Na pele do tambor

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Fazendo história com as palmas das mãos
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Publicada em 07/02/2019 às 06:45:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br 
Há algo de primitivo 
no apelo de um 
tambor. Foi atraído pelo chamado ancestral e uma pontinha da curiosidade mais vulgar que pisei uma vez no chão sagrado de um terreiro. Havia, sim, alguma magia no ar, a beleza ritual de uma comunhão festiva com o mistério. Mulheres em saias vermelhas de ciganas bebiam e dançavam possuídas pela graça, um espetáculo de línguas estranhas, adivinhações, súplicas e sentido. Tudo impressionava, tudo vibrava, mas eu pouco vi do culto. A música dos atabaques ecoava sem descanso. Ali, eu era todo ouvidos.
É mais ou menos essa a promessa guardada nas apresentações do grupo Burundanga Percussivo, agora dedicado a uma série de ensaios no mais praieiro de todos os bares da cidade, o sempre bem freqüentado Bar Paraty. Embora a intenção seja outra, mais imediata e mundana, a reunião promovida pelo maestro Pedro Mendonça terá sempre um dado de resgate. Basta um comando e os tambores quase sempre calados da gente sergipana transbordam em sopapos de alegria, até onde eu sei a única surra que o lombo cansado do povo gosta.
O maestro Pedro Mendonça escreve assim, com a palma das mãos, mais um belo capítulo da música Serigy. Depois de colaborar com artistas e projetos diversos, notadamente o grupo Membrana o terceto instrumental Café Pequeno, coloca agora a percussão no centro do palco, sob aplausos e holofotes. A oportunidade não poderia ser mais feliz. O pulso forte, a marcação cerrada, o acento expansivo, honram a nossa vocação cultural para a festa.
Fé e farra, cultura e religiosidade. O leitor mais rigoroso talvez torça o nariz para os imperativos aparentes na página. Nada mais equivocado. Na pele do tambor, convivem todos os opostos. Daí a comunicação sem reservas, imediata.
Ensaios de Verão do Burundanga com Bento Adami e Convidados:
10, 17 e 24 de fevereiro, às 13 horas, no Paraty (Rodovia José Sarney).

Há algo de primitivo  no apelo de um  tambor. Foi atraído pelo chamado ancestral e uma pontinha da curiosidade mais vulgar que pisei uma vez no chão sagrado de um terreiro. Havia, sim, alguma magia no ar, a beleza ritual de uma comunhão festiva com o mistério. Mulheres em saias vermelhas de ciganas bebiam e dançavam possuídas pela graça, um espetáculo de línguas estranhas, adivinhações, súplicas e sentido. Tudo impressionava, tudo vibrava, mas eu pouco vi do culto. A música dos atabaques ecoava sem descanso. Ali, eu era todo ouvidos.
É mais ou menos essa a promessa guardada nas apresentações do grupo Burundanga Percussivo, agora dedicado a uma série de ensaios no mais praieiro de todos os bares da cidade, o sempre bem freqüentado Bar Paraty. Embora a intenção seja outra, mais imediata e mundana, a reunião promovida pelo maestro Pedro Mendonça terá sempre um dado de resgate. Basta um comando e os tambores quase sempre calados da gente sergipana transbordam em sopapos de alegria, até onde eu sei a única surra que o lombo cansado do povo gosta.
O maestro Pedro Mendonça escreve assim, com a palma das mãos, mais um belo capítulo da música Serigy. Depois de colaborar com artistas e projetos diversos, notadamente o grupo Membrana o terceto instrumental Café Pequeno, coloca agora a percussão no centro do palco, sob aplausos e holofotes. A oportunidade não poderia ser mais feliz. O pulso forte, a marcação cerrada, o acento expansivo, honram a nossa vocação cultural para a festa.
Fé e farra, cultura e religiosidade. O leitor mais rigoroso talvez torça o nariz para os imperativos aparentes na página. Nada mais equivocado. Na pele do tambor, convivem todos os opostos. Daí a comunicação sem reservas, imediata.
Ensaios de Verão do Burundanga com Bento Adami e Convidados:
10, 17 e 24 de fevereiro, às 13 horas, no Paraty (Rodovia José Sarney).