Após denúncias, moradores de residencial são recadastrados

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A AÇÃO DAS POLÍCIAS CIVIL, MILITAR E FEDERAL DUROU DOIS DIAS NO RESIDENCIAL MARCELO DÉDA, NA BARRA DOS COQUEIROS. MORADORES IRREGULARES SERÃO RETIRADOS
A AÇÃO DAS POLÍCIAS CIVIL, MILITAR E FEDERAL DUROU DOIS DIAS NO RESIDENCIAL MARCELO DÉDA, NA BARRA DOS COQUEIROS. MORADORES IRREGULARES SERÃO RETIRADOS

Aspecto da entrevista coletiva com delegados e procuradores
Aspecto da entrevista coletiva com delegados e procuradores

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Publicada em 06/02/2019 às 05:14:00

 

A denúncia de que apar-
tamentos do Residen-
cial Marcelo Déda, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju), estariam sento tomados à força e alugados por traficantes da região provocou o recadastramento de todos os moradores e proprietários dos 544 apartamentos e casas do conjunto, construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. A medida foi confirmada ontem à tarde, em uma entrevista coletiva concedida por representantes do Ministério Público Federal (MPF), da Prefeitura da Barra dos Coqueiros e das polícias Civil e Militar. 
Ontem, equipes de todos os órgãos, além da Polícia Federal, voltaram ao local e fizeram o recadastramento e a coleta de dados e documentos de todos os ocupantes dos apartamentos, além de seus proprietários. Esses documentos passarão a ser analisados por uma força-tarefa coordenada pelo procurador Ramiro Rockembach, do MPF. Este grupo vai verificar os moradores que estão corretamente no sistema e os que estão morando ilegalmente para que os verdadeiros donos das residências possam tomar posse dos imóveis. 
O levantamento preliminar apontou que, das 544 unidades habitacionais cadastradas, pelo menos 100 estão ocupadas indevidamente. O MPF vai enviar o relatório final para a Caixa Econômica Federal e pedir ampla agilidade para iniciar um processo de retomada e devolução das casas aos reais proprietários. O Residencial Marcelo Déda foi inaugurado no ano passado e construído para abrigar famílias carentes que moravam em más condições em comunidades pobres e invasões do município, como Canal do Guaxinim, Atalainha, Portelinha e Rio das Canas.
O recadastramento dos moradores é um desdobramento da operação policial deflagrada desta segunda-feira para cumprir nove mandados de busca e apreensão nas unidades habitacionais. Os mandados resultaram na apreensão de materiais ilícitos, drogas, armamentos e cartuchos, além de documentos. Houve ainda o cumprimento de dois mandados de prisão, contra pessoas envolvidas diretamente em crimes investigados pela polícia. Apesar da ligação de traficantes com a tomada dos apartamentos, os quais eram subalugados por R$ 300, o foco da operação foi a existência de fraudes no Programa Minha Casa Minha Vida, ou seja, a ocupação irregular de apartamentos e casas do programa, cujo aluguel, arrendamento ou venda é proibido aos contemplados pelo programa federal. 
Na primeira etapa da operação, a Polícia Civil, coordenada pela delegada Daniele Garcia, da 11ª Delegacia Metropolitana (11ª DM), solicitou a busca e apreensão nos apartamentos para garantir que o tráfico de drogas não interferisse na segunda etapa do recadastramento. Foi informado que havia depósito de drogas, armamentos e munição. Os mandados foram cumpridos na segunda-feira, quando foram flagradas diversas situações de moradores que não eram os reais proprietários dos imóveis, e sim pessoas que tinham feito o aluguel dessas residências.
"Alguns dos reais proprietários teriam sido expulsos por presidiários que se encontram no sistema prisional. Eles expulsaram as famílias das casas e alugaram para ganhar dinheiro em cima dessas pessoas. Então a gente fez esse primeiro trabalho, de levantamento, de cumprimento de mandados e buscas. E nesta terça-feira, foi feito o recadastramento. Agora a gente tem trabalho demais para fazer porque o desdobramento de uma operação como essa tem que selecionar cada caso que vai demandar a instauração de um inquérito.", completou Daniele. As buscas da primeira etapa foram cumpridas em conjunto pelas polícias Civil e Militar. 
Ontem, as duas polícias ganharam o apoio de equipes do MPF, da Polícia Federal e da Prefeitura da Barra. Nesta etapa, a PM fez o papel de garantia do poder dos outros órgãos envolvidos, para que tivessem liberdade para poder atuar e fazer o cadastramento no conjunto Marcelo Déda. O major Mateus Soares, da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (2ª CIPM), comentou a participação dos militares na operação. "Já vinha sendo feita uma operação conjunta com a PC e PM onde foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisões que resultaram em duas prisões, apreensão de materiais ilícitos, drogas, armamento, cartucho, e na terça feira foi uma operação que contou também com todos os outros órgãos.", explicou. 
Ramiro Rockenbach explica a atuação do MPF. "Foi uma operação necessária pois identificamos três fatores na Barra dos Coqueiros. Primeiro que a ocupação e áreas ambientalmente sensíveis em sua maioria por pessoas necessitadas, nós precisamos retirar essas pessoas dessas áreas. Para retira-las é necessário que haja moradias para elas. Aí vem o segundo problema, o déficit habitacional é grande. Sergipe é estimado que no estado todo exista 60 a 80 mil moradias e ocorre de quando se consegue a construção de conjuntos habitacionais como o Marcelo Déda que foi o objeto dessa operação nos infelizmente temos essas comercializações indevidas das moradias, os chamados contratos de gaveta."

A denúncia de que apartamentos do Residencial Marcelo Déda, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju), estariam sento tomados à força e alugados por traficantes da região provocou o recadastramento de todos os moradores e proprietários dos 544 apartamentos e casas do conjunto, construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. A medida foi confirmada ontem à tarde, em uma entrevista coletiva concedida por representantes do Ministério Público Federal (MPF), da Prefeitura da Barra dos Coqueiros e das polícias Civil e Militar. 
Ontem, equipes de todos os órgãos, além da Polícia Federal, voltaram ao local e fizeram o recadastramento e a coleta de dados e documentos de todos os ocupantes dos apartamentos, além de seus proprietários. Esses documentos passarão a ser analisados por uma força-tarefa coordenada pelo procurador Ramiro Rockembach, do MPF. Este grupo vai verificar os moradores que estão corretamente no sistema e os que estão morando ilegalmente para que os verdadeiros donos das residências possam tomar posse dos imóveis. 
O levantamento preliminar apontou que, das 544 unidades habitacionais cadastradas, pelo menos 100 estão ocupadas indevidamente. O MPF vai enviar o relatório final para a Caixa Econômica Federal e pedir ampla agilidade para iniciar um processo de retomada e devolução das casas aos reais proprietários. O Residencial Marcelo Déda foi inaugurado no ano passado e construído para abrigar famílias carentes que moravam em más condições em comunidades pobres e invasões do município, como Canal do Guaxinim, Atalainha, Portelinha e Rio das Canas.
O recadastramento dos moradores é um desdobramento da operação policial deflagrada desta segunda-feira para cumprir nove mandados de busca e apreensão nas unidades habitacionais. Os mandados resultaram na apreensão de materiais ilícitos, drogas, armamentos e cartuchos, além de documentos. Houve ainda o cumprimento de dois mandados de prisão, contra pessoas envolvidas diretamente em crimes investigados pela polícia. Apesar da ligação de traficantes com a tomada dos apartamentos, os quais eram subalugados por R$ 300, o foco da operação foi a existência de fraudes no Programa Minha Casa Minha Vida, ou seja, a ocupação irregular de apartamentos e casas do programa, cujo aluguel, arrendamento ou venda é proibido aos contemplados pelo programa federal. 
Na primeira etapa da operação, a Polícia Civil, coordenada pela delegada Daniele Garcia, da 11ª Delegacia Metropolitana (11ª DM), solicitou a busca e apreensão nos apartamentos para garantir que o tráfico de drogas não interferisse na segunda etapa do recadastramento. Foi informado que havia depósito de drogas, armamentos e munição. Os mandados foram cumpridos na segunda-feira, quando foram flagradas diversas situações de moradores que não eram os reais proprietários dos imóveis, e sim pessoas que tinham feito o aluguel dessas residências.
"Alguns dos reais proprietários teriam sido expulsos por presidiários que se encontram no sistema prisional. Eles expulsaram as famílias das casas e alugaram para ganhar dinheiro em cima dessas pessoas. Então a gente fez esse primeiro trabalho, de levantamento, de cumprimento de mandados e buscas. E nesta terça-feira, foi feito o recadastramento. Agora a gente tem trabalho demais para fazer porque o desdobramento de uma operação como essa tem que selecionar cada caso que vai demandar a instauração de um inquérito.", completou Daniele. As buscas da primeira etapa foram cumpridas em conjunto pelas polícias Civil e Militar. 
Ontem, as duas polícias ganharam o apoio de equipes do MPF, da Polícia Federal e da Prefeitura da Barra. Nesta etapa, a PM fez o papel de garantia do poder dos outros órgãos envolvidos, para que tivessem liberdade para poder atuar e fazer o cadastramento no conjunto Marcelo Déda. O major Mateus Soares, da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (2ª CIPM), comentou a participação dos militares na operação. "Já vinha sendo feita uma operação conjunta com a PC e PM onde foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisões que resultaram em duas prisões, apreensão de materiais ilícitos, drogas, armamento, cartucho, e na terça feira foi uma operação que contou também com todos os outros órgãos.", explicou. 
Ramiro Rockenbach explica a atuação do MPF. "Foi uma operação necessária pois identificamos três fatores na Barra dos Coqueiros. Primeiro que a ocupação e áreas ambientalmente sensíveis em sua maioria por pessoas necessitadas, nós precisamos retirar essas pessoas dessas áreas. Para retira-las é necessário que haja moradias para elas. Aí vem o segundo problema, o déficit habitacional é grande. Sergipe é estimado que no estado todo exista 60 a 80 mil moradias e ocorre de quando se consegue a construção de conjuntos habitacionais como o Marcelo Déda que foi o objeto dessa operação nos infelizmente temos essas comercializações indevidas das moradias, os chamados contratos de gaveta."