Moradores denunciam vazamento de amônia na Fafen

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Publicada em 05/02/2019 às 05:26:00

 

Milton Alves Júnior
Com suspeitas de in-
toxicação, morado
res do Povoado Bom Jesus, no município sergipano de Laranjeiras, se dirigiram no último domingo, 03, para a Associação Beneficente Hospital São João de Deus, em busca de assistência médica especializada. Conforme relatos dos pacientes, durante o final de semana se depararam com ardência nos olhos e com grande dificuldade para respirar. A princípio, os moradores acreditavam que os sintomas surgiram a partir de um um suposto vazamento de amônia na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), subsidiária da Petrobras. Ao todo foram dez prontuários protocolados na unidade hospitalar. Por meio de nota a empresa estatal descartou possibilidade de vazamento.
De acordo com a Petrobras, após receber comunicados oficiais indicando possibilidade de vazamento e prejuízos à saúde de moradores próximos da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, de imediato uma equipe técnica se dirigiu à região, onde realizou medições no povoado. Em dois boletins emitidos pela manhã, e no final da tarde, a empresa alegou que não foram encontradas anormalidades. A companhia esclareceu ainda que a Fafen não é a única unidade industrial na região, e que nas próximas horas seguirá realizando novas medições e verificações em suas instalações como forma de manter a segurança das instalações, e, consequentemente, dos moradores.
"A princípio imaginei realmente que tenha sido um incômodo causado por algum vazamento causado pela Fafen, já que ela parou de funcionar e tudo isso começou a acontecer entre o final de tarde da sexta-feira e o domingo. Como estudo em Aracaju durante os finais de semana, eu não senti tanto quanto meu primo que foi uma das pessoas que tiveram que ir para o hospital", declarou Júlio Reis. Ao JORNAL DO DIA ele enalteceu a necessidade de a Petrobras, os demais grupos industriais em produção no munícipio e os órgãos de fiscalização intensifiquem, juntos, a operacionalidade das fábricas. O pedido tem como meta vetar qualquer possibilidade da recorrência dos fatos.
"É uma questão de ordem e de saúde pública, coletiva. Não nos importa de quem foi a culpa ou o que teria causado essa intoxicação. O fato é que muitas pessoas ficaram com os olhos ardendo, outras sem conseguir respirar naturalmente e outras foram obrigadas a se dirigir a uma unidade de saúde. Não sei de quem é a competência, Ministério Público Estadual, talvez, mas algum órgão precisa monitorar isso, e as empresas redobrarem os cuidados", relatou. A Petrobras informou que voltará a se manifestar sobre o assunto assim que o relatório da nova mediação tenha sido concluido.

Milton Alves Júnior

Com suspeitas de intoxicação, morado res do Povoado Bom Jesus, no município sergipano de Laranjeiras, se dirigiram no último domingo, 03, para a Associação Beneficente Hospital São João de Deus, em busca de assistência médica especializada. Conforme relatos dos pacientes, durante o final de semana se depararam com ardência nos olhos e com grande dificuldade para respirar. A princípio, os moradores acreditavam que os sintomas surgiram a partir de um um suposto vazamento de amônia na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), subsidiária da Petrobras. Ao todo foram dez prontuários protocolados na unidade hospitalar. Por meio de nota a empresa estatal descartou possibilidade de vazamento.
De acordo com a Petrobras, após receber comunicados oficiais indicando possibilidade de vazamento e prejuízos à saúde de moradores próximos da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, de imediato uma equipe técnica se dirigiu à região, onde realizou medições no povoado. Em dois boletins emitidos pela manhã, e no final da tarde, a empresa alegou que não foram encontradas anormalidades. A companhia esclareceu ainda que a Fafen não é a única unidade industrial na região, e que nas próximas horas seguirá realizando novas medições e verificações em suas instalações como forma de manter a segurança das instalações, e, consequentemente, dos moradores.
"A princípio imaginei realmente que tenha sido um incômodo causado por algum vazamento causado pela Fafen, já que ela parou de funcionar e tudo isso começou a acontecer entre o final de tarde da sexta-feira e o domingo. Como estudo em Aracaju durante os finais de semana, eu não senti tanto quanto meu primo que foi uma das pessoas que tiveram que ir para o hospital", declarou Júlio Reis. Ao JORNAL DO DIA ele enalteceu a necessidade de a Petrobras, os demais grupos industriais em produção no munícipio e os órgãos de fiscalização intensifiquem, juntos, a operacionalidade das fábricas. O pedido tem como meta vetar qualquer possibilidade da recorrência dos fatos.
"É uma questão de ordem e de saúde pública, coletiva. Não nos importa de quem foi a culpa ou o que teria causado essa intoxicação. O fato é que muitas pessoas ficaram com os olhos ardendo, outras sem conseguir respirar naturalmente e outras foram obrigadas a se dirigir a uma unidade de saúde. Não sei de quem é a competência, Ministério Público Estadual, talvez, mas algum órgão precisa monitorar isso, e as empresas redobrarem os cuidados", relatou. A Petrobras informou que voltará a se manifestar sobre o assunto assim que o relatório da nova mediação tenha sido concluido.