Suspeito de estuprar enteado é preso enquanto o procurava

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Publicada em 30/01/2019 às 06:46:00

 

Gabriel Damásio
A polícia prendeu 
nesta segunda-
feira um homem de 36 anos, apontado como suspeito de estuprar o próprio enteado, um menino de dois anos. O crime aconteceu no último sábado, no Conjunto Bugio (zona oeste), e despertou revolta entre os moradores do bairro, que agrediram o suspeito no momento em que o encontraram na rua da casa onde a mãe da vítima morava. Imagens mostram que o homem levou socos, pedradas e pauladas, sendo salvo por um policial fardado que sacou sua arma e interrompeu o linchamento. Ontem, os detalhes do caso foram confirmados pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).
Segundo a delegada Roberta Fortes, o abuso aconteceu na noite de sábado e foi percebido depois que vizinhos escutaram gritos vindos da casa da vítima. O menino gritava por socorro e pedia que o homem parasse de fazer alguma coisa com ele, sendo acompanhado pelos gritos da mãe, que era companheira do suspeito há cerca de seis meses. Na manhã seguinte, os vizinhos entraram na casa, que estava com um forte cheiro de gás, e encontraram a criança machucada, sangrando, chorando muito e com dificuldades para caminhar. A mãe dele, por sua vez, estava desmaiada no chão e teve que ser entubada durante o socorro prestado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 
O menino foi atendido na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, no Capucho (zona oeste) e ficou aos cuidados da avó e da tia materna. Já a mãe dele foi internada no Hospital Municipal Senhor dos Passos, em São Cristóvão, e segundo a polícia, está em coma. "A gente acredita que ela sofreu alguma violência. Ou um empurrão, ou pancada na cabeça. Estamos aguardando os relatórios médicos e que a mãe da criança se recupere seu estado de saúde, para que ela possa nos contar o que realmente aconteceu com eles", disse Roberta, que confirmou, no entanto, os indícios de que o padrasto violentou sexualmente o garoto. "Ele admite que estava na casa naquela noite, quando os fatos ocorreram, e a testemunha escutou a criança gritando, dizendo para ele parar e dizendo o nome dele", afirmou ela.
Além dos relatórios médicos da MNSL e do hospital de São Cristóvão, a delegada do DAGV aguarda ainda a conclusão dos laudos periciais do Instituto Médico-Legal (IML), que podem ajudar a identificar as agressões físicas e sexuais cometidas contra as vítimas. Além das provas já colhidas, incluindo fotografias da criança ferida e da casa onde tudo aconteceu, um detalhe chamou a atenção da polícia: o autor do crime passou o domingo em busca da criança. "Ele passou o dia todo procurando insistentemente a criança. Ele foi em dois conselhos tutelares, foi no Juizado da Infância, foi na Defensoria Pública e voltou para a casa onde eles moram. Ele alega apenas que quer 'proteger' a criança", explicou Roberta, ressaltando que, ao ser encontrado, o suspeito já estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça. 
Após ser espancado e salvo de ser morto, o homem de 36 anos foi levado pela Polícia Militar para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), sendo transferido em seguida para o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). Em depoimento, ele negou todas as acusações e alegou que estaria sendo perseguido pela família da companheira, a qual estaria interessada em afastá-lo do menino. A versão não convence a polícia, pois testemunhas afirmam que a criança chora e demonstra pavor assim que o suspeito se aproxima dela. O caso também é acompanhado pelo Conselho Tutelar do 5º Distrito de Aracaju. Já o suspeito permanece detido na 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM) e deve ser indiciado pelo crime de estupro de vulnerável.

Gabriel Damásio

A polícia prendeu  nesta segunda- feira um homem de 36 anos, apontado como suspeito de estuprar o próprio enteado, um menino de dois anos. O crime aconteceu no último sábado, no Conjunto Bugio (zona oeste), e despertou revolta entre os moradores do bairro, que agrediram o suspeito no momento em que o encontraram na rua da casa onde a mãe da vítima morava. Imagens mostram que o homem levou socos, pedradas e pauladas, sendo salvo por um policial fardado que sacou sua arma e interrompeu o linchamento. Ontem, os detalhes do caso foram confirmados pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).
Segundo a delegada Roberta Fortes, o abuso aconteceu na noite de sábado e foi percebido depois que vizinhos escutaram gritos vindos da casa da vítima. O menino gritava por socorro e pedia que o homem parasse de fazer alguma coisa com ele, sendo acompanhado pelos gritos da mãe, que era companheira do suspeito há cerca de seis meses. Na manhã seguinte, os vizinhos entraram na casa, que estava com um forte cheiro de gás, e encontraram a criança machucada, sangrando, chorando muito e com dificuldades para caminhar. A mãe dele, por sua vez, estava desmaiada no chão e teve que ser entubada durante o socorro prestado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 
O menino foi atendido na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, no Capucho (zona oeste) e ficou aos cuidados da avó e da tia materna. Já a mãe dele foi internada no Hospital Municipal Senhor dos Passos, em São Cristóvão, e segundo a polícia, está em coma. "A gente acredita que ela sofreu alguma violência. Ou um empurrão, ou pancada na cabeça. Estamos aguardando os relatórios médicos e que a mãe da criança se recupere seu estado de saúde, para que ela possa nos contar o que realmente aconteceu com eles", disse Roberta, que confirmou, no entanto, os indícios de que o padrasto violentou sexualmente o garoto. "Ele admite que estava na casa naquela noite, quando os fatos ocorreram, e a testemunha escutou a criança gritando, dizendo para ele parar e dizendo o nome dele", afirmou ela.
Além dos relatórios médicos da MNSL e do hospital de São Cristóvão, a delegada do DAGV aguarda ainda a conclusão dos laudos periciais do Instituto Médico-Legal (IML), que podem ajudar a identificar as agressões físicas e sexuais cometidas contra as vítimas. Além das provas já colhidas, incluindo fotografias da criança ferida e da casa onde tudo aconteceu, um detalhe chamou a atenção da polícia: o autor do crime passou o domingo em busca da criança. "Ele passou o dia todo procurando insistentemente a criança. Ele foi em dois conselhos tutelares, foi no Juizado da Infância, foi na Defensoria Pública e voltou para a casa onde eles moram. Ele alega apenas que quer 'proteger' a criança", explicou Roberta, ressaltando que, ao ser encontrado, o suspeito já estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça. 
Após ser espancado e salvo de ser morto, o homem de 36 anos foi levado pela Polícia Militar para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), sendo transferido em seguida para o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). Em depoimento, ele negou todas as acusações e alegou que estaria sendo perseguido pela família da companheira, a qual estaria interessada em afastá-lo do menino. A versão não convence a polícia, pois testemunhas afirmam que a criança chora e demonstra pavor assim que o suspeito se aproxima dela. O caso também é acompanhado pelo Conselho Tutelar do 5º Distrito de Aracaju. Já o suspeito permanece detido na 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM) e deve ser indiciado pelo crime de estupro de vulnerável.