Aeroportos no prego

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Publicada em 19/02/2019 às 07:25:00

 

O governador Belivaldo Chagas já 
foi avisado: O Aeroporto Santa 
Maria está no prego, é mais um entre os 12 terminais de embarque e desembarque de passageiros à disposição de eventuais interessados, em diversas regiões do País.
No próximo dia 15 de março, data da 5ª rodada de licitação agendada pelo Governo Federal, o destino do aeroporto de Aracaju será conhecido. Mas nem por isso Belivaldo se mostra apreensivo. Muito ao contrário. A sua esperança é de que, uma vez entregue à exploração da iniciativa privada, o espaço finalmente perca o ar acanhado de rodoviária e ofereça o conforto exigido pelos passageiros e turistas de passagem por Sergipe.
Só o tempo dirá se a boa fé do governador possui justificativa. Por hora, a privatização do aeroporto de Aracaju é uma promessa sem contornos muito claros, uma miragem agradável de contemplar. Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o edital não prevê a realização de qualquer obra nos terminais disponibilizados em leilão. O documento limita-se a estabelecer o tipo e o nível de serviço que o aeroporto deve oferecer. A concessionária vencedora só realizará as obras necessárias se assim bem entender.
A privatização não pode ser tomada por um mal em si mesmo. Seria ingenuidade desprezar experiências de êxito, mundo afora. Para tanto, há que se cuidar da regulação. O caso da telefonia brasileira é exemplar. Num passado recente, até 1997, as empresas de telefonia operando no Brasil eram todas estatais. Preços exorbitantes e dificuldades na aquisição de uma simples linha reclamavam mesmo alguma providência. Antes de se livrar do encargo, no entanto, o Governo Federal deveria ter estabelecido regras mais claras e parâmetros rigorosos para a prestação do serviço. Como estão todos cansados de saber, não foi assim que a abertura do mercado se deu.

O governador Belivaldo Chagas já  foi avisado: O Aeroporto Santa  Maria está no prego, é mais um entre os 12 terminais de embarque e desembarque de passageiros à disposição de eventuais interessados, em diversas regiões do País.
No próximo dia 15 de março, data da 5ª rodada de licitação agendada pelo Governo Federal, o destino do aeroporto de Aracaju será conhecido. Mas nem por isso Belivaldo se mostra apreensivo. Muito ao contrário. A sua esperança é de que, uma vez entregue à exploração da iniciativa privada, o espaço finalmente perca o ar acanhado de rodoviária e ofereça o conforto exigido pelos passageiros e turistas de passagem por Sergipe.
Só o tempo dirá se a boa fé do governador possui justificativa. Por hora, a privatização do aeroporto de Aracaju é uma promessa sem contornos muito claros, uma miragem agradável de contemplar. Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o edital não prevê a realização de qualquer obra nos terminais disponibilizados em leilão. O documento limita-se a estabelecer o tipo e o nível de serviço que o aeroporto deve oferecer. A concessionária vencedora só realizará as obras necessárias se assim bem entender.
A privatização não pode ser tomada por um mal em si mesmo. Seria ingenuidade desprezar experiências de êxito, mundo afora. Para tanto, há que se cuidar da regulação. O caso da telefonia brasileira é exemplar. Num passado recente, até 1997, as empresas de telefonia operando no Brasil eram todas estatais. Preços exorbitantes e dificuldades na aquisição de uma simples linha reclamavam mesmo alguma providência. Antes de se livrar do encargo, no entanto, o Governo Federal deveria ter estabelecido regras mais claras e parâmetros rigorosos para a prestação do serviço. Como estão todos cansados de saber, não foi assim que a abertura do mercado se deu.