Detentos são indiciados por tentativa de homicídio no Compajaf

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Publicada em 28/02/2019 às 23:03:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil cumpriu ontem nove mandados de prisão preventiva contra nove detentos acusados por uma tentativa de homicídio. O crime ocorreu em maio do ano passado, dentro das dependências do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul de Aracaju). O ataque foi gravado por imagens do circuito interno de TV do presídio, que foram usadas pela polícia na investigação dos envolvidos. A conclusão é de que o grupo tentou matar três colegas de pavilhão que eram acusados de extorquir os detentos e provocar outras ações. 
Segundo o delegado Gilberto Guimarães, responsável pela investigação do caso, os três detentos vítimas do grupo estavam causando revolta ao cobrar pedágio para quem quisessem dormir nas camas de cimento. "Eles estavam cobrando dinheiro para que outros presos tivessem direito de dormir no que eles chamam de pedra, que é a cama de cimento. A cobrança era de 10% sobre a renda dos presos que trabalhavam na lavanderia e na parte de corte e costura", explicou. 
Motivados pela aversão a essas ações, nove outros detentos organizaram um ataque contra os presidiários que, em tese, lideravam o presídio. Um deles, Wellington Antônio da Silva, o 'Pelé', que foi preso em 2015 durante a 'Operação Concórdia', da Polícia Civil, foi o principal alvo das agressões e sofreu os ferimentos mais graves. "Durante o ataque, eles utilizaram armas artesanais, chamadas de chucho, e perfuraram os corpos desses internos, principalmente o do Wellington, que chegou a ter a perda de um órgão", completou Gilberto.
'Pelé' permaneceu internado por alguns dias e depois de se recuperar, por uma questão de segurança, foi transferido para o Presídio Manoel Barbosa de Souza (Premabas), em Tobias Barreto. Após a ação, os exames de corpo de delito e todo material referente aos procedimentos cirúrgicos e atendimentos médico foram anexados ao inquérito junto as filmagens do sistema de circuito interno de TV do Compajaf. "A imagens mostram que a ação foi coordenada pelo preso Nadjo dos Santos, que junto com mais oito detentos tentaram contra a vida dos três internos", pontuou o delegado. 
A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado tentado e os mandados de prisão preventiva foram concedidas pelo Poder Judiciário. Dos internos, cinco dos que participaram da atuação se encontram no presídio do Santa Maria, dois no presídio de Areia Branca, um no presídio no Compecan, em São Cristóvão, e outro no presídio de Nossa Senhora da Glória. Todos os mandados foram cumpridos e os presos foram interrogados ao mesmo tempo, por equipes diferentes de investigadores que tiveram acesso aos presídios. A estratégia da polícia foi colher o máximo de provas e depoimentos sem haver chances de que os presos mantivessem contatos uns com os outros para possivelmente combinar alguma versão. 

A Polícia Civil cumpriu ontem nove mandados de prisão preventiva contra nove detentos acusados por uma tentativa de homicídio. O crime ocorreu em maio do ano passado, dentro das dependências do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul de Aracaju). O ataque foi gravado por imagens do circuito interno de TV do presídio, que foram usadas pela polícia na investigação dos envolvidos. A conclusão é de que o grupo tentou matar três colegas de pavilhão que eram acusados de extorquir os detentos e provocar outras ações. 
Segundo o delegado Gilberto Guimarães, responsável pela investigação do caso, os três detentos vítimas do grupo estavam causando revolta ao cobrar pedágio para quem quisessem dormir nas camas de cimento. "Eles estavam cobrando dinheiro para que outros presos tivessem direito de dormir no que eles chamam de pedra, que é a cama de cimento. A cobrança era de 10% sobre a renda dos presos que trabalhavam na lavanderia e na parte de corte e costura", explicou. 
Motivados pela aversão a essas ações, nove outros detentos organizaram um ataque contra os presidiários que, em tese, lideravam o presídio. Um deles, Wellington Antônio da Silva, o 'Pelé', que foi preso em 2015 durante a 'Operação Concórdia', da Polícia Civil, foi o principal alvo das agressões e sofreu os ferimentos mais graves. "Durante o ataque, eles utilizaram armas artesanais, chamadas de chucho, e perfuraram os corpos desses internos, principalmente o do Wellington, que chegou a ter a perda de um órgão", completou Gilberto.
'Pelé' permaneceu internado por alguns dias e depois de se recuperar, por uma questão de segurança, foi transferido para o Presídio Manoel Barbosa de Souza (Premabas), em Tobias Barreto. Após a ação, os exames de corpo de delito e todo material referente aos procedimentos cirúrgicos e atendimentos médico foram anexados ao inquérito junto as filmagens do sistema de circuito interno de TV do Compajaf. "A imagens mostram que a ação foi coordenada pelo preso Nadjo dos Santos, que junto com mais oito detentos tentaram contra a vida dos três internos", pontuou o delegado. 
A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado tentado e os mandados de prisão preventiva foram concedidas pelo Poder Judiciário. Dos internos, cinco dos que participaram da atuação se encontram no presídio do Santa Maria, dois no presídio de Areia Branca, um no presídio no Compecan, em São Cristóvão, e outro no presídio de Nossa Senhora da Glória. Todos os mandados foram cumpridos e os presos foram interrogados ao mesmo tempo, por equipes diferentes de investigadores que tiveram acesso aos presídios. A estratégia da polícia foi colher o máximo de provas e depoimentos sem haver chances de que os presos mantivessem contatos uns com os outros para possivelmente combinar alguma versão.