A sina boa dos Baggios

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Prontos para enfrentar o velho mundo
Prontos para enfrentar o velho mundo

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Publicada em 09/02/2019 às 06:05:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Há uns bons dez 
anos, o guitarrista 
Julio Andrade chegou em minha casa - uma quitinete abafada, pendurada no trecho mais feio da Rua Propriá - para jogar conversa fora e arrematar mais de uma hora de latim de forma magistral, concluindo que "Blues é coisa de fodido". 
O menino de então estava ainda muito longe de gozar a moral de agora, não possuía mais do que seis cordas enferrujadas para esfolar os dedos em composições inspiradas pela experiência tacanha de todos os dias, mas transbordava confiança no próprio taco. Era como se as dificuldades impostas pelo horizonte limitado da aldeia atendessem ao propósito de sublinhar cada conquista. E elas não tardaram. A cada novo EP lançado, os Baggios chegavam mais longe.
Hoje, às vésperas de encarar um rolê nas Oropa, com o maior produto de exportação da aldeia Serigy embaixo do braço, Julio Andrade não tem motivos para arrependimento. Os discos gravados até agora lhe permitiram reivindicar o seu lugar no mundo. O show desta noite, no palco do Che Music Bar, tem gosto de vitória e celebração., com guitarras no talo
Assim, importa repetir as palavras publicadas nesta mesma página, há quase dez anos, quando a banda lançou o EP 'O azar me consome' (2010), as únicas adequadas para traduzir o momento: A essa altura do campeonato, os Baggios não precisam provar mais nada a seu ninguém.
Os registros já conhecidos e a pegada Mississipi presente nas aparições do trio - a banda chegou a sua melhor formação, com a colaboração luxuosa de Grabriel Perninha e Rafael Ramos -, são mais do que suficientes para legitimar as conquistas acumuladas em tão curto espaço de tempo. Como demonstra a nova empreitada, no entanto, os caras estão cientes de que o mundo é grande e querem mais é correr trecho e enfrentar perigo. Afinal de contas, como cantava Raul Seixas: Tem tanta estrela por aí...
The Baggios + Anne Carol e os Afrodrums:
09 de fevereiro, às 23 horas, no Che Music Bar (Farolândia).

Há uns bons dez  anos, o guitarrista  Julio Andrade chegou em minha casa - uma quitinete abafada, pendurada no trecho mais feio da Rua Propriá - para jogar conversa fora e arrematar mais de uma hora de latim de forma magistral, concluindo que "Blues é coisa de fodido". 
O menino de então estava ainda muito longe de gozar a moral de agora, não possuía mais do que seis cordas enferrujadas para esfolar os dedos em composições inspiradas pela experiência tacanha de todos os dias, mas transbordava confiança no próprio taco. Era como se as dificuldades impostas pelo horizonte limitado da aldeia atendessem ao propósito de sublinhar cada conquista. E elas não tardaram. A cada novo EP lançado, os Baggios chegavam mais longe.
Hoje, às vésperas de encarar um rolê nas Oropa, com o maior produto de exportação da aldeia Serigy embaixo do braço, Julio Andrade não tem motivos para arrependimento. Os discos gravados até agora lhe permitiram reivindicar o seu lugar no mundo. O show desta noite, no palco do Che Music Bar, tem gosto de vitória e celebração., com guitarras no talo
Assim, importa repetir as palavras publicadas nesta mesma página, há quase dez anos, quando a banda lançou o EP 'O azar me consome' (2010), as únicas adequadas para traduzir o momento: A essa altura do campeonato, os Baggios não precisam provar mais nada a seu ninguém.
Os registros já conhecidos e a pegada Mississipi presente nas aparições do trio - a banda chegou a sua melhor formação, com a colaboração luxuosa de Grabriel Perninha e Rafael Ramos -, são mais do que suficientes para legitimar as conquistas acumuladas em tão curto espaço de tempo. Como demonstra a nova empreitada, no entanto, os caras estão cientes de que o mundo é grande e querem mais é correr trecho e enfrentar perigo. Afinal de contas, como cantava Raul Seixas: Tem tanta estrela por aí...
The Baggios + Anne Carol e os Afrodrums:
09 de fevereiro, às 23 horas, no Che Music Bar (Farolândia).