Papo reto com Belivaldo Chagas

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Ninguém merece
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Publicada em 15/02/2019 às 06:13:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
O governador Belival-
do Chagas ganhou 
um programa quinzenal de rádio e televisão, veiculado pelas emissoras da Fundação Aperipê. Primeiro grande feito da gestão Conceição Vieira, o mimo bancado pelo dinheiro suado do contribuinte sinaliza um rumo controverso, no qual a comunicação pública resta subordinada à transitoriedade do poder político.
'Papo reto' não passa de uma adaptação televisiva das "lives" realizadas antes nas redes sociais, ancorado em perguntas e respostas sobre a administração estadual, uma espécie de acerto de contas com transmissão ao vivo. No fim das contas, o tal do programa beira à insignificância, poderia passar em brancas nuvens, completamente despercebido. O fato de roubar ainda mais tempo aos tambores da aldeia, no entanto, empresta à iniciativa do Governo de Sergipe um dado escandaloso.
A inversão das prioridades é flagrante: Ao invés da voz pouca dos sergipanos, um povo com raras oportunidades de se ver na telinha, o lenga lenga de um palanque fora de lugar. Ninguém merece.
O programa do governador é um capricho sem razão objetiva. A audiência da TV Aperipê jamais esteve à altura do potencial comercial das redes privadas. Sem nenhuma obrigação de perseguir pontos mais altos no Ibope, a emissora poderia se dar ao luxo de ostentar uma programação ambiciosa, sintonizada com a emergência dos valores locais. Mas a experiência realizada durante os primeiros anos do governo Marcelo Déda, quando artistas de todos os segmentos encontraram abrigo na Fundap (hoje, após a extinção da Secult, rebatizada Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe), logo foi abortada.
Agora, a ruína da TV Aperipê pode ser contemplada em alta definição. O investimento realizado em tecnologia de transmissão de som e imagem não foi suficiente para ensejar a modernização desejável. A pobreza da linguagem audiovisual, aliada a um conteúdo francamente amador, no pior sentido da palavra, desencorajam até um eventual espectador - pulando de um canal para outro, controle remoto na mão, desprevenido, desavisado.

O governador Belival- do Chagas ganhou  um programa quinzenal de rádio e televisão, veiculado pelas emissoras da Fundação Aperipê. Primeiro grande feito da gestão Conceição Vieira, o mimo bancado pelo dinheiro suado do contribuinte sinaliza um rumo controverso, no qual a comunicação pública resta subordinada à transitoriedade do poder político.
'Papo reto' não passa de uma adaptação televisiva das "lives" realizadas antes nas redes sociais, ancorado em perguntas e respostas sobre a administração estadual, uma espécie de acerto de contas com transmissão ao vivo. No fim das contas, o tal do programa beira à insignificância, poderia passar em brancas nuvens, completamente despercebido. O fato de roubar ainda mais tempo aos tambores da aldeia, no entanto, empresta à iniciativa do Governo de Sergipe um dado escandaloso.
A inversão das prioridades é flagrante: Ao invés da voz pouca dos sergipanos, um povo com raras oportunidades de se ver na telinha, o lenga lenga de um palanque fora de lugar. Ninguém merece.
O programa do governador é um capricho sem razão objetiva. A audiência da TV Aperipê jamais esteve à altura do potencial comercial das redes privadas. Sem nenhuma obrigação de perseguir pontos mais altos no Ibope, a emissora poderia se dar ao luxo de ostentar uma programação ambiciosa, sintonizada com a emergência dos valores locais. Mas a experiência realizada durante os primeiros anos do governo Marcelo Déda, quando artistas de todos os segmentos encontraram abrigo na Fundap (hoje, após a extinção da Secult, rebatizada Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe), logo foi abortada.
Agora, a ruína da TV Aperipê pode ser contemplada em alta definição. O investimento realizado em tecnologia de transmissão de som e imagem não foi suficiente para ensejar a modernização desejável. A pobreza da linguagem audiovisual, aliada a um conteúdo francamente amador, no pior sentido da palavra, desencorajam até um eventual espectador - pulando de um canal para outro, controle remoto na mão, desprevenido, desavisado.