de limpeza, atendentes, compra de medicamentos e marcação de consultas e exames. Apesar de ser apontado como critica central, os servidores apresentam lamentações paralelas.
Para o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a ausência de investimentos nas 42 unidades de saúde administradas pelo poder executivo municipal, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), tem contribuído diretamente para o retrocesso dos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São queixas envolvendo ausência de medicamentos, utensílios básicos - como luvas, máscaras, algodão e álcool -, além de conforto nas acomodações, sistema de informações interligadas via computadores, e pagamento defasado para cada hora de trabalho. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), também reforça às críticas.
Para a presidente sindical, Shirley Morales: "a partir do momento em que investimentos reais não são aplicados, o prefeito não convida os representantes das categorias para dialogar, e concursos públicos não são realizados, valorizando apenas o processo de terceirização dos serviços públicos, a tendência dos fatos negativos realmente é de declínio na qualidade. Sofrem os profissionais da área pela falta de boas condições de trabalho, e mais ainda os aracajuanos que precisam de uma assistência decente". Sobre a contratação da empresa Centro Médico do Trabalhador, Morales protesta contra o processo de transferência dos servidores concursados para outras unidades a serem escolhidas pela própria Prefeitura de Aracaju.
"O que nos deixa ainda mais tristes e indignados é que a secretária de saúde (Wanessa Barboza) adentrou no Nestor Piva e disse que todo mundo seria remanejado para os lugares onde a gestão julgasse a necessidade. O que não pode acontecer, pois esses trabalhadores fizeram concurso específico para rede de urgência e, portanto, só podem ser lotados em unidades de saúde ligados a essa rede", declarou. Ainda na primeira quinzena desse mês a PMA informou que até o final desse mês todos os profissionais da saúde que prestavam atendimentos no Nestor Piva - mesmo contra a vontade da maioria -, passarão a atender em outras unidades de urgência e emergência, a exemplo do Hospital Fernando Franco, situado no Conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju.
A perspectiva é que já à partir da primeira semana de fevereiro todos os profissionais estejam devidamente locados nos novos pontos de atuação. Agora, com o anúncio da paralisação, a SMS enalteceu que, conforme prometido ao JORNAL DO DIA, realizou reuniões com os servidores e posteriormente com os sindicatos para tratar da terceirização e consequente remanejamento do efetivo. A SMS garantiu ainda que o remanejamento está sendo realizado de maneira que causa o mínimo de impacto à rotina dos servidores. Sobre as condições de trabalho a pasta esclareceu que a readequação das unidades já estava prevista nas ações da Saúde, que as unidades recebem manutenções periódicas.
Em caso de quadros clínicos mais críticos a PMA destacou que existe um aditivo no contrato com o Hospital São José para a oferta de 12 leitos de UTI. A paralisação será integrado inicialmente por servidores das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Nestor Piva e Fernando Franco, e tem previsão de começar às 7h.