Enem é necessário

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Publicada em 28/02/2019 às 09:54:00

 

Marcado pela ideologização de 
viés conservador, o governo de 
Jair Bolsonaro colocou-se na incômoda posição de suspeito. O receio é de que os ataques realizados durante a campanha eleitoral, quando o capitão reformado abriu fogo contra todos os feitos e realizações identificadas com os seus adversários, orientem as políticas públicas sob a responsabilidade do Governo Federal. Hoje, quase dois meses depois de tomar posse, Bolsonaro ainda não desceu do palanque.
Um dos alvos preferidos de Bolsonaro, o Exame Nacional de Ensino Médio promoveu uma verdadeira revolução no acesso ao ensino de terceiro grau. O exame, acusado de servir como um instrumento de doutrinação ideológica ao fabricar "militantes", é reconhecido por todos os especialistas como um verdadeiro marco. Com a sua aplicação, a decoreba do exame vestibular deu lugar ao pensamento crítico e o raciocínio lógico.
Não por acaso, a adesão ao Enem é um fato consumado. Ano passado, 5,5 milhões de pessoas se inscreveram para fazer o exame. Em dois dias de prova, os estudantes precisam demonstrar o seu conhecimento em diversas linguagens, incluindo redação, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.
A escola no Brasil é um faz de conta. Os números provam e as razões para o óbice no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação, que via de regra acumulam mais de um emprego para garantir os vencimentos necessários à própria sobrevivência, à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública. Certo é que sem providências, as escolas brasileiras vêm formando gerações inteiras de analfabetos funcionais. E sabotar o Enem só agravaria tal quadro dramático.

Marcado pela ideologização de  viés conservador, o governo de  Jair Bolsonaro colocou-se na incômoda posição de suspeito. O receio é de que os ataques realizados durante a campanha eleitoral, quando o capitão reformado abriu fogo contra todos os feitos e realizações identificadas com os seus adversários, orientem as políticas públicas sob a responsabilidade do Governo Federal. Hoje, quase dois meses depois de tomar posse, Bolsonaro ainda não desceu do palanque.
Um dos alvos preferidos de Bolsonaro, o Exame Nacional de Ensino Médio promoveu uma verdadeira revolução no acesso ao ensino de terceiro grau. O exame, acusado de servir como um instrumento de doutrinação ideológica ao fabricar "militantes", é reconhecido por todos os especialistas como um verdadeiro marco. Com a sua aplicação, a decoreba do exame vestibular deu lugar ao pensamento crítico e o raciocínio lógico.
Não por acaso, a adesão ao Enem é um fato consumado. Ano passado, 5,5 milhões de pessoas se inscreveram para fazer o exame. Em dois dias de prova, os estudantes precisam demonstrar o seu conhecimento em diversas linguagens, incluindo redação, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.
A escola no Brasil é um faz de conta. Os números provam e as razões para o óbice no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação, que via de regra acumulam mais de um emprego para garantir os vencimentos necessários à própria sobrevivência, à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública. Certo é que sem providências, as escolas brasileiras vêm formando gerações inteiras de analfabetos funcionais. E sabotar o Enem só agravaria tal quadro dramático.