Prefeitura boicota Carnaval popular

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Publicada em 23/02/2019 às 07:56:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
O poder público está 
boicotando o Car
naval. A impressão é de Rafael Oliva, da banda Samba de Arnesto. Para botar o bloco na rua, eles tiveram de mover céus e terra, cumprir exigências irrazoáveis, gastar muito latim. Sem a força da grana, sem um deputado a tiracolo, no entanto, é praticamente impossível puxar um cortejo aberto a gregos e troianos, brincar livre, leve e solto, injetar alegria nas veias abertas de Aracaju.
Rafael tem experiência no assunto. 'Vem ni mim, Arnesto', o bloquinho mais bonito da cidade, desfila há quatro anos, sempre muito bem acompanhado, arrastando dezenas de milhares de foliões. Uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo realizada agora, em 2019, é prova da lacuna preenchida pela iniciativa dos barbudos. Se, às vésperas do reinado de Momo, há quem prefira sombra e água fresca, também há entre os sergipanos uma verdadeira multidão contando os dias para vestir a fantasia.
Por isso não se compreende os obstáculos impostos de maneira francamente arbitrária ao cortejo do bloquinho na Atalaia. Não se trata aqui de um empreendimento improvisado. A equipe do Arnesto cumpriu todos os ritos burocráticos, recolheu assinaturas, enviou ofícios, propôs trajetos alternativos. Ainda assim, depois de muitas idas e vindas, ouviu do senhor Renato Telles, à frente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito, que a folia não faz parte da cultura sergipana. Ele não autorizaria o cortejo e ponto final.
Resta saber se o prefeito Edvaldo Nogueira faz o mesmo juízo dos aracajuanos, se assina embaixo de caricatura tão pobre e enxerga os seus próprios como um povo acanhado. Para o pessoal do Samba de Arnesto, o Carnaval seria o momento ideal para o prefeito reafirmar uma postura de esquerda, comprometida com a cultura popular, em prejuízo de interesses alheios à folia.
De todo modo, mesmo sem o apoio integral da Prefeitura de Aracaju, proibido de se espalhar pelas ruas da Atalaia, o Samba de Arnesto pretende jogar muito confete e serpentina para o alto. Domingo, a partir das 10 horas, na avenida Vinícius de Moraes, Praça Armando Feitosa. Um Carnaval cheio de amor pra dar e o superintendente ver.

O poder público está  boicotando o Car naval. A impressão é de Rafael Oliva, da banda Samba de Arnesto. Para botar o bloco na rua, eles tiveram de mover céus e terra, cumprir exigências irrazoáveis, gastar muito latim. Sem a força da grana, sem um deputado a tiracolo, no entanto, é praticamente impossível puxar um cortejo aberto a gregos e troianos, brincar livre, leve e solto, injetar alegria nas veias abertas de Aracaju.
Rafael tem experiência no assunto. 'Vem ni mim, Arnesto', o bloquinho mais bonito da cidade, desfila há quatro anos, sempre muito bem acompanhado, arrastando dezenas de milhares de foliões. Uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo realizada agora, em 2019, é prova da lacuna preenchida pela iniciativa dos barbudos. Se, às vésperas do reinado de Momo, há quem prefira sombra e água fresca, também há entre os sergipanos uma verdadeira multidão contando os dias para vestir a fantasia.
Por isso não se compreende os obstáculos impostos de maneira francamente arbitrária ao cortejo do bloquinho na Atalaia. Não se trata aqui de um empreendimento improvisado. A equipe do Arnesto cumpriu todos os ritos burocráticos, recolheu assinaturas, enviou ofícios, propôs trajetos alternativos. Ainda assim, depois de muitas idas e vindas, ouviu do senhor Renato Telles, à frente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito, que a folia não faz parte da cultura sergipana. Ele não autorizaria o cortejo e ponto final.
Resta saber se o prefeito Edvaldo Nogueira faz o mesmo juízo dos aracajuanos, se assina embaixo de caricatura tão pobre e enxerga os seus próprios como um povo acanhado. Para o pessoal do Samba de Arnesto, o Carnaval seria o momento ideal para o prefeito reafirmar uma postura de esquerda, comprometida com a cultura popular, em prejuízo de interesses alheios à folia.
De todo modo, mesmo sem o apoio integral da Prefeitura de Aracaju, proibido de se espalhar pelas ruas da Atalaia, o Samba de Arnesto pretende jogar muito confete e serpentina para o alto. Domingo, a partir das 10 horas, na avenida Vinícius de Moraes, Praça Armando Feitosa. Um Carnaval cheio de amor pra dar e o superintendente ver.