Processo de hibernação da Fafen deve ser acelerado

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Publicada em 01/02/2019 às 07:19:00

 

Milton Alves Júnior
Mesmo após enfren-
tar uma série de rei-
vindicações populares e sucessivos pedidos por parte de parlamentares eleitos pelos estados da Bahia e Sergipe, o Governo Federal informou que desde ontem Fábrica de Fertilizantes Hidrogenados (Fafen-BA/SE), estão com as atividades suspensas. Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA ao longo dos últimos dez meses, a decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação. Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Essa iniciativa foi oficializada no mês de março do ano passado, ainda durante o Governo do ex-presidente Michel Temer, e, agora, também defendido por Jair Messias Bolsonaro.
A Petrobras evita se pronunciar oficialmente sobre o assunto. No último dia 16 de janeiro a estatal lançou uma publicação no Diário Oficial da União, onde apresentou um prazo para a conclusão dos procedimentos de venda. Pelo cronograma administrativo da empresa, até o dia 22 de março as propostas de compra devem ser apresentadas. Para o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro), o termo hibernação tem sido utilizado na perspectiva de 'não transparecer à sociedade' que a principal empresa pública do país enfrenta um processo de privatização.
As fábricas instaladas em Sergipe e na Bahia possuíam potencial para empregar 1.500 trabalhadores e gerar cinco mil empregos indiretos. Juntas são responsáveis por 30% da produção de fertilizantes do país que importa 70% dela a fim de abastecer a produção nacional de alimentos. "Estão vendendo as nossas riquezas patrimoniais e utilizando um termo como forma de tentar ludibriar a população. Nossa preocupação não se resume ao processo de transferência dos profissionais servidores, mas também às centenas de trabalhadores terceirizados que estão sendo dispensados. Isso para a economia dos dois estados é amplamente prejudicial", declarou Bruno Dantas, um dos diretores do Sindipetro.
Em comunicado oficial apresentado essa semana, a Petrobras informou que: "continua com a avaliação de alternativas à hibernação em conjunto com representantes dos governos e federações das indústrias dos estados de Sergipe e da Bahia e demais participantes dos grupos de trabalho, de modo que se faz necessário este tempo adicional para a conclusão da análise das alternativas à hibernação, desde que mantidos os níveis mínimos de rentabilidade. Dentre estas alternativas consta um possível processo de arrendamento das fábricas a terceiros". Para Bruno Dantas: "isso mostra o desejo de privatizar. Essa história de alternativas paralelas não passam de desculpas esfarrapadas para demitir trabalhadores e vender nosso património".

Milton Alves Júnior

Mesmo após enfren- tar uma série de rei- vindicações populares e sucessivos pedidos por parte de parlamentares eleitos pelos estados da Bahia e Sergipe, o Governo Federal informou que desde ontem Fábrica de Fertilizantes Hidrogenados (Fafen-BA/SE), estão com as atividades suspensas. Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA ao longo dos últimos dez meses, a decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação. Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Essa iniciativa foi oficializada no mês de março do ano passado, ainda durante o Governo do ex-presidente Michel Temer, e, agora, também defendido por Jair Messias Bolsonaro.
A Petrobras evita se pronunciar oficialmente sobre o assunto. No último dia 16 de janeiro a estatal lançou uma publicação no Diário Oficial da União, onde apresentou um prazo para a conclusão dos procedimentos de venda. Pelo cronograma administrativo da empresa, até o dia 22 de março as propostas de compra devem ser apresentadas. Para o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro), o termo hibernação tem sido utilizado na perspectiva de 'não transparecer à sociedade' que a principal empresa pública do país enfrenta um processo de privatização.
As fábricas instaladas em Sergipe e na Bahia possuíam potencial para empregar 1.500 trabalhadores e gerar cinco mil empregos indiretos. Juntas são responsáveis por 30% da produção de fertilizantes do país que importa 70% dela a fim de abastecer a produção nacional de alimentos. "Estão vendendo as nossas riquezas patrimoniais e utilizando um termo como forma de tentar ludibriar a população. Nossa preocupação não se resume ao processo de transferência dos profissionais servidores, mas também às centenas de trabalhadores terceirizados que estão sendo dispensados. Isso para a economia dos dois estados é amplamente prejudicial", declarou Bruno Dantas, um dos diretores do Sindipetro.
Em comunicado oficial apresentado essa semana, a Petrobras informou que: "continua com a avaliação de alternativas à hibernação em conjunto com representantes dos governos e federações das indústrias dos estados de Sergipe e da Bahia e demais participantes dos grupos de trabalho, de modo que se faz necessário este tempo adicional para a conclusão da análise das alternativas à hibernação, desde que mantidos os níveis mínimos de rentabilidade. Dentre estas alternativas consta um possível processo de arrendamento das fábricas a terceiros". Para Bruno Dantas: "isso mostra o desejo de privatizar. Essa história de alternativas paralelas não passam de desculpas esfarrapadas para demitir trabalhadores e vender nosso património".