Vereador denuncia que irmão morreu baleado em presídio

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Publicada em 01/02/2019 às 06:49:00

 

Gabriel Damásio
A morte do detento 
Wesley Santos Silva, 
33 anos, que aconteceu dentro do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju), não foi provocada por golpes de chuço, mas sim por um tiro de arma de fogo que entrou pelas costas e saiu pela barriga. A denúncia foi feita pelo vereador Anderson de Tuca (PT do B), que é irmão do preso e também nega que ele tenha se envolvido em agressões físicas dentro do presídio. O corpo de Wesley foi velado no Osaf, no centro, e enterrado ontem à tarde no Cemitério São João Batista, no Castelo Branco. 
O vereador falou com os jornalistas durante o velório de Wesley e demonstrou indignação com as informações divulgadas ontem pelas secretarias de Justiça (Sejuc) e Segurança Pública (SSP), as quais afirmaram que o detento teria se envolvido em uma briga e ferido por arma branca. Anderson contesta a versão e diz que o cadáver do irmão tinha apenas dois ferimentos compatíveis com o causado por arma de fogo. "Não tem sequer qualquer escoriação no corpo dele relacionado a esse tipo de lesão, com chuço ou faca. O que tem até agora é um tiro que entrou nas costas e saiu pela barriga, e até agora, não foi dada nenhuma informação ou esclarecimento pra família. Só mandaram a gente ir pro IML e ver lá. Tenho fotos que podem provar isso. Foi um homicídio por arma de fogo", afirmou.
Anderson disse ainda que o irmão foi levado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas houve demora no atendimento da ocorrência. "A princípio, disseram que deram assistência [assim que o episódio aconteceu], mas levaram meu irmão no carro do Desipe, tenho prova das pessoas que estavam lá, porque era dia de visita", protesta o vereador, que exigiu a apuração rápida e completa do episódio. "´É importante que se apure todos os fatos, e nem saiam essas mentiras de que houve briga ou falta de remédio. E precisamos descobrir quem foi o responsável por esse disparo, que acabou com a vida do nosso irmão", lamentou o vereador, que pediu ainda as imagens de câmera de segurança do presídio e soube que algumas delas não registraram o momento da confusão.  
O parlamentar explicou ainda que o irmão foi estava preso há oito meses pelos crimes de embriaguez ao volante e porte ilegal de arma. A informação é de que ele foi beneficiado por uma decisão judicial e iria deixar o Copemcan no dia de hoje, dois dias depois de sua morte. A Sejuc informou em nota que vai instaurar um procedimento a fim de descobrir o que motivou a confusão e todas as outras circunstâncias da morte do interno. Um inquérito policial também foi instaurado pela Polícia Civil, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Gabriel Damásio

A morte do detento  Wesley Santos Silva,  33 anos, que aconteceu dentro do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju), não foi provocada por golpes de chuço, mas sim por um tiro de arma de fogo que entrou pelas costas e saiu pela barriga. A denúncia foi feita pelo vereador Anderson de Tuca (PT do B), que é irmão do preso e também nega que ele tenha se envolvido em agressões físicas dentro do presídio. O corpo de Wesley foi velado no Osaf, no centro, e enterrado ontem à tarde no Cemitério São João Batista, no Castelo Branco. 
O vereador falou com os jornalistas durante o velório de Wesley e demonstrou indignação com as informações divulgadas ontem pelas secretarias de Justiça (Sejuc) e Segurança Pública (SSP), as quais afirmaram que o detento teria se envolvido em uma briga e ferido por arma branca. Anderson contesta a versão e diz que o cadáver do irmão tinha apenas dois ferimentos compatíveis com o causado por arma de fogo. "Não tem sequer qualquer escoriação no corpo dele relacionado a esse tipo de lesão, com chuço ou faca. O que tem até agora é um tiro que entrou nas costas e saiu pela barriga, e até agora, não foi dada nenhuma informação ou esclarecimento pra família. Só mandaram a gente ir pro IML e ver lá. Tenho fotos que podem provar isso. Foi um homicídio por arma de fogo", afirmou.
Anderson disse ainda que o irmão foi levado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas houve demora no atendimento da ocorrência. "A princípio, disseram que deram assistência [assim que o episódio aconteceu], mas levaram meu irmão no carro do Desipe, tenho prova das pessoas que estavam lá, porque era dia de visita", protesta o vereador, que exigiu a apuração rápida e completa do episódio. "´É importante que se apure todos os fatos, e nem saiam essas mentiras de que houve briga ou falta de remédio. E precisamos descobrir quem foi o responsável por esse disparo, que acabou com a vida do nosso irmão", lamentou o vereador, que pediu ainda as imagens de câmera de segurança do presídio e soube que algumas delas não registraram o momento da confusão.  
O parlamentar explicou ainda que o irmão foi estava preso há oito meses pelos crimes de embriaguez ao volante e porte ilegal de arma. A informação é de que ele foi beneficiado por uma decisão judicial e iria deixar o Copemcan no dia de hoje, dois dias depois de sua morte. A Sejuc informou em nota que vai instaurar um procedimento a fim de descobrir o que motivou a confusão e todas as outras circunstâncias da morte do interno. Um inquérito policial também foi instaurado pela Polícia Civil, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).