Marchantes bloqueiam vias e frigorífico não pode funcionar

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Os marchantes que atuavam no Matadouro de Itabaiana continuam fazendo protestos
Os marchantes que atuavam no Matadouro de Itabaiana continuam fazendo protestos

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Publicada em 16/02/2019 às 06:14:00

 

Milton Alves Júnior
Pelo segundo dia con
secutivo marchan
tes antes trabalhadores do Matadouro Municipal de Itabaiana, região Agreste o Estado de Sergipe, se mobilizaram em vias expressas e causaram transtornos aos condutores de automóveis. Na manhã de ontem, em novo ato unificado, os manifestantes bloquearam o acesso a um frigorífico particular, que, por mais de três horas, necessitou suspender todas as atividades, inclusive, carregar caminhões e distribuir os alimentos aos municípios que possuem empresários contratantes do serviço. Em nota o Grupo Serrano informou que mercados e feiras livres de 20 cidades, além da capital, Aracaju, sentiram os efeitos do bloqueio.
"O estabelecimento, que recebe em média 600 animais/dia, está com os currais vazios. Sem atividade nesta manhã, os funcionários estão de braços cruzados. Pedimos providências das autoridades", destacou a direção do frigorífico atingido pelo ato. Apesar dos contratempos provocados, Otacílio José Góis, representante dos marchantes, garantiu que os trabalhadores seguem unidos na perspectiva de forçar a reabertura do matadouro municipal, e ao JORNAL DO DIA não descartou a possibilidade de realizar mobilizações semelhantes a de ontem, desta vez nas imediações do município de Propriá. O declarante não informou quando deve ocorrer esse ato.
"Do jeito que estamos não podemos mais permanecer. Estamos há mais de três meses sem poder trabalhar por uma culpa que não é nossa e por esse motivo queremos deixar claro que vamos continuar protestando até que a situação dos marchantes e boiadeiros seja finalmente resolvida. Não existe condições de segurar mais a paciência dos trabalhadores sem que os locais interditados voltem a funcionar", avisou. Desde o mês de novembro do ano passado o matadouro está fechado por determinação judicial. Indícios de desvio de taxas do estabelecimento resultaram, por exemplo, na prisão do prefeito Valmir de Francisquinho e de secretários.
Conforme a Secretaria  de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), a operação investiga um desvio de quase R$ 6 milhões nos anos de 2015, 2016 e 2017 administração municipal em decorrência de supostos desvios de taxas recolhidas no matadouro. Estima-se que somente entre os anos de 2015 a 2017 foram abatidos, por ano, entre 2.500 a 3.900 animais, recolhendo entre R$ 24 mil a R$ 39 mil. Ainda de acordo com a SSP, foi possível identificar cobranças de R$ 50 junto aos boiadeiros sem respeitar as formalidades legais. O que implica é que na prática apenas R$ 10 eram recolhidos para os cofres municipais.
"Por mais que esse bolo de acusações sejam verdadeiras, a justiça e os órgãos públicos precisam entender que as famílias que trabalham no matadouro não têm nada a ver com essa situação. Cansamos de pedir encarecidamente para quem quer que seja o responsável por apresentar o alvará restabelecendo o serviço; a paciência ultrapassou o limite e volto a afirmar que as manifestações vão continuar", concluiu Otacílio José. Sobre o pleito dos trabalhadores a Prefeitura de Itabaiana informou na tarde de ontem que diante dos problemas encontrados, a gestão afirma estar em constante consonância com o Ministério Público para solucionar os problemas, na busca pela resolutividade imediata de pendências.

Pelo segundo dia con secutivo marchan tes antes trabalhadores do Matadouro Municipal de Itabaiana, região Agreste o Estado de Sergipe, se mobilizaram em vias expressas e causaram transtornos aos condutores de automóveis. Na manhã de ontem, em novo ato unificado, os manifestantes bloquearam o acesso a um frigorífico particular, que, por mais de três horas, necessitou suspender todas as atividades, inclusive, carregar caminhões e distribuir os alimentos aos municípios que possuem empresários contratantes do serviço. Em nota o Grupo Serrano informou que mercados e feiras livres de 20 cidades, além da capital, Aracaju, sentiram os efeitos do bloqueio.
"O estabelecimento, que recebe em média 600 animais/dia, está com os currais vazios. Sem atividade nesta manhã, os funcionários estão de braços cruzados. Pedimos providências das autoridades", destacou a direção do frigorífico atingido pelo ato. Apesar dos contratempos provocados, Otacílio José Góis, representante dos marchantes, garantiu que os trabalhadores seguem unidos na perspectiva de forçar a reabertura do matadouro municipal, e ao JORNAL DO DIA não descartou a possibilidade de realizar mobilizações semelhantes a de ontem, desta vez nas imediações do município de Propriá. O declarante não informou quando deve ocorrer esse ato.
"Do jeito que estamos não podemos mais permanecer. Estamos há mais de três meses sem poder trabalhar por uma culpa que não é nossa e por esse motivo queremos deixar claro que vamos continuar protestando até que a situação dos marchantes e boiadeiros seja finalmente resolvida. Não existe condições de segurar mais a paciência dos trabalhadores sem que os locais interditados voltem a funcionar", avisou. Desde o mês de novembro do ano passado o matadouro está fechado por determinação judicial. Indícios de desvio de taxas do estabelecimento resultaram, por exemplo, na prisão do prefeito Valmir de Francisquinho e de secretários.
Conforme a Secretaria  de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), a operação investiga um desvio de quase R$ 6 milhões nos anos de 2015, 2016 e 2017 administração municipal em decorrência de supostos desvios de taxas recolhidas no matadouro. Estima-se que somente entre os anos de 2015 a 2017 foram abatidos, por ano, entre 2.500 a 3.900 animais, recolhendo entre R$ 24 mil a R$ 39 mil. Ainda de acordo com a SSP, foi possível identificar cobranças de R$ 50 junto aos boiadeiros sem respeitar as formalidades legais. O que implica é que na prática apenas R$ 10 eram recolhidos para os cofres municipais.
"Por mais que esse bolo de acusações sejam verdadeiras, a justiça e os órgãos públicos precisam entender que as famílias que trabalham no matadouro não têm nada a ver com essa situação. Cansamos de pedir encarecidamente para quem quer que seja o responsável por apresentar o alvará restabelecendo o serviço; a paciência ultrapassou o limite e volto a afirmar que as manifestações vão continuar", concluiu Otacílio José. Sobre o pleito dos trabalhadores a Prefeitura de Itabaiana informou na tarde de ontem que diante dos problemas encontrados, a gestão afirma estar em constante consonância com o Ministério Público para solucionar os problemas, na busca pela resolutividade imediata de pendências.