Padre gera polêmica ao criticar fieis pobres

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Publicada em 09/02/2019 às 06:24:00

 

Uma missa celebrada pelo padre Givaldo Rocha de Santana tem gerado polêmica entre os fiéis da Igreja Católica. O fato aconteceu ainda no mês passado, em praça pública na cidade de Santana do Mundaú, Zona da Mata de Alagoas, quando o celebrante declarou que pobre é "raça miserável de lidar". Um vídeo comprovando as declarações foi divulgado pelas redes sociais da própria Paróquia Senhora Sant'Ana. A sequência das imagens mostra o padre reclamando com fiéis em virtude de uma possível desorganização de uma procissão que era realizada durante as festividades em comemoração à padroeira da cidade alagoana. Givaldo Rocha é apontado como padre atuante no município sergipano de Propriá.
No arquivo publicado é possível se deparar com a seguinte indagação: "eu costumo dizer que a igreja fez a evangélica opção preferencial pelos pobres, mas pense numa raça miserável de lidar, é pobre. Com todo o respeito. Eu digo a vocês, são vocês, os pobres, que mantêm a igreja, mas quando eu digo pobre é, sobretudo, aqueles que querem somente se beneficiar. É uma vergonha! Nunca vi uma procissão tão mal organizada por causa da teimosia dos filhos de Santana do Mundaú e dos visitantes. A desorganização começa pelos filhos de Santana do Mundaú que prometem uma coisa e não cumprem".
Diante da polêmica e desgaste social entre a igreja e os fiéis, a Arquidiocese de Maceió comunicou que o padre Givaldo Rocha de Santana de fato exercia a função de administrador paroquial na Paróquia Senhora Sant'Ana, porém, não é incardinado no Clero da Arquidiocese de Maceió. Portanto, o sacerdote estava no território arquidiocesano em experiência pastoral. Dentro da perspectiva de minimizar os conflitos, por ordem do Arcebispo Metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, a decisão é que no final deste mês de fevereiro o padre retorne à sua diocese de origem, justamente na cidade de Propriá.
Na manhã de ontem o JORNAL DO DIA entrou em contato com a Arquidiocese de Aracaju para falar sobre o assunto, mas a informação atribuída é que, por questões éticas, apenas a Arquidiocese de Propriá deve se manifestar oficialmente. Por telefone a diocese do município sergipano declarou que possui informações extraoficiais sobre o caso, mas apenas o Dom Vitor Agnaldo Menezes - que está afastado desde a última quarta-feira, 06, deve se pronunciar sobre a polêmica. O JD foi informado ainda que até o final da tarde de ontem nenhum documento oficial emitido pela Arquidiocese de Maceió foi protocolado na diocese de origem do padre Givaldo Rocha.
Na tarde de ontem voltamos a buscar depoimento junto ao dom arcebispo de Propriá sobre o assunto, mas não conseguimos contatá-lo. (Milton Alves Júnior)

Uma missa celebrada pelo padre Givaldo Rocha de Santana tem gerado polêmica entre os fiéis da Igreja Católica. O fato aconteceu ainda no mês passado, em praça pública na cidade de Santana do Mundaú, Zona da Mata de Alagoas, quando o celebrante declarou que pobre é "raça miserável de lidar". Um vídeo comprovando as declarações foi divulgado pelas redes sociais da própria Paróquia Senhora Sant'Ana. A sequência das imagens mostra o padre reclamando com fiéis em virtude de uma possível desorganização de uma procissão que era realizada durante as festividades em comemoração à padroeira da cidade alagoana. Givaldo Rocha é apontado como padre atuante no município sergipano de Propriá.
No arquivo publicado é possível se deparar com a seguinte indagação: "eu costumo dizer que a igreja fez a evangélica opção preferencial pelos pobres, mas pense numa raça miserável de lidar, é pobre. Com todo o respeito. Eu digo a vocês, são vocês, os pobres, que mantêm a igreja, mas quando eu digo pobre é, sobretudo, aqueles que querem somente se beneficiar. É uma vergonha! Nunca vi uma procissão tão mal organizada por causa da teimosia dos filhos de Santana do Mundaú e dos visitantes. A desorganização começa pelos filhos de Santana do Mundaú que prometem uma coisa e não cumprem".
Diante da polêmica e desgaste social entre a igreja e os fiéis, a Arquidiocese de Maceió comunicou que o padre Givaldo Rocha de Santana de fato exercia a função de administrador paroquial na Paróquia Senhora Sant'Ana, porém, não é incardinado no Clero da Arquidiocese de Maceió. Portanto, o sacerdote estava no território arquidiocesano em experiência pastoral. Dentro da perspectiva de minimizar os conflitos, por ordem do Arcebispo Metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, a decisão é que no final deste mês de fevereiro o padre retorne à sua diocese de origem, justamente na cidade de Propriá.
Na manhã de ontem o JORNAL DO DIA entrou em contato com a Arquidiocese de Aracaju para falar sobre o assunto, mas a informação atribuída é que, por questões éticas, apenas a Arquidiocese de Propriá deve se manifestar oficialmente. Por telefone a diocese do município sergipano declarou que possui informações extraoficiais sobre o caso, mas apenas o Dom Vitor Agnaldo Menezes - que está afastado desde a última quarta-feira, 06, deve se pronunciar sobre a polêmica. O JD foi informado ainda que até o final da tarde de ontem nenhum documento oficial emitido pela Arquidiocese de Maceió foi protocolado na diocese de origem do padre Givaldo Rocha.
Na tarde de ontem voltamos a buscar depoimento junto ao dom arcebispo de Propriá sobre o assunto, mas não conseguimos contatá-lo. (Milton Alves Júnior)