Sem atrações, Aracaju perde espaço durante o Carnaval

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Publicada em 23/02/2019 às 15:10:00

 

Faltando menos de uma semana para a abertura oficial das festividades carnavalescas em Sergipe, comerciantes de bebidas, alimentos e vestuário esperam multiplicar o fluxo de vendas nesta semana. Com baixa no número de bloquinhos comunitários, e de blocos tradicionais como o 'Carro Quebrado', no bairro Getúlio Vargas, e o Rasgadinho, no Cirurgia, todos em Aracaju, o setor atacadista já garante que o índice de vendas neste ano deve apresentar redução significativa se comparado ao mesmo período do ano passado, quando, inclusive, artistas nacionais desembarcaram na capital sergipana para animar milhares de foliões.
Em meio às instabilidades econômicas, o foco desses comerciantes se voltam para os aracajuanos que se organizam para curtir o carnaval no litoral Norte e Sul, bem como em residências longe da folia. Na tentativa de minimizar a baixa comercial, grupos empresariais - sejam eles micro, ou macro -, devem se deslocar para as praias de Pirambu, Caueira (Itaporanga d'Ajuda) e Abaís (Estância), por exemplo, onde pretendem erguer uma espécie de base móvel de depósito de gelo e bebidas. A mesma estrutura pode ser criada na cidade de Neópolis, onde milhares de pessoas costumam enfrentar os quatro dias de folia.
 "A gente estava vindo em um fluxo frenético, onde Aracaju voltava a ter um carnaval desejado por muitos do Estado, e turistas que buscam descansar, mas tendo show de Diogo Nogueira e Zeca Baleiro, por exemplo, e de graça, deixavam os hotéis e seguiam para o Rasgadinho. Esse ano não teremos. Serão bandinhas de frevo pelas ruas e pronto. Acabou. Por mais otimistas que somos é difícil acreditar que esse ano vamos vender no mesmo patamar dos últimos três anos", avaliou o empresário Sandro Luís. Apesar de o carnaval sequer ter começado, o comerciante alega que o principal movimento alusivo já foi realizado na capital e agora é torcer para que o ano que vem o cenário seja outro.
 "O bloquinho do Iate Clube, sem sombra de dúvidas, foi o único evento de massa. Tivemos alguns em conjuntos como o Augusto Franco, mas nenhum se compara ao do Iate que trouxe Netinho e arrastou muito mais de dez mil pessoas. Ali a venda foi grande. Pronto, parou por aí. Por isso que o jeito é arrumar as tralhas e seguir para o litoral. Talvez lá possamos gerar uma venda que não beire o nível mais baixo das últimas décadas", concluiu Sandro. Situação semelhante tem sido enfrentada por comerciantes de petiscos e carnes. Para o também empresário Helson Cardoso, o índice de vendedores autônomos tem caído desde a confirmação de cancelamentos das festas.
Se mostrando preocupado com a situação, ele garante que a redução nas vendas se comparado com o carnaval 2018, já é de 40%. "Na prática esse número é muito avassalador e preocupante. A lógica da operação é simples: se não tem evento, não tem público; sem público não há consumidores e por aí segue o efeito dominó. Sei que essa semana as vendas devem aumentar, mas vai ficar bem longe do balanço registrado em 2016, 17 e no ano passado", disse. Diante deste cenário Helson completa dizendo: "já estamos na ansiedade do que será nosso período junino. É uma situação diferente por não existir polos como Salvador, Recife e Olinda com força no São João; nós temos essa força, mas se o Forró Caju e o Arraiá do Povo não forem realizados, a redução no atacado será muito grande também".
Pontos de festas - Conforme já anunciado pela comissão organizadora, o Bloco Rasgadinho deste ano será composto por arrastões do frevo, comandado por bandinhas no chão, sem trios elétricos e palcos instalados nas avenidas Pedro Calazans e Desembargador Maynard. O carnaval de Pirambu será novamente realizado na orla do município. Na Barra dos Coqueiros a folia se concentra na Praia da Costa e no centro da cidade. Itaporanga e Estância as festas se concentram nas praias da Caueira e Estância, respectivamente. Haverá folia ainda nas cidades de São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, e em Neópolis com o tradicional bloco Zé Pereira. (Milton Alves Júnior)

Faltando menos de uma semana para a abertura oficial das festividades carnavalescas em Sergipe, comerciantes de bebidas, alimentos e vestuário esperam multiplicar o fluxo de vendas nesta semana. Com baixa no número de bloquinhos comunitários, e de blocos tradicionais como o 'Carro Quebrado', no bairro Getúlio Vargas, e o Rasgadinho, no Cirurgia, todos em Aracaju, o setor atacadista já garante que o índice de vendas neste ano deve apresentar redução significativa se comparado ao mesmo período do ano passado, quando, inclusive, artistas nacionais desembarcaram na capital sergipana para animar milhares de foliões.
Em meio às instabilidades econômicas, o foco desses comerciantes se voltam para os aracajuanos que se organizam para curtir o carnaval no litoral Norte e Sul, bem como em residências longe da folia. Na tentativa de minimizar a baixa comercial, grupos empresariais - sejam eles micro, ou macro -, devem se deslocar para as praias de Pirambu, Caueira (Itaporanga d'Ajuda) e Abaís (Estância), por exemplo, onde pretendem erguer uma espécie de base móvel de depósito de gelo e bebidas. A mesma estrutura pode ser criada na cidade de Neópolis, onde milhares de pessoas costumam enfrentar os quatro dias de folia.
 "A gente estava vindo em um fluxo frenético, onde Aracaju voltava a ter um carnaval desejado por muitos do Estado, e turistas que buscam descansar, mas tendo show de Diogo Nogueira e Zeca Baleiro, por exemplo, e de graça, deixavam os hotéis e seguiam para o Rasgadinho. Esse ano não teremos. Serão bandinhas de frevo pelas ruas e pronto. Acabou. Por mais otimistas que somos é difícil acreditar que esse ano vamos vender no mesmo patamar dos últimos três anos", avaliou o empresário Sandro Luís. Apesar de o carnaval sequer ter começado, o comerciante alega que o principal movimento alusivo já foi realizado na capital e agora é torcer para que o ano que vem o cenário seja outro.
 "O bloquinho do Iate Clube, sem sombra de dúvidas, foi o único evento de massa. Tivemos alguns em conjuntos como o Augusto Franco, mas nenhum se compara ao do Iate que trouxe Netinho e arrastou muito mais de dez mil pessoas. Ali a venda foi grande. Pronto, parou por aí. Por isso que o jeito é arrumar as tralhas e seguir para o litoral. Talvez lá possamos gerar uma venda que não beire o nível mais baixo das últimas décadas", concluiu Sandro. Situação semelhante tem sido enfrentada por comerciantes de petiscos e carnes. Para o também empresário Helson Cardoso, o índice de vendedores autônomos tem caído desde a confirmação de cancelamentos das festas.
Se mostrando preocupado com a situação, ele garante que a redução nas vendas se comparado com o carnaval 2018, já é de 40%. "Na prática esse número é muito avassalador e preocupante. A lógica da operação é simples: se não tem evento, não tem público; sem público não há consumidores e por aí segue o efeito dominó. Sei que essa semana as vendas devem aumentar, mas vai ficar bem longe do balanço registrado em 2016, 17 e no ano passado", disse. Diante deste cenário Helson completa dizendo: "já estamos na ansiedade do que será nosso período junino. É uma situação diferente por não existir polos como Salvador, Recife e Olinda com força no São João; nós temos essa força, mas se o Forró Caju e o Arraiá do Povo não forem realizados, a redução no atacado será muito grande também".

Pontos de festas - Conforme já anunciado pela comissão organizadora, o Bloco Rasgadinho deste ano será composto por arrastões do frevo, comandado por bandinhas no chão, sem trios elétricos e palcos instalados nas avenidas Pedro Calazans e Desembargador Maynard. O carnaval de Pirambu será novamente realizado na orla do município. Na Barra dos Coqueiros a folia se concentra na Praia da Costa e no centro da cidade. Itaporanga e Estância as festas se concentram nas praias da Caueira e Estância, respectivamente. Haverá folia ainda nas cidades de São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, e em Neópolis com o tradicional bloco Zé Pereira. (Milton Alves Júnior)