Hibernação da Fafen deve começar hoje

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Manifestação de políticos e sindicalistas contra o fechamento da Fafen, em Laranjeiras
Manifestação de políticos e sindicalistas contra o fechamento da Fafen, em Laranjeiras

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Publicada em 31/01/2019 às 07:24:00

 

Milton Alves Júnior
Está programado para 
hoje o início do proces-
so de hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Petrobras instalada no município sergipano de Laranjeiras. Em mais uma tentativa de inviabilizar a suspensão das atividades, na manhã de ontem trabalhadores de sindicatos ligados à Petrobras voltaram a se aglomerar em frente da fábrica e pedir a continuidade das ações. Semelhante a outros atos públicos, parlamentares se uniram à causa e prometeram manter as reivindicações junto ao Governo Federal para que a Fafen não feche as portas. O deputado federal João Daniel (PT), é um dos defensores dessa causa.
De acordo com o parlamentar - eleito pela terceira vez para o cargo legislativo -, a bancada federal eleita pelo Estado de Sergipe permanece mobilizada contra a hibernação da Fafen e enalteceu que ainda não perdeu as esperanças de que a situação seja revertida. A decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação. Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Essa iniciativa foi oficializada no mês de março do ano passado, ainda durante o Governo do ex-presidente Michel Temer, e, agora, também defendido por Jair Messias Bolsonaro.
"Compreendemos que a partir do momento em que o processo de hibernação seja iniciado, a grande maioria dos servidores da Petrobras será descolada para outras unidades espalhadas pelo país. O que nos gera preocupação também é que todos os funcionários terceirizados serão demitidos. Não nos restam dúvidas que essa medida vai gerar um amplo impacto na economia do estado, e também é por isso que seguimos lutando para a continuidade operacional e administrativa da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados em Sergipe", declarou João Daniel. A manifestação de ontem foi coordenada pelo Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro).
Compartilhando com as declarações do parlamentar, Bruno Dantas, um dos diretores do Sindipetro, a série de mobilizações acontece com a perspectiva de também chamar a atenção da sociedade sergipana para os impactos que a hibernação e possível arrendamento da Fafen vai provocar na economia do estado. Segundo ele: "a agricultura familiar deve ficar mais cara, já que fertilizantes agora terão que ser importados de outros estados, o que vai atingir a dona de casa e o pai de família. Se a Petrobras justifica a hibernação por conta de prejuízos, estes foram causados pela própria política de preço da estatal. Não é justo que os trabalhadores paguem por isso".
Potencial - Conforme avaliação apresentada pela estatal, as fábricas instalaras em Sergipe e na Bahia possuem potencial para empregar 1.500 trabalhadores e gerar cinco mil empregos indiretos. Juntas são responsáveis por 30% da produção de fertilizantes do país que importa 70% dela a fim de abastecer a produção nacional de alimentos. Em comunicado oficial apresentado essa semana, a Petrobras informou que: "continua com a avaliação de alternativas à hibernação em conjunto com representantes dos governos e federações das indústrias dos estados de Sergipe e da Bahia e demais participantes dos grupos de trabalho, de modo que se faz necessário este tempo adicional para a conclusão da análise das alternativas à hibernação, desde que mantidos os níveis mínimos de rentabilidade. Dentre estas alternativas consta um possível processo de arrendamento das fábricas a terceiros".

Está programado para  hoje o início do proces- so de hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Petrobras instalada no município sergipano de Laranjeiras. Em mais uma tentativa de inviabilizar a suspensão das atividades, na manhã de ontem trabalhadores de sindicatos ligados à Petrobras voltaram a se aglomerar em frente da fábrica e pedir a continuidade das ações. Semelhante a outros atos públicos, parlamentares se uniram à causa e prometeram manter as reivindicações junto ao Governo Federal para que a Fafen não feche as portas. O deputado federal João Daniel (PT), é um dos defensores dessa causa.
De acordo com o parlamentar - eleito pela terceira vez para o cargo legislativo -, a bancada federal eleita pelo Estado de Sergipe permanece mobilizada contra a hibernação da Fafen e enalteceu que ainda não perdeu as esperanças de que a situação seja revertida. A decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação. Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Essa iniciativa foi oficializada no mês de março do ano passado, ainda durante o Governo do ex-presidente Michel Temer, e, agora, também defendido por Jair Messias Bolsonaro.
"Compreendemos que a partir do momento em que o processo de hibernação seja iniciado, a grande maioria dos servidores da Petrobras será descolada para outras unidades espalhadas pelo país. O que nos gera preocupação também é que todos os funcionários terceirizados serão demitidos. Não nos restam dúvidas que essa medida vai gerar um amplo impacto na economia do estado, e também é por isso que seguimos lutando para a continuidade operacional e administrativa da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados em Sergipe", declarou João Daniel. A manifestação de ontem foi coordenada pelo Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro).
Compartilhando com as declarações do parlamentar, Bruno Dantas, um dos diretores do Sindipetro, a série de mobilizações acontece com a perspectiva de também chamar a atenção da sociedade sergipana para os impactos que a hibernação e possível arrendamento da Fafen vai provocar na economia do estado. Segundo ele: "a agricultura familiar deve ficar mais cara, já que fertilizantes agora terão que ser importados de outros estados, o que vai atingir a dona de casa e o pai de família. Se a Petrobras justifica a hibernação por conta de prejuízos, estes foram causados pela própria política de preço da estatal. Não é justo que os trabalhadores paguem por isso".

Potencial - Conforme avaliação apresentada pela estatal, as fábricas instalaras em Sergipe e na Bahia possuem potencial para empregar 1.500 trabalhadores e gerar cinco mil empregos indiretos. Juntas são responsáveis por 30% da produção de fertilizantes do país que importa 70% dela a fim de abastecer a produção nacional de alimentos. Em comunicado oficial apresentado essa semana, a Petrobras informou que: "continua com a avaliação de alternativas à hibernação em conjunto com representantes dos governos e federações das indústrias dos estados de Sergipe e da Bahia e demais participantes dos grupos de trabalho, de modo que se faz necessário este tempo adicional para a conclusão da análise das alternativas à hibernação, desde que mantidos os níveis mínimos de rentabilidade. Dentre estas alternativas consta um possível processo de arrendamento das fábricas a terceiros".