A esperança cristã

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Publicada em 07/02/2019 às 06:31:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
Hoje vou transcrever, com alguns 
poucos comentários, trechos do 
ciclo de catequeses do Papa Francisco de 2017, sobre o tema da esperança, que ele começa chamando "a virtude dos pequeninos". Penso que falar de esperança num tempo de tantas desesperanças é sempre oportuno.
Diz ele: "O tema da esperança cristã é muito importante porque a esperança não desilude como o otimismo. Precisamos muito dela nesta época que parece obscura, na qual nos sentimos perdidos diante do mal e da violência que nos circundam. Perdemos o otimismo".
Estas palavras do Pontífice têm hoje para nós significado especial, diante de tantos horrores que estamos presenciando. "Mas, - continua Papa Francisco - não podemos deixar que a esperança nos abandone, pois, com o seu amor, Deus caminha ao nosso lado. Espero, podemos dizer, pois Deus caminha comigo. Caminha e leva-me pela mão. Deus não nos deixa sós. O Senhor Jesus venceu o mal, abrindo-nos a senda da vida".
Mais adiante, diz o Pontífice: "Quando estamos na escuridão, nas dificuldades, não sorrimos, e é precisamente a esperança que nos ensina a sorrir para encontrar o caminho que conduz a Deus. Uma das primeiras coisas que acontecem com as pessoas que se desligam de Deus é que deixam de sorrir. Talvez sejam capazes de dar uma gargalhada ao ouvir uma piada, uma risada… mas falta o sorriso! Só a esperança suscita o sorriso: é o sorriso da esperança de encontrar Deus. A vida é muitas vezes um deserto, é difícil caminhar na vida, mas se nos confiamos a Deus, ela pode tornar-se bonita e ampla como uma rodovia".
Bela esta comparação de Francisco, que apresenta a vida com esperança como uma estrada fácil de ser percorrida, ao contrário da vida com desespero, que é como caminhar entre espinhos e pedras. "É suficiente, continua ele, nunca perder a esperança, continuar a crer sempre, não obstante tudo. Quando nos encontramos diante de uma criança, talvez possamos ter muitos problemas e dificuldades, mas o sorriso vem-nos de dentro, porque estamos diante da esperança. A criança é uma esperança! São eles, os pequeninos com Deus, com Jesus, que transformam o deserto do exílio, da solidão desesperada e do sofrimento numa vereda direta, na qual caminhar ao encontro do Senhor. Vamos ao ponto, prossegue Francisco: deixemos que as crianças nos ensinem a esperança".
E, concluindo, o Papa ensina algo muito atual para o Brasil de hoje: "Duas realidades estreitamente ligadas:
1.ª) a corrupção é o aspecto negativo a debelar, começando pela consciência pessoal e atentos aos espaços da vida civil;
2.ª) os direitos humanos são o aspecto positivo a promover com decisão sempre renovada, para que ninguém seja excluído do reconhecimento efetivo dos direitos fundamentais da pessoa humana".
Que os sábios ensinamentos do Bispo de Roma tenham acolhida real e eficaz na vida pública brasileira. É o que esperamos para este novo ano, neste começo do seu segundo mês.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.com.br

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB

Hoje vou transcrever, com alguns  poucos comentários, trechos do  ciclo de catequeses do Papa Francisco de 2017, sobre o tema da esperança, que ele começa chamando "a virtude dos pequeninos". Penso que falar de esperança num tempo de tantas desesperanças é sempre oportuno.
Diz ele: "O tema da esperança cristã é muito importante porque a esperança não desilude como o otimismo. Precisamos muito dela nesta época que parece obscura, na qual nos sentimos perdidos diante do mal e da violência que nos circundam. Perdemos o otimismo".
Estas palavras do Pontífice têm hoje para nós significado especial, diante de tantos horrores que estamos presenciando. "Mas, - continua Papa Francisco - não podemos deixar que a esperança nos abandone, pois, com o seu amor, Deus caminha ao nosso lado. Espero, podemos dizer, pois Deus caminha comigo. Caminha e leva-me pela mão. Deus não nos deixa sós. O Senhor Jesus venceu o mal, abrindo-nos a senda da vida".
Mais adiante, diz o Pontífice: "Quando estamos na escuridão, nas dificuldades, não sorrimos, e é precisamente a esperança que nos ensina a sorrir para encontrar o caminho que conduz a Deus. Uma das primeiras coisas que acontecem com as pessoas que se desligam de Deus é que deixam de sorrir. Talvez sejam capazes de dar uma gargalhada ao ouvir uma piada, uma risada… mas falta o sorriso! Só a esperança suscita o sorriso: é o sorriso da esperança de encontrar Deus. A vida é muitas vezes um deserto, é difícil caminhar na vida, mas se nos confiamos a Deus, ela pode tornar-se bonita e ampla como uma rodovia".
Bela esta comparação de Francisco, que apresenta a vida com esperança como uma estrada fácil de ser percorrida, ao contrário da vida com desespero, que é como caminhar entre espinhos e pedras. "É suficiente, continua ele, nunca perder a esperança, continuar a crer sempre, não obstante tudo. Quando nos encontramos diante de uma criança, talvez possamos ter muitos problemas e dificuldades, mas o sorriso vem-nos de dentro, porque estamos diante da esperança. A criança é uma esperança! São eles, os pequeninos com Deus, com Jesus, que transformam o deserto do exílio, da solidão desesperada e do sofrimento numa vereda direta, na qual caminhar ao encontro do Senhor. Vamos ao ponto, prossegue Francisco: deixemos que as crianças nos ensinem a esperança".
E, concluindo, o Papa ensina algo muito atual para o Brasil de hoje: "Duas realidades estreitamente ligadas:
1.ª) a corrupção é o aspecto negativo a debelar, começando pela consciência pessoal e atentos aos espaços da vida civil;
2.ª) os direitos humanos são o aspecto positivo a promover com decisão sempre renovada, para que ninguém seja excluído do reconhecimento efetivo dos direitos fundamentais da pessoa humana".
Que os sábios ensinamentos do Bispo de Roma tenham acolhida real e eficaz na vida pública brasileira. É o que esperamos para este novo ano, neste começo do seu segundo mês.

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.com.br