Postos estão sem cadernetas de vacinação

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Usuários estão comprando as cadernetas de vacinação pela internet
Usuários estão comprando as cadernetas de vacinação pela internet

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Publicada em 09/02/2019 às 06:27:00

 

Milton Alves Júnior
Usuários do setor de 
pediatria do Siste
ma Único de Saúde ofertado pela Prefeitura de Aracaju têm se queixado da sucessiva ausência de cadernetas de vacinas gratuitamente distribuídas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em todas as 42 unidades em funcionamento na capital sergipana. De acordo com os denunciantes, desde o mês de julho do ano passado as UPAs estão oferecendo apenas papéis improvisamos enquanto o estoque não é reabastecido pelo poder público municipal. Há quem afirme - e esse é o caso da funcionária pública Eveline Góis, de 32 anos -, que esse problema está prestes a completar um ano. A denunciante garantiu ao JORNAL DO DIA que desde maio aguardava receber a caderneta, mas cansou.
"Estive gestante até o mês de maio do ano passado, quando minha filha nasceu no dia 12. Saiu da maternidade com as devidas vacinas já aplicadas, mas as demais foram em postos de saúde porque sei que são as mesmas da rede particular e não existe muita burocracia para aplicá-las. O que me chama a atenção é que desde maio essas cadernetas já não estavam mais disponíveis. Rodei muito e até dezembro não havia achado. O jeito foi comprar uma pela internet", lamentou. Eveline disse ter solicitado a caderneta nas unidades: Centro de Saúde Ávila Nabuco, no conjunto Médico; Posto Sinhazinha, bairro Grageru; e no Centro de Saúde Geraldo Magela, bairro Orlando Dantas.
A busca se estendeu ainda para os hospitais municipais de pequeno porte Nestor Piva e Fernando Franco, zona Norte e Sul de Aracaju, respectivamente. Quanto à aquisição do material pela internet, ela declarou ter se impressionado com a própria caderneta pública sendo comercializada ilegalmente em uma página nacional de compra e venda de produtos. "Nas unidades não tem para distribuir, mas na internet tem. Vá entender como um produto de direito do povo é vendido livremente pela internet enquanto segue indisponível nos postos. Por ser totalmente contra essa medida, eu optei por comprar um material personalizado, mais caro, porém produzido por uma pessoa honesta", afirmou.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a falta do material é de conhecimento da administração pública de Aracaju, e ressaltou que a normalização do fornecimento já foi solicitada para ser distribuído com todas as unidades. Apesar dos esforços, a prefeitura disse não possuir perspectivas de quando os produtos serão finalmente entregues à SMS para em seguida serem repassados aos usuários do SUS. No final da manhã de ontem o JD esteve na Ávila Nabuco, uma das unidades procuradas por Eveline Góis. Os funcionários optaram por não conceder entrevistas oficiais, mas confirmaram que o produto segue indisponível há quase um ano.

Milton Alves Júnior

Usuários do setor de  pediatria do Siste ma Único de Saúde ofertado pela Prefeitura de Aracaju têm se queixado da sucessiva ausência de cadernetas de vacinas gratuitamente distribuídas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em todas as 42 unidades em funcionamento na capital sergipana. De acordo com os denunciantes, desde o mês de julho do ano passado as UPAs estão oferecendo apenas papéis improvisamos enquanto o estoque não é reabastecido pelo poder público municipal. Há quem afirme - e esse é o caso da funcionária pública Eveline Góis, de 32 anos -, que esse problema está prestes a completar um ano. A denunciante garantiu ao JORNAL DO DIA que desde maio aguardava receber a caderneta, mas cansou.
"Estive gestante até o mês de maio do ano passado, quando minha filha nasceu no dia 12. Saiu da maternidade com as devidas vacinas já aplicadas, mas as demais foram em postos de saúde porque sei que são as mesmas da rede particular e não existe muita burocracia para aplicá-las. O que me chama a atenção é que desde maio essas cadernetas já não estavam mais disponíveis. Rodei muito e até dezembro não havia achado. O jeito foi comprar uma pela internet", lamentou. Eveline disse ter solicitado a caderneta nas unidades: Centro de Saúde Ávila Nabuco, no conjunto Médico; Posto Sinhazinha, bairro Grageru; e no Centro de Saúde Geraldo Magela, bairro Orlando Dantas.
A busca se estendeu ainda para os hospitais municipais de pequeno porte Nestor Piva e Fernando Franco, zona Norte e Sul de Aracaju, respectivamente. Quanto à aquisição do material pela internet, ela declarou ter se impressionado com a própria caderneta pública sendo comercializada ilegalmente em uma página nacional de compra e venda de produtos. "Nas unidades não tem para distribuir, mas na internet tem. Vá entender como um produto de direito do povo é vendido livremente pela internet enquanto segue indisponível nos postos. Por ser totalmente contra essa medida, eu optei por comprar um material personalizado, mais caro, porém produzido por uma pessoa honesta", afirmou.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a falta do material é de conhecimento da administração pública de Aracaju, e ressaltou que a normalização do fornecimento já foi solicitada para ser distribuído com todas as unidades. Apesar dos esforços, a prefeitura disse não possuir perspectivas de quando os produtos serão finalmente entregues à SMS para em seguida serem repassados aos usuários do SUS. No final da manhã de ontem o JD esteve na Ávila Nabuco, uma das unidades procuradas por Eveline Góis. Os funcionários optaram por não conceder entrevistas oficiais, mas confirmaram que o produto segue indisponível há quase um ano.