O fim do Mais Médicos

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Publicada em 07/02/2019 às 06:34:00

 

O governo Jair Bolsonaro está determinado a dar fim ao programa Mais Médicos, indiferente a todos os seus erros e acertos. Trata-se de uma ideia fixa, formulada sob nítida orientação ideológica. Embora acuse os adversários de subordinar o interesse público à doutrinação política, o presidente promove uma verdadeira caça às bruxas. Não há iniciativa, procedimento ou norma regulamentada nos anos do Partido dos Trabalhadores, por mais bem sucedida que seja, a salvo de veto.
Ainda que o programa Mais Médicos tenha se provado um sucesso, levando os profissionais de saúde aos cantos mais remotos e carentes do Brasil, Bolsonaro jamais daria continuidade a um projeto identificado com os seus adversários. A alegada preocupação humanitária com os milhares de médicos cubanos dispostos a suar o jaleco no fim do mundo, supostos escravos, nunca passou de política rasteira.
Assim, o Governo Federal já trabalha na elaboração de uma alternativa ao programa, capaz de carregar a marca da nova gestão, Brasil profundo a dentro. A primeira ideia aventada é a criação de um plano de carreira mais atrativo para os profissionais com ânimo de conhecer a dura realidade dos deserdados da sorte. Se vai sair do papel, se vai ter o poder de vencer o apreço à comodidade dos médicos brasileiros, aferrados às capitais, ninguém sabe.
Entre todas as críticas dirigidas ao programa Mais Médicos, a única que possui algum fundamento lamenta que a presença de profissionais médicos não dê conta das carências estruturais e físicas do Sistema Único de Saúde. Uma meia verdade, como acabou sendo provado. Às vezes, quem foi atendido bem sabe, um olhar atencioso pode fazer toda a diferença do mundo.

O governo Jair Bolsonaro está determinado a dar fim ao programa Mais Médicos, indiferente a todos os seus erros e acertos. Trata-se de uma ideia fixa, formulada sob nítida orientação ideológica. Embora acuse os adversários de subordinar o interesse público à doutrinação política, o presidente promove uma verdadeira caça às bruxas. Não há iniciativa, procedimento ou norma regulamentada nos anos do Partido dos Trabalhadores, por mais bem sucedida que seja, a salvo de veto.
Ainda que o programa Mais Médicos tenha se provado um sucesso, levando os profissionais de saúde aos cantos mais remotos e carentes do Brasil, Bolsonaro jamais daria continuidade a um projeto identificado com os seus adversários. A alegada preocupação humanitária com os milhares de médicos cubanos dispostos a suar o jaleco no fim do mundo, supostos escravos, nunca passou de política rasteira.
Assim, o Governo Federal já trabalha na elaboração de uma alternativa ao programa, capaz de carregar a marca da nova gestão, Brasil profundo a dentro. A primeira ideia aventada é a criação de um plano de carreira mais atrativo para os profissionais com ânimo de conhecer a dura realidade dos deserdados da sorte. Se vai sair do papel, se vai ter o poder de vencer o apreço à comodidade dos médicos brasileiros, aferrados às capitais, ninguém sabe.
Entre todas as críticas dirigidas ao programa Mais Médicos, a única que possui algum fundamento lamenta que a presença de profissionais médicos não dê conta das carências estruturais e físicas do Sistema Único de Saúde. Uma meia verdade, como acabou sendo provado. Às vezes, quem foi atendido bem sabe, um olhar atencioso pode fazer toda a diferença do mundo.