Policial é detido após ataque de fúria na sede da Core

Cidades

 

O agente de polícia Adriano Sobral de Azevedo foi detido na tarde de segunda-feira, depois de se envolver em um incidente ocorrido dentro da sede da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), unidade de elite da Polícia Civil. Segundo informações confirmadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele se envolveu em uma discussão com o coordenador da unidade, Ricardo Porto, e teve um ataque de fúria: chegou a chutar a porta da sala da coordenação e disparou um tiro para o alto. Ninguém ficou ferido, mas outros policiais agiram para dominar o colega, que se sentiu mal e foi atendido no pronto-socorro do Hospital Primavera.
A corregedora-geral de Polícia, Érika Farias Magalhães, informou que a briga teria começado quando Adriano foi comunicado pelo chefe que seria transferido para outra unidade policial. Após a reação do policial e o incidente que se seguiu, Ricardo acionou uma equipe da Corregedoria para fazer o Auto de Prisão em Flagrante do agente, mas ele foi levado para o hospital e acabou posto sob custódia. Segundo a SSP, Adriano foi autuado pelos crimes de dano qualificado, ameaça e disparo de arma de fogo. Ao mesmo tempo, a corregedora afastou o agente de suas funções recolhendo a arma, a carteira funcional e o distintivo da Civil.
Ontem, Adriano recebeu alta e, à tarde, passou pela audiência de custódia no Fórum Gumercindo Bessa. O juiz plantonista Aldo Albuquerque de Melo anulou a prisão em flagrante e concedeu liberdade ao policial, por entender que a Corregedoria não observou dois procedimentos legais exigidos pelo Código Processual Penal em casos de prisão em flagrante. "Não constam das informações as advertências legais quanto aos direitos constitucionais do conduzido e nem nota de culpa, avistando-se comprovante de comunicação da prisão a familiar ou pessoa por ele indicada, bem como ao Defensor Público. (...) Ilegal a prisão, por inobservância das formalidades, deve haver relaxamento, até porque tais formalidades não são simples adornos legais, mas antes e, sobretudo, destinam-se a garantir direitos fundamentais constitucionais", escreveu o juiz. 
O caso continuará a ser apurado por uma sindicância da Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com a SSP, Adriano Sobral também deverá ser encaminhado para avaliação psicológica no Centro Integrado de Apoio Psicossocial (CIAPs). O Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol) emitiu nota informando que acompanha o caso e fez um elogio a Ricardo Porto, destacando "o trabalho de excelência que vem sendo desenvolvido" por ele à frente do Core, antigo Grupo Especial de Repressão e Busca (Gerb). Para o sindicato, o coordenador é um "profissional preparado tática e tecnicamente para desempenhar suas ações nesta unidade especializada da Polícia Civil". (Gabriel Damásio)

O agente de polícia Adriano Sobral de Azevedo foi detido na tarde de segunda-feira, depois de se envolver em um incidente ocorrido dentro da sede da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), unidade de elite da Polícia Civil. Segundo informações confirmadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele se envolveu em uma discussão com o coordenador da unidade, Ricardo Porto, e teve um ataque de fúria: chegou a chutar a porta da sala da coordenação e disparou um tiro para o alto. Ninguém ficou ferido, mas outros policiais agiram para dominar o colega, que se sentiu mal e foi atendido no pronto-socorro do Hospital Primavera.
A corregedora-geral de Polícia, Érika Farias Magalhães, informou que a briga teria começado quando Adriano foi comunicado pelo chefe que seria transferido para outra unidade policial. Após a reação do policial e o incidente que se seguiu, Ricardo acionou uma equipe da Corregedoria para fazer o Auto de Prisão em Flagrante do agente, mas ele foi levado para o hospital e acabou posto sob custódia. Segundo a SSP, Adriano foi autuado pelos crimes de dano qualificado, ameaça e disparo de arma de fogo. Ao mesmo tempo, a corregedora afastou o agente de suas funções recolhendo a arma, a carteira funcional e o distintivo da Civil.
Ontem, Adriano recebeu alta e, à tarde, passou pela audiência de custódia no Fórum Gumercindo Bessa. O juiz plantonista Aldo Albuquerque de Melo anulou a prisão em flagrante e concedeu liberdade ao policial, por entender que a Corregedoria não observou dois procedimentos legais exigidos pelo Código Processual Penal em casos de prisão em flagrante. "Não constam das informações as advertências legais quanto aos direitos constitucionais do conduzido e nem nota de culpa, avistando-se comprovante de comunicação da prisão a familiar ou pessoa por ele indicada, bem como ao Defensor Público. (...) Ilegal a prisão, por inobservância das formalidades, deve haver relaxamento, até porque tais formalidades não são simples adornos legais, mas antes e, sobretudo, destinam-se a garantir direitos fundamentais constitucionais", escreveu o juiz. 
O caso continuará a ser apurado por uma sindicância da Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com a SSP, Adriano Sobral também deverá ser encaminhado para avaliação psicológica no Centro Integrado de Apoio Psicossocial (CIAPs). O Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol) emitiu nota informando que acompanha o caso e fez um elogio a Ricardo Porto, destacando "o trabalho de excelência que vem sendo desenvolvido" por ele à frente do Core, antigo Grupo Especial de Repressão e Busca (Gerb). Para o sindicato, o coordenador é um "profissional preparado tática e tecnicamente para desempenhar suas ações nesta unidade especializada da Polícia Civil". (Gabriel Damásio)

 


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