A extinção da Infraero

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Publicada em 31/01/2019 às 06:40:00

 

A Infraero tem os dias contados. 
Em quatro anos, ao fim de três 
rodadas de concessão de aeroportos promovidas pelo Governo Federal, não restará mais nada para ser administrado. A intenção declarada é a de enxugar a máquina. Somente a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e a Petrobras devem ser poupadas da sanha privatista do governo Bolsonaro.
Já foram realizadas quatro rodadas de concessão de aeroportos, desde quando o então presidente Michel Temer fez o possível para dar o pontapé inicial de um projeto supostamente liberal, tocando uma agenda de reformas e privatizações, com as consequências conhecidas na realidade do trabalhador brasileiro. Na quinta rodada, cujo edital foi lançado ainda em novembro, o aeroporto de Aracaju entra no bolo.
Neste particular, entre Temer e Bolsonaro, a única diferença é o palavrório. Um era capaz de argumentar em favor de suas pretensões questionáveis com um português impecável. Bolsonaro, ao contrário, prefere se pronunciar em poucos caracteres, curto e grosso, através do Twitter, e foge da imprensa como o diabo da cruz.
Bolsonaro jamais usou de meias palavras para acusar o suposto desserviço das empresas estatais. Segundo ele, até a sua eleição, as empresas administradas pelo governo brasileiro estiveram completamente aparelhadas, serviram de refúgio para vagabundos. Entre as bravatas proferidas durante a campanha e a realidade constatada no exercício do cargo, no entanto, a realidade se impõe. A Infraero, por exemplo, possui 9,5 mil funcionários. Não é razoável supor que tantos profissionais estivessem empregados na empresa pra ficar de braços cruzados.

A Infraero tem os dias contados.  Em quatro anos, ao fim de três  rodadas de concessão de aeroportos promovidas pelo Governo Federal, não restará mais nada para ser administrado. A intenção declarada é a de enxugar a máquina. Somente a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e a Petrobras devem ser poupadas da sanha privatista do governo Bolsonaro.
Já foram realizadas quatro rodadas de concessão de aeroportos, desde quando o então presidente Michel Temer fez o possível para dar o pontapé inicial de um projeto supostamente liberal, tocando uma agenda de reformas e privatizações, com as consequências conhecidas na realidade do trabalhador brasileiro. Na quinta rodada, cujo edital foi lançado ainda em novembro, o aeroporto de Aracaju entra no bolo.
Neste particular, entre Temer e Bolsonaro, a única diferença é o palavrório. Um era capaz de argumentar em favor de suas pretensões questionáveis com um português impecável. Bolsonaro, ao contrário, prefere se pronunciar em poucos caracteres, curto e grosso, através do Twitter, e foge da imprensa como o diabo da cruz.
Bolsonaro jamais usou de meias palavras para acusar o suposto desserviço das empresas estatais. Segundo ele, até a sua eleição, as empresas administradas pelo governo brasileiro estiveram completamente aparelhadas, serviram de refúgio para vagabundos. Entre as bravatas proferidas durante a campanha e a realidade constatada no exercício do cargo, no entanto, a realidade se impõe. A Infraero, por exemplo, possui 9,5 mil funcionários. Não é razoável supor que tantos profissionais estivessem empregados na empresa pra ficar de braços cruzados.