A mulher no Brasil

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Publicada em 08/03/2019 às 07:04:00

 

Doa a quem doer, o feminismo é 
das grandes pedras de toque do 
pensamento contemporâneo. E há razões bastante justas para que seja assim. Embora o código penal se esforce para acompanhar o curso dos dias, com o fim de estender as garantias legais devidas a qualquer cidadão para as parcelas mais vulneráveis da população feminina, a letra da Lei ainda pode muito pouco contra o comportamento criminoso perpetuado pela Cultura. Não é fácil ser mulher no Brasil. Sexo frágil, coisa nenhuma.
Os dados reunidos em todas as pesquisas, estimativas e documentos oficiais revelam que as brasileiras comem o pão que o diabo amassou, tanto na rua e em ambiente de trabalho, como entre as quatro paredes de suas próprias casas. Tapas, murros e pontapés. Assédio e violência sexual. Embora a maior parte dos crimes não chegue à flor dos números, os episódios registrados em queixa formal bastam para impressionar os desavisados. Em 2017, foram registradas 2900 ocorrências de violência de gênero em Sergipe.
O medo e a vergonha da vítima são os principais obstáculos à imputação de culpa aos criminosos agressores de mulheres no Brasil. Impossível projetar qualquer estimativa em relação ao número de crimes impunes. A subnotificação, fato presumido, perfeitamente razoável, é um efeito perverso do machismo, uma cultura que ainda vigora, apesar de todos os avanços, também em esfera institucional.
Convém notar: A violência perdura, mesmo após a criação da Lei Maria da Penha. Em pleno vigor há mais de uma década, a norma finalmente deu à violência doméstica um nome próprio. O que antes não passava de uma postura ética passou, então, a ocupar o campo do direito estabelecido. Antes tarde do que nunca. Não existe desculpa para a covardia.

Doa a quem doer, o feminismo é  das grandes pedras de toque do  pensamento contemporâneo. E há razões bastante justas para que seja assim. Embora o código penal se esforce para acompanhar o curso dos dias, com o fim de estender as garantias legais devidas a qualquer cidadão para as parcelas mais vulneráveis da população feminina, a letra da Lei ainda pode muito pouco contra o comportamento criminoso perpetuado pela Cultura. Não é fácil ser mulher no Brasil. Sexo frágil, coisa nenhuma.
Os dados reunidos em todas as pesquisas, estimativas e documentos oficiais revelam que as brasileiras comem o pão que o diabo amassou, tanto na rua e em ambiente de trabalho, como entre as quatro paredes de suas próprias casas. Tapas, murros e pontapés. Assédio e violência sexual. Embora a maior parte dos crimes não chegue à flor dos números, os episódios registrados em queixa formal bastam para impressionar os desavisados. Em 2017, foram registradas 2900 ocorrências de violência de gênero em Sergipe.
O medo e a vergonha da vítima são os principais obstáculos à imputação de culpa aos criminosos agressores de mulheres no Brasil. Impossível projetar qualquer estimativa em relação ao número de crimes impunes. A subnotificação, fato presumido, perfeitamente razoável, é um efeito perverso do machismo, uma cultura que ainda vigora, apesar de todos os avanços, também em esfera institucional.
Convém notar: A violência perdura, mesmo após a criação da Lei Maria da Penha. Em pleno vigor há mais de uma década, a norma finalmente deu à violência doméstica um nome próprio. O que antes não passava de uma postura ética passou, então, a ocupar o campo do direito estabelecido. Antes tarde do que nunca. Não existe desculpa para a covardia.