Polícia conclui inquérito sobre agressões a aluno autista

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Publicada em 22/02/2019 às 08:09:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil concluiu 
ontem o inquérito 
policial instaurado para apurar a denúncia de supostos maus-tratos e a agressões psicológicas sofridas por um menino de nove anos com autismo, que estudava em uma escola municipal na Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). A investigação durou cerca de 15 dias e foi instaurada após a divulgação de um vídeo no qual o aluno aparece chorando e sentado no chão da sala de aula, enquanto a então coordenadora da escola dá continuidade a uma aula, ignorando a criança e orientando os outros alunos a fazerem o mesmo. 
A delegada Maria do Socorro Carvalho, do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), ouviu os depoimentos de familiares do aluno, de professores da escola e de técnicos da Secretaria Municipal de Educação de Socorro, além de juntar relatórios médicos e pedagógicos sobre o estudante. A própria coordenadora, que acabou afastada do cargo, se apresentou à delegacia e também prestou depoimento, afirmando que não teve a intenção de agredir ou acuar a criança, mas estava em tentativas de acalmar e conter uma reação tomada por ela no instante em que as imagens foram gravadas. 
Segundo a educadora, o menino seria de temperamento agressivo e teria o costume de tirar a roupa na presença dos colegas. Ela disse em depoimento que, no momento em que parte das imagens foram gravadas, o menino autista teria ameaçado jogar uma lata de lixo nas outras crianças, o que motivou a ação dela em tentar conter o aluno e acalmar o restante da sala. A apuração do DAGV concluiu também que a criança, por ser portadora de um grau alto de autismo, necessita de cuidados especiais, o que foi devidamente prestado pela Semed de Socorro, após a repercussão do caso. 
Em entrevista dada ontem à TV Atalaia, Socorro Carvalho admitiu que o inquérito traz indícios da existência de maus-tratos, mas preferiu deixar que esta conclusão seja tirada pelo Ministério Público, em seu parecer de análise do inquérito. Para ela, não está claro se a ação da professora foi intencional ou se ocorreu por descuido dela. O inquérito deve ser remetido nos próximos dias ao promotor Luiz Fausto Valois, da Curadoria dos Direitos à Educação do Ministério Público Estadual, que solicitou a abertura do inquérito ao DAGV. O objetivo é apurar se houve crime ou violação a direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Gabriel Damásio

A Polícia Civil concluiu  ontem o inquérito  policial instaurado para apurar a denúncia de supostos maus-tratos e a agressões psicológicas sofridas por um menino de nove anos com autismo, que estudava em uma escola municipal na Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). A investigação durou cerca de 15 dias e foi instaurada após a divulgação de um vídeo no qual o aluno aparece chorando e sentado no chão da sala de aula, enquanto a então coordenadora da escola dá continuidade a uma aula, ignorando a criança e orientando os outros alunos a fazerem o mesmo. 
A delegada Maria do Socorro Carvalho, do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), ouviu os depoimentos de familiares do aluno, de professores da escola e de técnicos da Secretaria Municipal de Educação de Socorro, além de juntar relatórios médicos e pedagógicos sobre o estudante. A própria coordenadora, que acabou afastada do cargo, se apresentou à delegacia e também prestou depoimento, afirmando que não teve a intenção de agredir ou acuar a criança, mas estava em tentativas de acalmar e conter uma reação tomada por ela no instante em que as imagens foram gravadas. 
Segundo a educadora, o menino seria de temperamento agressivo e teria o costume de tirar a roupa na presença dos colegas. Ela disse em depoimento que, no momento em que parte das imagens foram gravadas, o menino autista teria ameaçado jogar uma lata de lixo nas outras crianças, o que motivou a ação dela em tentar conter o aluno e acalmar o restante da sala. A apuração do DAGV concluiu também que a criança, por ser portadora de um grau alto de autismo, necessita de cuidados especiais, o que foi devidamente prestado pela Semed de Socorro, após a repercussão do caso. 
Em entrevista dada ontem à TV Atalaia, Socorro Carvalho admitiu que o inquérito traz indícios da existência de maus-tratos, mas preferiu deixar que esta conclusão seja tirada pelo Ministério Público, em seu parecer de análise do inquérito. Para ela, não está claro se a ação da professora foi intencional ou se ocorreu por descuido dela. O inquérito deve ser remetido nos próximos dias ao promotor Luiz Fausto Valois, da Curadoria dos Direitos à Educação do Ministério Público Estadual, que solicitou a abertura do inquérito ao DAGV. O objetivo é apurar se houve crime ou violação a direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).