O custo da Vale

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Publicada em 30/01/2019 às 06:12:00

 

O governo Bolsonaro não tem a 
menor disposição de peitar a 
direção da Companhia Vale do Rio Doce. A bem da verdade, o excesso de boa vontade com o empresariado não é novidade, muito ao contrário, é declarado desde a campanha presidencial. O histórico criminoso da mineradora é merecedor de todas as represálias. Há mortos e desaparecidos na conta da empresa. Mas o presidente só fala grosso com trabalhador, a arraia miúda, o populacho.
Ontem, o ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, se apressou em cortejar a direção da Vale. Segundo ele, não haverá qualquer intervenção do governo brasileiro no comando da Vale. Qualquer decisão caberia exclusivamente ao conselho administrativo da empresa. Para bom entendedor, meia palavra basta. No que depender da presidência da República, vai ficar tudo como está.
A essa altura do campeonato, é imperativo mencionar que a leniência das autoridades brasileiras com o descaso criminoso da Vale em matéria de segurança ambiental é muito antiga. Basta lembrar que a Samarco, controlada pela mineradora, ainda não pagou nenhum centavo dos R$ 350 milhões que deve ao Ibama em multas por conta do rompimento da barragem em Mariana, há três anos.
A preocupação com a saúde financeira e operacional da Vale do Rio Doce no seio do governo brasileiro é maior prova de que os crimes ambientais são considerados simples acidentes de percurso, incidentes tão indesejados quanto aceitáveis, um aborrecimento a mais para as autoridades tupiniquins. Em certo sentido, compreende-se: O extrativismo predatório dos recursos naturais gera riquezas e dividendos. No fim das contas, o ecossistema, a biodiversidade, algumas centenas de vidas humanas representam um custo pequeno, quando comparados às cifras de tantos bilhões.

O governo Bolsonaro não tem a  menor disposição de peitar a  direção da Companhia Vale do Rio Doce. A bem da verdade, o excesso de boa vontade com o empresariado não é novidade, muito ao contrário, é declarado desde a campanha presidencial. O histórico criminoso da mineradora é merecedor de todas as represálias. Há mortos e desaparecidos na conta da empresa. Mas o presidente só fala grosso com trabalhador, a arraia miúda, o populacho.
Ontem, o ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, se apressou em cortejar a direção da Vale. Segundo ele, não haverá qualquer intervenção do governo brasileiro no comando da Vale. Qualquer decisão caberia exclusivamente ao conselho administrativo da empresa. Para bom entendedor, meia palavra basta. No que depender da presidência da República, vai ficar tudo como está.
A essa altura do campeonato, é imperativo mencionar que a leniência das autoridades brasileiras com o descaso criminoso da Vale em matéria de segurança ambiental é muito antiga. Basta lembrar que a Samarco, controlada pela mineradora, ainda não pagou nenhum centavo dos R$ 350 milhões que deve ao Ibama em multas por conta do rompimento da barragem em Mariana, há três anos.
A preocupação com a saúde financeira e operacional da Vale do Rio Doce no seio do governo brasileiro é maior prova de que os crimes ambientais são considerados simples acidentes de percurso, incidentes tão indesejados quanto aceitáveis, um aborrecimento a mais para as autoridades tupiniquins. Em certo sentido, compreende-se: O extrativismo predatório dos recursos naturais gera riquezas e dividendos. No fim das contas, o ecossistema, a biodiversidade, algumas centenas de vidas humanas representam um custo pequeno, quando comparados às cifras de tantos bilhões.