As vítimas do trânsito

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Publicada em 16/02/2019 às 06:31:00

 

O trânsito em Aracaju ainda é 
motivo de justa preocupação, 
um risco para todos os condutores de veículos e pedestres. Ontem, uma mulher morreu após a colisão de uma motocicleta em um caminhão, em frente ao Hospital de Urgência de Sergipe. Como é fácil presumir, a vítima se deslocava de moto.
De acordo com o Boletim Epidemológico Vida no Trânsito, divulgado ao fim do ano passado, foram registrados 2556 acidentes de trânsito somente na capital sergipana, em 2018. Mais da metade destes foram considerados acidentes graves. Outro dado revelador, destacado no documento: Motociclistas, pedestres e ciclistas estão entre as vítimas mais frequentes.
Os números, em si, não comunicam nenhuma novidade. As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Desolador, em tal contexto, é a aparente incapacidade do poder público ao lidar com o problema. A iniciativa da secretaria de saúde, por exemplo, de produzir um relatório confiável sobre os episódios locais, é muito oportuna. Resta saber se os números auferidos vão resultar em ações efetivas.
As mortes no trânsito configuram uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem. Assim, o poder público municipal deveria atuar no sentido de estabelecer parâmetros aceitáveis para o transporte coletivo de passageiros, inibindo o uso da motocicleta. Infelizmente, a licitação capaz de estabelecer parâmetros aceitáveis para a prestação do serviço custa a sair do papel. O resultado é computado nos custos estratosféricos do SUS, em mortos e feridos recolhidos nas ruas, quase todos os dias.

O trânsito em Aracaju ainda é  motivo de justa preocupação,  um risco para todos os condutores de veículos e pedestres. Ontem, uma mulher morreu após a colisão de uma motocicleta em um caminhão, em frente ao Hospital de Urgência de Sergipe. Como é fácil presumir, a vítima se deslocava de moto.
De acordo com o Boletim Epidemológico Vida no Trânsito, divulgado ao fim do ano passado, foram registrados 2556 acidentes de trânsito somente na capital sergipana, em 2018. Mais da metade destes foram considerados acidentes graves. Outro dado revelador, destacado no documento: Motociclistas, pedestres e ciclistas estão entre as vítimas mais frequentes.
Os números, em si, não comunicam nenhuma novidade. As mortes derivadas de acidentes de trânsito no Brasil cresceram na mesma proporção da frota de veículos, ao longo dos últimos anos, com a velocidade de uma epidemia. Desolador, em tal contexto, é a aparente incapacidade do poder público ao lidar com o problema. A iniciativa da secretaria de saúde, por exemplo, de produzir um relatório confiável sobre os episódios locais, é muito oportuna. Resta saber se os números auferidos vão resultar em ações efetivas.
As mortes no trânsito configuram uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem. Assim, o poder público municipal deveria atuar no sentido de estabelecer parâmetros aceitáveis para o transporte coletivo de passageiros, inibindo o uso da motocicleta. Infelizmente, a licitação capaz de estabelecer parâmetros aceitáveis para a prestação do serviço custa a sair do papel. O resultado é computado nos custos estratosféricos do SUS, em mortos e feridos recolhidos nas ruas, quase todos os dias.