Quadro desolador

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Publicada em 23/02/2019 às 14:27:00

 

O sergipano bem empregado, com 
carteira assinada e todos os di
reitos trabalhistas em dia, tem razão de sobra para jogar as mãos em direção ao céu. Ao contrário da tendência observada Brasil afora, de queda no desemprego, Sergipe está entre os cinco estrados brasileiros onde as oportunidades de mostrar serviço são cada vez mais raras e o desemprego só aumenta.
Aracaju, por exemplo, tem a maior taxa de desemprego em sete anos, desde quando o IBGE começou a realizar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), abrangendo 16,4% da população economicamente ativa. Enquanto a economia local encolhe, somente o desalento e a subutilização da força de trabalho prosperam. Por enquanto, não há esperança de recuperação no horizonte.
Nesse contexto, a briga pela manutenção da Fafen, levada à barra dos tribunais, ganha ainda mais importância. O Governo de Sergipe não poderia se dar ao luxo de ver uma fábrica fechar as portas, sem mover céus e terra para manter os postos de trabalho criados pela fábrica de fertilizantes e no seu entorno.
Embora a situação local seja das mais dramáticas, em comparação com outros estados brasileiros, ela reflete um quadro mais abrangente, de amplitude nacional. Os indicadores oficiais mostram com precisão estatística que a reforma trabalhista teve pouco impacto na geração de empregos e não conseguiu reduzir a informalidade do mercado de trabalho.
O ex-presidente Temer, autor da famigerada reforma, prometeu abrir 2 milhões de vagas com carteira assinada em um intervalo de dois anos. Os 12 milhões de desempregados em busca de oportunidade sabem que a promessa não passou de conversa fiada.

O sergipano bem empregado, com  carteira assinada e todos os di reitos trabalhistas em dia, tem razão de sobra para jogar as mãos em direção ao céu. Ao contrário da tendência observada Brasil afora, de queda no desemprego, Sergipe está entre os cinco estrados brasileiros onde as oportunidades de mostrar serviço são cada vez mais raras e o desemprego só aumenta.
Aracaju, por exemplo, tem a maior taxa de desemprego em sete anos, desde quando o IBGE começou a realizar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), abrangendo 16,4% da população economicamente ativa. Enquanto a economia local encolhe, somente o desalento e a subutilização da força de trabalho prosperam. Por enquanto, não há esperança de recuperação no horizonte.
Nesse contexto, a briga pela manutenção da Fafen, levada à barra dos tribunais, ganha ainda mais importância. O Governo de Sergipe não poderia se dar ao luxo de ver uma fábrica fechar as portas, sem mover céus e terra para manter os postos de trabalho criados pela fábrica de fertilizantes e no seu entorno.
Embora a situação local seja das mais dramáticas, em comparação com outros estados brasileiros, ela reflete um quadro mais abrangente, de amplitude nacional. Os indicadores oficiais mostram com precisão estatística que a reforma trabalhista teve pouco impacto na geração de empregos e não conseguiu reduzir a informalidade do mercado de trabalho.
O ex-presidente Temer, autor da famigerada reforma, prometeu abrir 2 milhões de vagas com carteira assinada em um intervalo de dois anos. Os 12 milhões de desempregados em busca de oportunidade sabem que a promessa não passou de conversa fiada.