We are Carnaval

Cultura

 

Aracaju é uma cidade sob disputa. E o reinado de Momo, quando as ruas são tomadas por todo tipo de gente, é dos períodos eleitos para a refrega. De um lado, os donos da grana, as viúvas do Pré Caju, inconformadas. Do outro, o populacho. A julgar pela verdadeira multidão empenhada no corpo a corpo da peleja, fazendo a festa nos diversos blocos de rua que anteciparam a folia, desde a semana passada, o povo finalmente comprou a briga e desfila agora de peito aberto. Sem corda, nem abadá. Com a cara e a coragem.
Embora todos os gestores da coisa pública em Sergipe já tenham sido fotografados ao lado do empresário Fabiano Oliveira, a face pública da Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT), responsável pela festa de triste memória, há deles que admitem os prejuízos derivados do Pré Caju. Um destes me confidenciou, advertindo que jamais assumiria o argumento: O lucro de Fabiano custou o fim do Carnaval popular em Aracaju!
Não foi sem ajuda de uns e outros. A elite política do Estado e os intelectuais de pena torta podem insistir o quanto quiserem nas alegadas virtudes da prévia carnavalesca promovida pela ASBT, na esperança vã de justificar o investimento milionário em apoio e estrutura, além dos constantes repasses realizados por meio de emendas parlamentares. Mas o Pré Caju sempre foi uma festa de caráter estritamente privado.
Ainda bem que águas passadas não movem moinhos. Uma condenação judicial obrigou a ASBT a devolver alguns milhões aos cofres públicos, reparando parte do prejuízo causado ao erário. E a crise econômica liquidou o resto da fatura. Livre dos trios elétricos contratados a peso de ouro, para satisfação e fortuna de Fabiano Oliveira, a população pode agora exercer o direito sagrado de ir e vir, como bem entender, endoidecida de alegria. (Rian Santos)

Aracaju é uma cidade sob disputa. E o reinado de Momo, quando as ruas são tomadas por todo tipo de gente, é dos períodos eleitos para a refrega. De um lado, os donos da grana, as viúvas do Pré Caju, inconformadas. Do outro, o populacho. A julgar pela verdadeira multidão empenhada no corpo a corpo da peleja, fazendo a festa nos diversos blocos de rua que anteciparam a folia, desde a semana passada, o povo finalmente comprou a briga e desfila agora de peito aberto. Sem corda, nem abadá. Com a cara e a coragem.
Embora todos os gestores da coisa pública em Sergipe já tenham sido fotografados ao lado do empresário Fabiano Oliveira, a face pública da Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT), responsável pela festa de triste memória, há deles que admitem os prejuízos derivados do Pré Caju. Um destes me confidenciou, advertindo que jamais assumiria o argumento: O lucro de Fabiano custou o fim do Carnaval popular em Aracaju!
Não foi sem ajuda de uns e outros. A elite política do Estado e os intelectuais de pena torta podem insistir o quanto quiserem nas alegadas virtudes da prévia carnavalesca promovida pela ASBT, na esperança vã de justificar o investimento milionário em apoio e estrutura, além dos constantes repasses realizados por meio de emendas parlamentares. Mas o Pré Caju sempre foi uma festa de caráter estritamente privado.
Ainda bem que águas passadas não movem moinhos. Uma condenação judicial obrigou a ASBT a devolver alguns milhões aos cofres públicos, reparando parte do prejuízo causado ao erário. E a crise econômica liquidou o resto da fatura. Livre dos trios elétricos contratados a peso de ouro, para satisfação e fortuna de Fabiano Oliveira, a população pode agora exercer o direito sagrado de ir e vir, como bem entender, endoidecida de alegria. (Rian Santos)

 


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