Valmir tem HC negado, se afasta e passa mal no presídio

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O prefeito Valmir Monteiro vai continuar na cadeia
O prefeito Valmir Monteiro vai continuar na cadeia

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 02/03/2019 às 15:14:00

 

Gabriel Damásio
O prefeito de Lagar
to, Valmir Monteiro 
(PSC), teve o seu pedido de habeas-corpus negado pelo ministro Rogerio Schietti Cruz, da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira, mas seu teor só deverá ser divulgado na próxima quinta-feira pelo Diário da Justiça. O pedido de liberdade tinha sido impetrado pelos advogados de defesa em 25 de fevereiro, três dias depois da prisão preventiva do prefeito ser decretada pela Justiça. Valmir é acusado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, derivados das irregularidades investigadas pela 'Operação Leak', do Ministério Público Estadual. 
Com esta decisão, Valmir permanece detido no Presídio Militar (Presmil), em Aracaju, onde está em prisão preventiva desde o dia 22. Nesta sexta-feira, os advogados de defesa encaminharam à Câmara Municipal de Lagarto um pedido de licença por tempo indeterminado, alegando "impedimento involuntário do exercício do cargo de prefeito". O presidente da Câmara, vereador Carlos Eduardo Pereira de Santana, acolheu o pedido de licença e convocou a vice-prefeita Hilda Rollemberg Ribeiro (PSD) para assumir o cargo interinamente. A posse deve acontecer oficialmente nesta quinta-feira, após o Carnaval. 
Esta é a segunda vez em que Valmir Monteiro é afastado da Prefeitura de Lagarto. Na primeira, em 26 de novembro do ano passado, o afastamento foi determinado pelo desembargador Roberto Porto, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), mas acabou derrubado um mês depois, por um recurso do STJ. Nos dois casos, a saída de Valmir foi pedida pelo Ministério Público, em virtude das irregularidades encontradas na administração do Matadouro Municipal. Segundo os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), havia um desvio nas taxas arrecadadas pelo abate dos animais e estes recursos teriam sido usado para comprar imóveis e movimentar uma empresa de fumo, em nome de "laranjas" ligados ao prefeito.
Além de Valmir, também foram presos o genro dele, Igor Ribeiro Costa Aragão, e os empresários Joel do Nascimento Cruz e Gildo Pinto dos Santos, apontado pelo MPSE como participantes do esquema irregular. Os quatro acusados negam as acusações e afirmam que não cometeram qualquer irregularidade. A defesa avalia a possibilidade de entrar com um novo habeas-corpus.
Pressão - Na noite de sexta-feira, o prefeito afastado Valmir Monteiro passou por atendimento médico. Segundo informações da assessoria pessoal, ele sofreu uma crise de hipertensão e passou mal. Ele foi atendido na enfermaria do presídio por um médico e recebeu a visita do advogado de defesa Evânio Moura. Valmir foi estabilizado e não precisou ser levado ao hospital. Extraoficialmente, circulou a informação de que a crise de Valmir aconteceu depois de ele ter se impressionado com uma briga que aconteceu dentro do Presmil - onde o prefeito está preso por ter prerrogativa de cargo e direito a cela especial. 
No incidente, o tenente-coronel Eliezer Santana, ex-ouvidor-geral da Polícia Militar e que está preso a pedido da Justiça Militar, teria sido agredido por outro policial que está detido no presídio. Parentes ligados a Eliezer denunciam a agressão e divulgaram uma foto do oficial com o rosto inchado e um profundo corte na altura do nariz. O coronel foi atendido no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e levado de volta para outra ala do Presmil. O Comando da PM não se manifestou sobre o incidente até o fechamento desta edição. 

Gabriel Damásio

O prefeito de Lagar to, Valmir Monteiro  (PSC), teve o seu pedido de habeas-corpus negado pelo ministro Rogerio Schietti Cruz, da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira, mas seu teor só deverá ser divulgado na próxima quinta-feira pelo Diário da Justiça. O pedido de liberdade tinha sido impetrado pelos advogados de defesa em 25 de fevereiro, três dias depois da prisão preventiva do prefeito ser decretada pela Justiça. Valmir é acusado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, derivados das irregularidades investigadas pela 'Operação Leak', do Ministério Público Estadual. 

Com esta decisão, Valmir permanece detido no Presídio Militar (Presmil), em Aracaju, onde está em prisão preventiva desde o dia 22. Nesta sexta-feira, os advogados de defesa encaminharam à Câmara Municipal de Lagarto um pedido de licença por tempo indeterminado, alegando "impedimento involuntário do exercício do cargo de prefeito". O presidente da Câmara, vereador Carlos Eduardo Pereira de Santana, acolheu o pedido de licença e convocou a vice-prefeita Hilda Rollemberg Ribeiro (PSD) para assumir o cargo interinamente. A posse deve acontecer oficialmente nesta quinta-feira, após o Carnaval. 
Esta é a segunda vez em que Valmir Monteiro é afastado da Prefeitura de Lagarto. Na primeira, em 26 de novembro do ano passado, o afastamento foi determinado pelo desembargador Roberto Porto, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), mas acabou derrubado um mês depois, por um recurso do STJ. Nos dois casos, a saída de Valmir foi pedida pelo Ministério Público, em virtude das irregularidades encontradas na administração do Matadouro Municipal. Segundo os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), havia um desvio nas taxas arrecadadas pelo abate dos animais e estes recursos teriam sido usado para comprar imóveis e movimentar uma empresa de fumo, em nome de "laranjas" ligados ao prefeito.
Além de Valmir, também foram presos o genro dele, Igor Ribeiro Costa Aragão, e os empresários Joel do Nascimento Cruz e Gildo Pinto dos Santos, apontado pelo MPSE como participantes do esquema irregular. Os quatro acusados negam as acusações e afirmam que não cometeram qualquer irregularidade. A defesa avalia a possibilidade de entrar com um novo habeas-corpus.

Pressão - Na noite de sexta-feira, o prefeito afastado Valmir Monteiro passou por atendimento médico. Segundo informações da assessoria pessoal, ele sofreu uma crise de hipertensão e passou mal. Ele foi atendido na enfermaria do presídio por um médico e recebeu a visita do advogado de defesa Evânio Moura. Valmir foi estabilizado e não precisou ser levado ao hospital. Extraoficialmente, circulou a informação de que a crise de Valmir aconteceu depois de ele ter se impressionado com uma briga que aconteceu dentro do Presmil - onde o prefeito está preso por ter prerrogativa de cargo e direito a cela especial. 
No incidente, o tenente-coronel Eliezer Santana, ex-ouvidor-geral da Polícia Militar e que está preso a pedido da Justiça Militar, teria sido agredido por outro policial que está detido no presídio. Parentes ligados a Eliezer denunciam a agressão e divulgaram uma foto do oficial com o rosto inchado e um profundo corte na altura do nariz. O coronel foi atendido no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e levado de volta para outra ala do Presmil. O Comando da PM não se manifestou sobre o incidente até o fechamento desta edição.