Hospital da Zona Sul continua interditado

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O Hospital Fernando Franco (Zona Sul) continua interditado por falta de médicos
O Hospital Fernando Franco (Zona Sul) continua interditado por falta de médicos

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Publicada em 02/02/2019 às 16:08:00

 

Milton Alves Júnior
Às vésperas de com
pletar um mês de 
atendimento público suspenso, o Hospital de Pequeno Porte Desembargador Fernando Franco, no conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju, já contabiliza mais de 2.500 prontuários não protocolados. Interditando pelo Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), desde o dia 05 de janeiro, a unidade segue funcionando apenas para casos de urgência, e, para desespero dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), essa medida segue por tempo indeterminado. Atendendo a pedidos do Conselho de Medicina, na sexta-feira da semana passada, (25)a Prefeitura de Aracaju apresentou uma nova escala médica, mas até a manhã de ontem a interdição não havia sido suspensa.
A escala apresentada ao Cremese está composta por três profissionais a cada turno, e foi baseada na Resolução nº 2077/2014 do Conselho Federal de Medicina, que diz que _"para fins práticos, considerando um Serviço Hospitalar de Urgência e Emergência com 50.000 atendimentos anuais (?4.167 atendimentos/mês, ou ?139 atendimentos/dia, ou ?6 atendimentos/hora), excluídos pacientes graves atendidos na sala de reanimação, seriam necessários dois médicos por turno para o atendimento. O HPP Fernando Franco segue sendo monitorado ainda por integrantes do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren/SE).
Conforme previsto na Resolução de 2014 do Conselho Federal de Medicina, para ofertar atendimento regular de saúde aos usuários do sistema são necessários pelo menos dois médicos por turno para o atendimento em unidades de urgência e emergência que tenham 50 mil atendimentos anuais - com cerca de 4 mil por mês, ou 139 por dia, ou seis por hora -, excluídos pacientes graves atendidos na sala de reanimação. Enquanto os impasses administrativos permanecem sem solução, os atendimentos na unidade seguem travados e os pacientes necessitam se deslocar até o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), na expectativa de serem devidamente atendidos por profissionais da medicina.
Essa é a segunda vez que a unidade enfrenta uma interdição ética em menos de dois anos. Em 06 de setembro de 2017 durante uma vistoria coordenada pelo Coren os fiscais constataram diversas falhas e irregularidades na estrutura física, nas condições de atendimento à população e nas condições de trabalho dos enfermeiros. O principal problema apontado foi a falta de enfermeiros disponíveis para cada plantão, cujo total atual é insuficiente e provoca sobrecarga de trabalho aos demais profissionais. Também foram apontadas questões relativas à superlotação de pacientes e a falta de segurança para o trabalho dos enfermeiros e técnicos. A interdição vale até a resolução dos problemas apontados.
"O que me deixa realmente revoltado com a saúde dessa unidade é que realmente pouco, ou nada mudou desde a intervenção de 2017. Eu sou usuário do SUS; minha família é dependente do SUS. Outros postos de saúde sofrem os mesmos problemas, mas são mais pontuais. Esse daqui (Fernando Franco) deveria ser referência por ser o único realmente grande é capaz de atender os casos mais complicados de todos esses bairros da zona Sul. Infelizmente o que a gente vê diariamente é descaso", declarou o morador do bairro Farolândia, Monteiro Bispo.
Reabertura - Na manhã de ontem a Secretaria Municipal da Comunicação informou que a gestão permanecia aguardando a análise jurídica e a resposta oficial do Cremese sobre a possibilidade de reabertura do HPP zona Sul. Conforme previsto pela Secretaria Municipal da Saúde, a normalização das assistências deve ocorrer imediatamente após o Conselho de Medicina se posicionar favorável à medida.

Milton Alves Júnior

Às vésperas de com pletar um mês de  atendimento público suspenso, o Hospital de Pequeno Porte Desembargador Fernando Franco, no conjunto Augusto Franco, zona Sul de Aracaju, já contabiliza mais de 2.500 prontuários não protocolados. Interditando pelo Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), desde o dia 05 de janeiro, a unidade segue funcionando apenas para casos de urgência, e, para desespero dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), essa medida segue por tempo indeterminado. Atendendo a pedidos do Conselho de Medicina, na sexta-feira da semana passada, (25)a Prefeitura de Aracaju apresentou uma nova escala médica, mas até a manhã de ontem a interdição não havia sido suspensa.
A escala apresentada ao Cremese está composta por três profissionais a cada turno, e foi baseada na Resolução nº 2077/2014 do Conselho Federal de Medicina, que diz que _"para fins práticos, considerando um Serviço Hospitalar de Urgência e Emergência com 50.000 atendimentos anuais (?4.167 atendimentos/mês, ou ?139 atendimentos/dia, ou ?6 atendimentos/hora), excluídos pacientes graves atendidos na sala de reanimação, seriam necessários dois médicos por turno para o atendimento. O HPP Fernando Franco segue sendo monitorado ainda por integrantes do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren/SE).
Conforme previsto na Resolução de 2014 do Conselho Federal de Medicina, para ofertar atendimento regular de saúde aos usuários do sistema são necessários pelo menos dois médicos por turno para o atendimento em unidades de urgência e emergência que tenham 50 mil atendimentos anuais - com cerca de 4 mil por mês, ou 139 por dia, ou seis por hora -, excluídos pacientes graves atendidos na sala de reanimação. Enquanto os impasses administrativos permanecem sem solução, os atendimentos na unidade seguem travados e os pacientes necessitam se deslocar até o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), na expectativa de serem devidamente atendidos por profissionais da medicina.
Essa é a segunda vez que a unidade enfrenta uma interdição ética em menos de dois anos. Em 06 de setembro de 2017 durante uma vistoria coordenada pelo Coren os fiscais constataram diversas falhas e irregularidades na estrutura física, nas condições de atendimento à população e nas condições de trabalho dos enfermeiros. O principal problema apontado foi a falta de enfermeiros disponíveis para cada plantão, cujo total atual é insuficiente e provoca sobrecarga de trabalho aos demais profissionais. Também foram apontadas questões relativas à superlotação de pacientes e a falta de segurança para o trabalho dos enfermeiros e técnicos. A interdição vale até a resolução dos problemas apontados.
"O que me deixa realmente revoltado com a saúde dessa unidade é que realmente pouco, ou nada mudou desde a intervenção de 2017. Eu sou usuário do SUS; minha família é dependente do SUS. Outros postos de saúde sofrem os mesmos problemas, mas são mais pontuais. Esse daqui (Fernando Franco) deveria ser referência por ser o único realmente grande é capaz de atender os casos mais complicados de todos esses bairros da zona Sul. Infelizmente o que a gente vê diariamente é descaso", declarou o morador do bairro Farolândia, Monteiro Bispo.

Reabertura - Na manhã de ontem a Secretaria Municipal da Comunicação informou que a gestão permanecia aguardando a análise jurídica e a resposta oficial do Cremese sobre a possibilidade de reabertura do HPP zona Sul. Conforme previsto pela Secretaria Municipal da Saúde, a normalização das assistências deve ocorrer imediatamente após o Conselho de Medicina se posicionar favorável à medida.