O GOLPE É PARA ACABAR COM TUDO

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Publicada em 15/02/2019 às 06:02:00

 

* Rômulo Rodrigues
Todo esse processo de destruição da economia brasileira não está se dando por incompetência de alguém ou de um pensamento político de um partido.
O planejamento, execução e êxito, obedecem aos interesses do Deus Mercado e teve um componente preparatório na Operação Lava Jato, comandada pelo Marreco de Curitiba.
A questão central, é claro, foi o papel ascendente do Brasil na economia mundial, pautado na independência e soberania, que despertou a ira dos rentistas ocidentais comandados pelos EUA.
A conclusão mais racional não pode ser outra; a República de Curitiba foi fundamental nas duas frentes demandadas; 1) o tema central do combate à corrupção e, 2) a construção do pensamento hegemônico.
A Aldeia Global, conceituada por Marshall McLuhan como um processo de supremacia hegemônica e ideológica da Classe Dominante foi fielmente aplicada.
A destruição do Parque Industrial Brasileiro, somado à derrubada de Dilma e a prisão de Lula foram obras fundamentais da Lava Jato no processo de colonização do Brasil.
Hoje, o Brasil é reconhecido internacionalmente como o País que derrubou uma Presidenta que combatia a corrupção, para colocar no lugar quadrilhas de corruptos com apetites vorazes.
As chamadas pedaladas fiscais, que nada mais foram que remanejamentos constitucionais de verbas do OGU, dentro do próprio orçamento, a pedido de Universidades Federais e até de Tribunais Superiores, são quantias irrisórias se comparadas com o que a nova quadrilha, colocada pelo voto, acaba de fazer, em 30 dias, com operações criminosas que retiram R$ 600 bilhões da previdência para dar de, mão beijada, aos seus agiotas.
Os ataques à economia já são tão gritantes que setores que se intitularam os primeiros a abraçarem a campanha de ódio que produziu a hegemonia em torno do nome de Bolsonaro, estão vindo a público protestar contra a retirada das taxas de importação do leite e derivados dos Países da Europa e Nova Zelândia, quando deviam estar felizes por terem tirado o PT do poder e prejudicado 1,7 milhões de Agricultores Familiares.
Eles não são nem inocentes e nem desinformados para não saberem o que significou, na História, elevar Mussolini a Duce e Hitler a Füher e, agora, Bolsonaro a Mito. Que paguem alto preço.
O que se faz necessário é enfrentar e não pagar a fatura de um Governo entreguista que quer descontar no lombo do povo sergipano, cuja economia registrou um desempenho de quinta melhor média regional do PIB do Nordeste; à frente de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte, conforme estudos do Escritório Técnico de Estudos do Banco do Nordeste, publicado em 05012018, com base na Pesquisa "Contas Regionais do Brasil 2002-2015 do IBGE; com as maiores participações do setor serviços com 64,8%; Indústria com30,6% e Agropecuária com 4,6%.
No setor primário, o impacto da redução das taxas para importação do leite e derivados provocará grandes prejuízos para a bacia leiteira do Sertão.
No setor secundário, a hibernação da FAFEN e a cada vez mais provável desativação da Mina da antiga Vale - a salvação parece estar na CARNALITA - terão efeitos muito negativos que vão se juntar aos da Indústria de Laticínios sobre o respectivo PIB.
No setor terciário, os setores mais afetados serão os dos Shoppings e a Hotelaria que empregam grande número de trabalhadores, juntamente com o Comércio e a Construção Civil.
Mesmo destacando que o centro da crise é sempre a Economia, e que o Capitalismo fabrica suas crises periódicas e cíclicas para dar freios de arrumação depois e fazer o povo pagar as        contas de sua ganância, a atual crise política do País tornou-se uma grande crise de direção e tem como desdobramento o antagonismo entre os blocos políticos que se opõem; dificultando o alinhamento pelo centrismo.
O bloco que chegou ao poder com a eleição de Bolsonaro, está na mira do centrão, que nada mais é que; rancorosos e odientos agentes da extrema direita que fazem disputas por preços de vendas; diferente da esquerda que pauta suas divergências em questões programáticas e ideológicas e é por isso que criam enormes dificuldades para a direita clássica, mais politizada.
A mídia oligopolizada trata as divergências entre mercenários como fato natural de pregão de Bolsa de Valores e as da esquerda como política de terra arrasada ou sinal de fim dos tempos, ao mesmo tempo em que passa para a plebe ignara que, controlando a narrativa, controla a temperatura de um vulcão em ebulição.
O grande perigo é que da insanidade poderá sair uma enorme explosão que comprometa a sobrevivência da política, cujas ameaças em andamento são os usos das Polícias Políticas que estão intimidando o STF e a Igreja Católica.
A maior ameaça à Democracia, no momento, é ele não retornar para cumprir sua sina de despertar os descerebrados que apostaram numa aventura pior que a de Michel Temer.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Todo esse processo de destruição da economia brasileira não está se dando por incompetência de alguém ou de um pensamento político de um partido.
O planejamento, execução e êxito, obedecem aos interesses do Deus Mercado e teve um componente preparatório na Operação Lava Jato, comandada pelo Marreco de Curitiba.
A questão central, é claro, foi o papel ascendente do Brasil na economia mundial, pautado na independência e soberania, que despertou a ira dos rentistas ocidentais comandados pelos EUA.
A conclusão mais racional não pode ser outra; a República de Curitiba foi fundamental nas duas frentes demandadas; 1) o tema central do combate à corrupção e, 2) a construção do pensamento hegemônico.
A Aldeia Global, conceituada por Marshall McLuhan como um processo de supremacia hegemônica e ideológica da Classe Dominante foi fielmente aplicada.
A destruição do Parque Industrial Brasileiro, somado à derrubada de Dilma e a prisão de Lula foram obras fundamentais da Lava Jato no processo de colonização do Brasil.
Hoje, o Brasil é reconhecido internacionalmente como o País que derrubou uma Presidenta que combatia a corrupção, para colocar no lugar quadrilhas de corruptos com apetites vorazes.
As chamadas pedaladas fiscais, que nada mais foram que remanejamentos constitucionais de verbas do OGU, dentro do próprio orçamento, a pedido de Universidades Federais e até de Tribunais Superiores, são quantias irrisórias se comparadas com o que a nova quadrilha, colocada pelo voto, acaba de fazer, em 30 dias, com operações criminosas que retiram R$ 600 bilhões da previdência para dar de, mão beijada, aos seus agiotas.
Os ataques à economia já são tão gritantes que setores que se intitularam os primeiros a abraçarem a campanha de ódio que produziu a hegemonia em torno do nome de Bolsonaro, estão vindo a público protestar contra a retirada das taxas de importação do leite e derivados dos Países da Europa e Nova Zelândia, quando deviam estar felizes por terem tirado o PT do poder e prejudicado 1,7 milhões de Agricultores Familiares.
Eles não são nem inocentes e nem desinformados para não saberem o que significou, na História, elevar Mussolini a Duce e Hitler a Füher e, agora, Bolsonaro a Mito. Que paguem alto preço.
O que se faz necessário é enfrentar e não pagar a fatura de um Governo entreguista que quer descontar no lombo do povo sergipano, cuja economia registrou um desempenho de quinta melhor média regional do PIB do Nordeste; à frente de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte, conforme estudos do Escritório Técnico de Estudos do Banco do Nordeste, publicado em 05012018, com base na Pesquisa "Contas Regionais do Brasil 2002-2015 do IBGE; com as maiores participações do setor serviços com 64,8%; Indústria com30,6% e Agropecuária com 4,6%.
No setor primário, o impacto da redução das taxas para importação do leite e derivados provocará grandes prejuízos para a bacia leiteira do Sertão.
No setor secundário, a hibernação da FAFEN e a cada vez mais provável desativação da Mina da antiga Vale - a salvação parece estar na CARNALITA - terão efeitos muito negativos que vão se juntar aos da Indústria de Laticínios sobre o respectivo PIB.
No setor terciário, os setores mais afetados serão os dos Shoppings e a Hotelaria que empregam grande número de trabalhadores, juntamente com o Comércio e a Construção Civil.
Mesmo destacando que o centro da crise é sempre a Economia, e que o Capitalismo fabrica suas crises periódicas e cíclicas para dar freios de arrumação depois e fazer o povo pagar as        contas de sua ganância, a atual crise política do País tornou-se uma grande crise de direção e tem como desdobramento o antagonismo entre os blocos políticos que se opõem; dificultando o alinhamento pelo centrismo.
O bloco que chegou ao poder com a eleição de Bolsonaro, está na mira do centrão, que nada mais é que; rancorosos e odientos agentes da extrema direita que fazem disputas por preços de vendas; diferente da esquerda que pauta suas divergências em questões programáticas e ideológicas e é por isso que criam enormes dificuldades para a direita clássica, mais politizada.
A mídia oligopolizada trata as divergências entre mercenários como fato natural de pregão de Bolsa de Valores e as da esquerda como política de terra arrasada ou sinal de fim dos tempos, ao mesmo tempo em que passa para a plebe ignara que, controlando a narrativa, controla a temperatura de um vulcão em ebulição.
O grande perigo é que da insanidade poderá sair uma enorme explosão que comprometa a sobrevivência da política, cujas ameaças em andamento são os usos das Polícias Políticas que estão intimidando o STF e a Igreja Católica.
A maior ameaça à Democracia, no momento, é ele não retornar para cumprir sua sina de despertar os descerebrados que apostaram numa aventura pior que a de Michel Temer.

* Rômulo Rodrigues é militante político